Estreias da Semana - 30/07/2015

(30 de jul de 2015)




Confira em detalhes as estreias nos cinemas desta semana logo abaixo. Clique nos títulos para acessar os trailers:





Magic Mike XXL

Três anos após abandonar a carreira de stripper, Mike se reúne com antigos colegas para dar uma última performance de despedida em Myrtle Beach, na Flórida.

Comédia / Drama - EUA, 2015.

Direção: Gregory Jacobs.
Roteiro: Reid Carolin.
Elenco: Channing Tatum, Matt Bomer, Joe Manganiello, dentre outros.

Duração: 115 min.
Classificação: 16 anos.




Sobrenatural: A Origem

Passando-se antes dos eventos do primeiro filme, Sean Brenner e sua filha são aterrorizados por entidades misteriosas. A especialista em eventos paranormais Elise Rainier se envolve no caso a fim de salvá-los do demônio.

Horror / Suspense - (Insidious: Chapter 3) EUA, 2015.

Direção: Leigh Whannell.
Roteiro: Leigh Whannell.
Elenco: Dermor Mulroney, Stefanie Scott, Leigh Whannell, Angus Sampson, Lin Shaye, dentre outros.

Duração: 98 min.
Classificação: 14 anos.




Adeus à Linguagem

Um homem e uma mulher dividem a intimidade em uma casa, onde mora também um cachorro. Ela é casada, mas não há qualquer informação sobre sua vida fora daquele local. Os dois conversam sobre a questão da linguagem do ponto de vista filosófico, enquanto o cão observa.

Drama - (Adieu au Langage) França / Suiça, 2014.

Direção: Jean-Luc Godard.
Roteiro: Jean-Luc Godard.
Elenco: Héloïse Godet, Kamel Abdelli, Richard Chevallier, dentre outros.

Duração: 70 min.
Classificação: 16 anos.




Tudo por Amor ao Cinema

Documentário sobre a vida de Cosme Alvez Netto, uma das mais importantes figuras do cinema brasileiro.

Documentário - Brasil, 2014.

Direção: Aurélio Michiles.
Roteiro: Aurélio Michiles.

Duração: 97 min.
Classificação: 12 anos.






Dromedário no Asfalto



Após perder a mãe, Pedro se sente devastado e determinado a conhecer a identidade de seu pai. A única informação que ele tem é que o homem partiu para Uruguai para viver recluso. Ele parte em uma jornada de auto-conhecimento, cruzando cidades do Brasil, até chegar a fronteira com o Uruguai.

Drama - Brasil / Uruguai, 2014.

Direção: Gilson Vargas.
Roteiro: Gilson Vargas.
Elenco: Marcos Contreras, Laura Schneider, Vanise Carneiro, dentre outros.

Duração: 85 min.
Classificação: 14 anos.




D.U.F.F.

Bianca descobre que foi apelidada pelas amigas como a amiga gorda, cuja função é fazer com que elas pareçam mais bonitas em comparação. Revoltada, Bianca pede ajuda a um atleta de escola para melhorar seu visual.

Comédia - (The Duff) EUA, 2015.

Direção: Ari Sandel.
Roteiro: Josh A. Cagan.
Elenco: Mae Whitman, Bella Thorne, Robbie Amell, Bianca Santos, Skyler Samuels, Allison Janney, Ken Jeong, dentre outros.

Duração: 101 min.
Classificação: 12 anos.



Beijei uma Garota


Homossexual convicto, Jèrémie acorda ao lado de uma bela e sedutora jovem sueca, que conheceu em uma noite de bebedeira. A situação o coloca em pânico, já que está para casar-se com Antoine, seu companheiro faz 10 anos.

Comédia - (Toute Premiére Fois) França, 2015.

Direção: Maxime Govare e Noémie Saglio.
Roteiro: Maxime Govare e Noémie Saglio.
Elenco: Pio Marmai, Lannick Gautry, Adrianna Gradziel, Frédéric Pierrot, dentre outros.

Duração: 98 min.
Classificação: 14 anos.


