Quem ainda se lembra da época em que filmes tinham aberturas musicais?


Antigamente, vários filmes praticavam esse método, com pleno som instrumental dominando a sala antes mesmo do filme começar (antes mesmo dos créditos). A tela permanecia escura, assim como as luzes da sala. A idéia era induzir o espectador no clima que o compositor e o diretor desejavam criar. Essas sequências musicais também eram características da época em que filmes tinham intervalos no meio das sessões.


E não é uma prática exclusiva do cinema, já que ela existe há séculos em outras formas de arte como a ópera e o teatro. E é uma oportunidade a mais para o espectador apreciar a obra de compositores e orquestras sinfônicas. A dedicação que vai nesse processo de criação é inestimável.


Infelizmente, essa prática acabou sumindo dos filmes. Até porque, isso significava 4 ou 5 minutos a mais de filme, algo que nenhum exibidor tolera hoje, preferindo sessões mais curtas. E eles preferem preencher o período inicial antes do filme com trailers e anúncios.


Apesar do fim dessa tendência, ainda existem alguns casos de cineastas buscando manter a tradição. Tanto que Tarantino utilizou-se deste recurso na versão 70mm de Os Oito Odiados, preenchendo as salas de exibição com a melodia de Ennio Morricone.


Confira abaixo as aberturas musicais de vários filmes clássicos. Esquente uma pipoca, feche as cortinas, apague as luzes e aumente o volume:



King Kong (1933)



















E o Vento Levou (1939)



















Os Dez Mandamentos (1956)



















Ben-Hur (1959)



















Spartacus (1960)



















Lawrence da Arábia (1962)



















Doutor Jivago (1965)





2001: Uma Odisséia no Espaço (1968)



















Jornada nas Estrelas - O Filme (1979)



















Posted in Postado por Eduardo Jencarelli às 11:26  

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