Jogada de Mestre

Amsterdã, 1982. Um grupo de amigos tenta se dar bem na vida. Após fracassarem na tentativa de conseguir um empréstimo bancário, eles elaboram um plano para sequestrar o milionário Freddy Heineken, e receber um resgate de 35 milhões.

Ação / Policial / Suspense - (Kidnapping Mr. Heineken)
Holanda / Inglaterra / Bélgica, 2015.

Direção: Daniel Alfredson.
Roteiro: William Brookfield.
Elenco: Jim Sturgess, Sam Worthington, Ryan Kwanten, Anthony Hopkins, dentre outros.

Duração: 95 min.
Classificação: 12 anos.


Alucinados

Júlia sofre um sequestro-relâmpago realizado por Sapeca e Casé. Presa no carro blindado de seu marido, ela acredita que eles estejam em busca de dinheiro fácil para consumir drogas. Porém, ela vai percebendo que seus motivos vão além disso.

Drama / Suspense - Brasil, 2008.

Direção: Roberto Santucci.
Roteiro: Roberto Santucci.
Elenco: Mônica Martelli, Silvio Guindane, Tarcísio Filho, dentre outros.

Duração: 87 min.
Classificação: 16 anos.



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Momento Trivia - Pixels

(27 de jul de 2015)




Confira alguns detalhes e curiosidades a respeito de Pixels, filme que se encontra em cartaz nos cinemas:



- O criador de Pac-Man, Toru Iwatani foi interpretado pelo ator Denis Akiyama. O próprio Iwatani faz uma participação especial breve no filme. Contudo, ele não interpretou a si mesmo pelo fato de não falar inglês.


- Jennifer Aniston abriu mão do papel feminino principal.


- É a nona produção em que Adam Sandler contracena com seu amigo Kevin James.


- O enredo do filme é parecido com a trama de um episódio do seriado Futurama, no qual o personagem Fry era o único especialista em video-games, sendo assim o único ser humano qualificado para deter um ataque alienígena cuja estratégia envolvia paródias desses jogos.


- Um erro de roteiro: o protagonista do jogo Paperboy aparece na nave no final do filme. Contudo, o jogo original foi lançado em 1985, três anos depois da suposta sonda ter sido lançada.


- Os placares dos jogos vistos no filme são baseados em recordes atingidos na vida real. O placar atingido por Sam Brenner em Pac-Man (3.333.360) é o maior já atingido desde que o jogo foi lançado. Já o placar em Donkey Kong, atingido pelo personagem Eddie, é 100 pontos acima do recorde mundial marcado pelo jogador Hank Chien (1.068.100).


- O filme foi baseado em um curta feito em 2010, sucesso de pública e crítica online, dirigido por Patrick Jean. Confira ele logo abaixo:












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Retomando Alien - Revelações

(24 de jul de 2015)




Toda história sempre tem dois ou mais lados. As vezes, nossa impressão do que é verdade pode estar completamente equivocada. Tudo é uma questão de ponto de vista.


Para aqueles que praticam jornalismo, analisam e reportam 'fatos', esse deveria ser um princípio fundamental. Infelizmente, principalmente nesse mundo online de blogs, noticiam-se fatos que chamam atenção, e ganha quem der o furo. Por isso que considero importante retornar a um assunto que foi publicado nessa semana.


Tivemos um post abordando os altos e baixos da franquia Alien. A série de filmes - que teve início em 1979 com o longa de Ridley Scott - ganhou destaque recente nas mídias online após um comentário controverso de Sigourney Weaver que disse ter ficado deprimida quando a Fox revelou estar desenvolvendo um roteiro de Alien vs. Predador, e que isso a teria motivado a pedir que Ripley fosse morta nas filmagens de Alien 3.



Contudo, o roteirista Peter Briggs (Hellboy) publicou uma resposta no Bloody Disgusting, cuja versão dos fatos divergiu completamente do relato de Weaver.


De acordo com Briggs, ele escreveu o roteiro de Alien vs. Predador como um projeto especulativo (por conta própria, sem conhecimento do estúdio) no período entre maio e setembro de 1991. Ele apresentou o roteiro a Fox em setembro, com recepção calorosa. Foi a primeira venda do então roteirista iniciante.


É nessa hora que as datas deixam de bater. Alien 3 começou a ser filmado em janeiro daquele ano. O roteiro naquele período já continha a morte de Ripley no final, evento que havia sido desenvolvido a pedido do diretor Vincent Ward, antes mesmo dele ser substituído por David Fincher.


Além disso, Briggs afirmou que a ideia de unir Alien e Predador no mesmo universo havia sido discutida na Fox pouquíssimos dias antes da venda de seu roteiro. Esse fato foi confirmado pelo produtor Lawrence Gordon que havia ajudado Briggs a vender o roteiro.


Resumindo, não teria como Sigourney Weaver saber da existência de Alien vs. Predador num estágio tão preliminar. Ela já estava filmando Alien 3 ciente de que sua personagem morreria, enquanto que o roteiro de Alien vs. Predador não havia nem começado a ser desenvolvido.


Mas também não acho que Weaver estivesse mentindo. Como disse no início do post, tudo é uma questão de ponto de vista. Atores lêem centenas de projetos todos os anos. Atores que trabalham com a frequência de Sigourney nem se fala. É fácil para alguém nesse ritmo confundir versões e lembranças. Não dá nem para julgá-la por isso. Até porque ela tem todo o direito de expressar sua opinião quando expressa sua frustração com o excesso de comercialização que existe no cinema hollywoodiano, reduzindo obras narrativas a meros produtos (e acho que tem bastante razão).


Do ponto de vista de Briggs, dá para entender sua motivação para questionar as lembranças de Weaver. É possível que ela nem tenha lido sua versão do roteiro. E é o caso de um roteirista que já era fã fervoroso da franquia antes mesmo de ter uma carreira. Além do que, não seria justo ter sua reputação afetada, principalmente nesta era em que qualquer fala de alguém pode ser citada sem o devido contexto, levando usuários mundo afora a formarem opiniões equivocadas.


E do ponto de vista dele, ainda existe potencial para criar um bom filme crossover entre os personagens, tanto que ele detestou os dois filmes produzidos*.


*Curiosamente, o roteiro de Briggs foi a única versão de Alien vs. Predador escrita antes de Paul W.S. Anderson entrar no projeto.


E é por isso que faço questão de rever um assunto tão recente, a fim de esclarecer todos os lados de uma situação que ocorreu há mais de vinte anos.




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Estreias da Semana - 23/07/2015

(23 de jul de 2015)





Confira as estreias dessa semana nos cinemas brasileiros, a seguir. Clique neles para ver os trailers:



Pixels

Baseado no curta de sucesso de 2010, a humanidade sempre buscou vida fora da Terra, enviando mensagens. Uma delas foi recebida, e agora a raça alienígena resolve recriar monstros inspirados em videogames da década de 1980 para invadir o planeta. Para combatê-los, a única alternativa é chamar especialistas nesses jogos.

Ficção Científica / Ação / Comédia - EUA, 2015.

Direção: Chris Columbus.
Roteiro: Tim Herhily e Timothy Dowling.
Elenco: Adam Sandler, Kevin James, Michelle Monaghan, Peter Dinklage, Josh Gad, Brian Cox, Sean Bean, Dan Akyroyd, Jane Krakowski, Tom McCarthy, dentre outros.

Duração: 105 min.
Classificação: 10 anos.




Carrossel - O Filme

Adaptação da novela do SBT. Durante as férias, os alunos da Escola Mundial viajam para o acampamento Panapaná, que pertence ao avô de Alícia. Todos participam de uma gincana organizada pelo Senhor Campos. Contudo, a chegada de González agita o local. Ele pretende adquirir o terreno do acampamento para construir uma fábrica poluidora, e está disposto a qualquer artifício a fim de atingir seu objetivo.

Aventura / Comédia - Brasil, 2015.

Direção: Alexandre Boury e Mauricio Eça.
Roteiro: Márcio Alemão e Mirna Nogueira.
Elenco: Jean Paulo Campos, Larissa Manoela, Maísa Silva, Noemi Gerbelli, Paulo Miklos, dentre outros.

Duração: 98 min.
Classificação: Livre.




A Forca

Uma cidade fica marcada por um acidente quando uma peça de teatro escolar leva a várias mortes. Vinte anos depois, novos alunos tentam recriar a peça para homenagear os mortos, mas percebem que o desastre pode estar para ocorrer novamente.

Horror / Suspense - (The Gallows) EUA, 2015.

Direção: Travis Cluff e Chris Lofing.
Roteiro: Travis Cluff e Chris Lofing.
Elenco: Reese Mishier, Pfeifer Brown, Ryan Shoos, Cassidy Gifford, dentre outros.

Duração: 81 min.
Classificação: 14 anos.




O Que as Mulheres Querem

Comédia que acompanha as vidas amorosas de onze mulheres diferentes. Cada uma se envolve em um caso específico, seja com os homens de suas vidas ou um estranho que acabaram de conhecer.

Comédia / Romance - (Sous les jupes des Filles) França, 2014.

Direção: Audrey Dana.
Roteiro: Audrey Dana, Raphaëlle Desplechin e Murielle Magellan.
Elenco: Isabelle Adjani, Audrey Dana, Alice Belaïdi, Laetitia Casta, Julie Ferrier, Audrey Fleurot, Marina Hands, Vanessa Paradis, dentre outros.

Duração: 116 min.
Classificação: 16 anos.




O Sétimo Selo

Clássico de Ingmar Bergman. Após dez anos, um cavaleiro volta das cruzadas e encontra seu país devastado pela peste negra. Sua fé em Deus é abalida, até que a Morte surge querendo levá-lo, pois chegou sua hora. Visando ganhar tempo, ele convida a Morte a participar de um jogo de xadrez.

Drama / Fantasia - (Det Sjunde Inseglet) Suécia, 1957.

Direção: Ingmar Bergman.
Roteiro: Ingmar Bergman.
Elenco: Gunnar Björnstrand, Bengt Ekerot, Nils Poppe, Max von Sydow, Bibi Andersson, dentre outros.

Duração: 96 min.
Classificação: 16 anos.




Um Reencontro

Pierre é um advogado casado que sempre coloca a família em primeiro lugar. Elsa é uma escritora recém-divorciada com dois filhos adolescentes. Eles se conhecem e passam a ter um caso amoroso, mesmo sendo uma situação complicada.

Drama / Romance - (Une Rencontre) França, 2014.

Direção: Lisa Azuelos.
Roteiro: Lisa Azuelos.
Elenco: Sophie Marceau, François Cluzet, Lisa Azuelos, dentre outros.

Duração: 82 min.
Classificação: 14 anos.



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Alien - Revelações

(21 de jul de 2015)




A franquia Alien já foi palco de diversas controvérsias, tais como a disputa por crédito no roteiro do filme original, a revolta que Prometheus causou entre muitos dos fãs, dentre outras. Nunca foi uma franquia que tivesse consenso.





Como muitas séries que passam por diversos filmes, era inevitável que algumas dessas produções não caissem no gosto dos fãs. Sem dúvida, o primeiro grande bode expiatório da série foi Alien 3. O filme dirigido por David Fincher dividiu a crítica. Enquanto alguns destroçavam o filme por invalidar todo o progresso narrativo feito em Aliens - O Resgate, outros aplaudiam Fincher por recriar o clima de tensão solitária do filme original.


Contudo, não dá para culpar uma única pessoa por quaisquer erros que uma produção tenha cometido. Filmes, assim como televisão, são um produto de colaboração. São dezenas ou até centenas de pessoas envolvidas em um projeto, e todas elas contribuem. Se Rockne O'Bannon foi o autor do filme original ou não deixa de ser a pergunta relevante. Ele sem dúvida foi importante, assim como foi Ridley Scott, o produtor Walter Hill, o designer H.R. Giger e Sigourney Weaver também foram. Não dá para restringir crítica a uma pessoa.


O mesmo vale para os filmes posteriores. James Cameron, David Fincher, Joss Whedon, Jean Pierre-Jeunet, Winona Ryder, Bill Paxton, Lance Henriksen, Damon Lindelof, Michael Fassbender, dentre muitos outros contribuiram para ampliar esse universo.


Recentemente, Sigourney Weaver revelou ao Radio Times seu desdém pelo filme spin-off Alien vs. Predador. Descobrimos também que a idéia surgiu em 1991, ao mesmo tempo em que Weaver voltava a encarnar Ripley em Alien 3. O jogo de videogame que unia os dois personagens estava sendo produzido, e uma coisa levou a outra. Começou a se discutir unir as duas franquias nos corredores da Fox. Weaver, que obviamente sentia orgulho dos filmes que havia feito, não foi capaz de apoiar a iniciativa, principalmente por questões de integridade artística.


Weaver também revelou que foi a concepção desta ideia que fez com que Ridley Scott desistisse de dirigir Alien 3. Ele desejava continuar a história que havia iniciado em 1979, e ter de lidar com a presença de Alien vs. Predador atrapalharia toda a continuidade e união dramática da série. O próprio James Cameron, que dirigiu o segundo filme, também questionou a decisão da Fox publicamente.


De qualquer forma, o filme prosseguiu em desenvolvimento e foi lançado em 2004. Rebatido pela crítica, o filme teve algum sucesso de bilheteria, graças principalmente a direção enérgica de Paul W.S. Anderson (Resident Evil). Contudo, a continuação de 2007 foi um fracasso retumbante.


O interessante é o uso do termo franquia para descrever a série. Geralmente, franquia se aplica a algo produzido com ritmo e frequência, como é o caso dos filmes da Marvel. Mas se olharmos para Alien, tivemos apenas sete filmes desde 1979. E desde o terceiro que a recepção tem encontrado-se dividida. Mesmo assim, é graças a iniciativa de autores fãs desse universo que ele se manteve relevante para novas gerações. Prometheus, por mais divisor que seja, conseguiu revitalizar esse universo, analisando-o do ponto de vista de crenças e espiritualidade. Esse era um passo necessário para escapar da sombra dos dois crossovers feitos por motivos puramente comerciais, injetando idéias mais profundas nesse universo que gerem debates.


E agora, com Neill Blomkamp desenvolvendo um reboot da franquia, dedicando toda sua paixão, veremos o que irá sair a medida que a série aproxima-se dos 40 anos de existência. Weaver já expressou apoio incondicional a iniciativa do cineasta sul-africano.





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Momento Trivia: Homem-Formiga

(20 de jul de 2015)






Confira fatos e curiosidades a respeito do filme:



- Edgar Wright vendeu o conceito inicial do filme para a Marvel em 2003, imaginando uma comédia com toques de ação e aventura. Ele passou anos desenvolvendo o projeto, trabalhando no roteiro, filmando cenas-teste e contratando o elenco. Tudo parecia correr bem até que Wright deixou a produção em 2014, com menos de um ano restando para o lançamento. O motivo anunciado foi de diferenças criativas entre ele e a Disney, que havia recentemente comprado a Marvel.


- O filme era para ter a trama focada no personagem de Hank Pym (interpretado por
Michael Douglas no filme). Contudo, os produtores perceberam que o comportamento controverso do personagem poderia alienar boa parte do público (as múltiplas personalidades, além do fato de Pym bater na esposa foram fatores). Foi assim que resolveram centrar a história em Scott Lang.


- Homem-Formiga foi filmado utilizando o aspecto de imagem 1.85:1 ao invés do padrão 2.35:1 usado nas demais produções da Marvel. Isso foi feito para refletir a diferença de tamanho do personagem.


- Nos quadrinhos originais, ao contrário dos filmes, era Hank Pym que tinha criado Ultron. Já nos filmes, foram Tony Stark e Bruce Banner que criaram o personagem. Inclusive, Ultron foi usado como vilão no universo cinematográfico em Vingadores 2, antes mesmo da estreia de Homem-Formiga.


- Sean Penn, Gary Oldman e Pierce Brosnan foram considerados para o papel de Hank Pym. Já Joseph Gordon-Levitt foi considerado para o papel de Scott Lang.


- É o primeiro filme do Marvel Studios a incluir uma referência a existência do Homem-Aranha. Os direitos do personagem passaram a ser dividos entre a Sony e a Marvel, o que possibilitou a inclusão dele no universo cinematográfico.


- O uniforme que Paul Rudd iria usar teve de ser alterado devido a seus músculos. O ator havia passado por um treinamento rigoroso.


- Supostamente, um dos motivos da saída de Wright da produção foi sua resistência em incorporar referências aos demais filmes da Marvel. Para ele, isso quebraria a integridade do roteiro, destoando do foco da história que ele desejava contar. Contudo, por mais que a Marvel dê liberdade criativa a seus diretores, quem tem a palavra final é Kevin Feige, produtor e presidente do estúdio.


- Curiosamente, quando Wright ainda estava na produção, ele havia pedido a Feige que não utilizasse o Homem-Formiga em outras produções do estúdio até que seu filme estivesse completo, pedido este que foi honrado. Foi por isso que o personagem não foi visto no primeiro Vingadores.


- Peyton Reed foi chamado para substituir Wright. Parte do roteiro original de Wright foi mantido. Além disso, Reed já era conhecido da Marvel, pois foi um forte candidato para dirigir Guardiões da Galáxia antes de James Gunn.


- A saída de Wright não fez com que a Marvel alterasse a data de estreia do filme. Evidentemente, isso reduziu drasticamente o tempo de pós-produção do filme, forçando que todos acelerassem o ritmo ao extremo para montar o filme, conseguir gerar todos as centenas de efeitos visuais, mixar os milhares de efeitos sonoros, e ainda converter a produção para 3D.




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Os Pôsteres da Marvel

(17 de jul de 2015)




Com Homem-Formiga nos cinemas, acho que é uma boa hora para falar de um assunto que acho pertinente: o pôster do filme.




É impressão minha ou já vi um pôster parecido?


                                                           Homem de Ferro 3



                                                        Thor: O Mundo Sombrio




Dê uma conferida também nos dois filmes dos Vingadores:


                                                         Os Vingadores
                                   


                                                     Os Vingadores: Era de Ultron





Percebe-se um certo padrão sendo seguido em todas essas imagens, com o protagonista no centro da imagem geralmente em perspectiva, com os demais personagens a distância, regado com imagens de ação e destruição. E sempre usam o mesmo esquema de cores, além dos créditos e o título do filme serem posicionados na parte inferior do pôster. E no caso dos Vingadores, vemos sempre a mesma encenação artificial com os protagonistas em perfil com destruição e ação no fundo.


Dá para se ver o efeito Marvel nessa análise de marketing. Todos os cartazes e pôsteres seguem um padrão bastante rígido. De certa forma, dá até para entender o porquê desse rumo. A Marvel é um estúdio que vende um produto bastante específico, e todos as suas obras, por mais diversas que sejam, devem encaixar nesse universo fictício sendo criado. É isso que eles vendem.


Levanto essa questão até porque a produção de Homem-Formiga foi palco de desavenças, atrasos e inúmeros problemas que vazaram na mídia (e iremos abordar isso mais a fundo no Momento Trivia para este filme). O principal deles sem dúvida foi o afastamento de Edgar Wright como diretor. Seu motivo para sua saída havia sido de que ele não seria capaz de incorporar diversos elementos do Universo Marvel no filme sem comprometer a integridade da obra como um todo.


E assim começamos a entender até que ponto a Marvel está disposta a proteger seu acervo. O universo que vem sendo criado por produtores como Kevin Feige é mais importante que a individualidade de cada personagem ou até mesmo o impacto criativo que cineastas de fora podem ter. De certa forma, isso reflete diretamente no marketing desses blockbusters, e isso inclui obviamente o design de cartazes e imagens promocionais.


Inclusive, David Aja, um artista de quadrinhos fez um comentário no Twitter a respeito do excesso de manipulação em Photoshop que foi aplicado no poster dos Vingadores.


A questão é: até que ponto é aceitável padronizar o marketing de um filme, a fim de garantir um sucesso de bilheteria? Não perde a graça se você que todos os filmes acabam tendo o mesmo design visual?


Pessoalmente, eu diria que é perfeitamente possível tentar novas formas de design, fora do padrão, e que os fãs desses filmes ficariam mais do que satisfeitos em ver algo que fosse apenas diferente dos demais.


Originalidade é um elemento vital do cinema, por mais que os altos escalões de executivos e especialistas em marketing digam o contrário....








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