Nesta semana foi anunciado que os diretores Phil Lord e Christopher Miller, responsáveis pelo filme que conta as origens do pirata Han Solo, foram dispensados da posição pela Lucasfilm em meio as filmagens.


Resolvi esperar um pouco antes de opinar a respeito dessa mudança repentina numa mega-produção blockbuster. De um filme de Star Wars, ainda por cima.


Aparentemente a saída dos dois foi resultado de diferenças de visão criativa com a central de comando da Lucasfilm, chefiada por Kathleen Kennedy, sucessora de George Lucas. O estilo de improviso dos diretores - conhecidos por animações como Tá Chovendo Hamburger - não funcionava com o esquema de produção bem mais rígido que segue o roteiro à risca. Inclusive o roteirista e produtor Lawrence Kasdan expressou uma certa falta de afinidade com os diretores por não seguirem o que estava escrito.


A produção ainda tem algumas semanas de filmagem, e ainda deverá passar por algumas refilmagens posteriormente. As refilmagens em si já estavam programadas. Como ocorrera em Rogue One, isso faz parte do processo (no qual até trouxeram o cineasta Tony Gilroy para criar várias cenas de apoio).


A questão que todos perguntam agora é se há problemas sérios por trás da produção e se este será o primeiro longa com potencial para dar errado em todos os aspectos.


Em primeiro lugar, vale lembrar que fãs de Star Wars tem opiniões fortes e muitos atacam vários dos filmes por não corresponderem as suas expectativas. Mas, em matéria de logística, posso dizer com absoluta certeza que até agora todos os filmes da saga foram produções de sucesso, com pouquíssimos contratempos por trás dos bastidores, todos guiados com competência tanto por Lucas quanto por Kennedy. E todos tiveram lucro. Mesmo os filmes mais odiados por muitos desses fãs como A Ameaça Fantasma tiveram produções bem sucedidas, onde todos os envolvidos sabiam o que estavam fazendo e dando o melhor de si para realizar a visão de Lucas.


Nesse caso agora, é a primeira vez que um diretor é demitido. Algo que nunca havia acontecido em Star Wars.


De certa forma, sempre questionei se vale realmente a pena ter um filme sobre Han Solo. A mitologia de Star Wars vai muito além do personagem, explorando as origens dos cavaleiros Jedi, da força, de inúmeras guerras e conflitos que assolaram a galáxia. E Han Solo já foi devidamente explorado em quatro filmes, graças a performance de Harrison Ford e seu carisma e capacidade de criar um personagem anti-herói num mundo de arquétipos. O motivo que existe esse filme atualmente é apenas para agradar um específico segmento do público composto de fãs exclusivos do personagem. Existe tanto potencial a ser explorado nesse universo que acho que fazer um filme sobre as origens do pirata chega a ser um desperdício de recursos. Se forem fazer filmes-solo, por que não fazer uma obra sobre o período de Obi-Wan Kenobi hermita no deserto (Ewan McGregor está quase na idade certa) ou explorar as aventuras de Boba Fett*.


*Essa idéia chegou a ser desenvolvida pelo cineasta Josh Trank, dentro do estúdio, mas acabou sendo descartada.


Vale lembrar que Star Wars sempre foi uma série de filmes comandada por produtores. A teoria de autor defendida por cineastas como Elia Kazan, na qual o diretor é a força suprema por trás de um filme, é bastante falha. É falha porque ignora a relevância do roteiro como força-motriz por trás de qualquer filme com o mínimo de estrutura narrativa (nem sempre diretores são roteiristas), e também porque ignora as demais pessoas que contribuem em suas áreas especializadas, como direção de arte, música, edição e assim por diante. Isso não quer dizer que o diretor não é relevante em determinar o rumo de um projeto. Com certeza é, mas também não é o único "pai" por trás desse empreendimento. Filmes são receitas compostas por vários ingredientes.


No caso de Star Wars, George Lucas foi a força principal durante décadas. Como ele era independente, ele tinha autonomia para fazer o que quisesse com sua criação. Mesmo no Império Contra-Ataca e no Retorno de Jedi, que foram dirigidos por outras pessoas, ele era a autoridade final. Filmes da Marvel operam da mesma forma, assim como a série James Bond. Produtores escolhem diretores, mas ainda supervisionam todo o processo e tem autoridade final, incluindo a de determinar a edição final do filme.


De qualquer forma, eles não vão abortar a produção agora ou adiá-la. Há muito dinheiro em jogo, e um universo cinematográfico cuja integridade tem de ser mantida. Se fosse na época em que a Lucasfilm ainda era independente, talvez tivesse mais motivo de preocupação, mas com a Disney por trás, eles tem a liberdade de injetar dinheiro em qualquer problema ou obstáculo.


Se isso realmente resolverá o problema já é outra questão. Mas não sabemos completamente o status atual do filme e só saberemos quando ele for lançado em maio do próximo ano. A data de lançamento permanece a mesma. Já se sabe que Ron Howard irá assumir a direção no lugar de Lord e Miller. É uma escolha interessante. Howard nunca foi dos mais autorais, e sempre teve uma boa relação com a Lucasfilm, lembrando que ele foi o diretor de Willow (1988), produzido por Lucas, e também atuou em American Graffiti.


Resta ver como ficará o filme. Ainda descobriremos se Alden Ehrenreich conseguirá encarnar o papel imortalizado por Ford, se Donald Glover fará o mesmo com o Lando Calrissian de Billy Dee Williams. Não sabemos nada a respeito da trama (imagino que Solo vencendo a Millennium Falcon de Lando no jogo de cartas faça parte da história). Tampouco sabemos quais são os personagens vividos por nomes de peso como Woody Harrelson e Emilia Clarke, ou como farão parte da trama de Han Solo. Resta ver por conta própria até para saber se há realmente uma história interessante e relevante a ser contada, assim como teve em Rogue One - que deu certo principalmente por depositar a trama em personagens completamente novos.


Temos quase um ano até descobrir como tudo será.



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Estreias da Semana - 22/06/2017

(22 de jun de 2017)




Confira em destaque as estreias desta quinta-feira a seguir:



O Círculo

Uma jovem consegue o emprego de seus sonhos em uma poderosa empresa de tecnologia chamada O Círculo, e acaba descobrindo uma ferramenta que afetará a vida de toda a humanidade.

Drama / Ficção Científica / Suspense - EUA / Emirados Árabes, 2017.

Direção: James Ponsoldt.
Roteiro: James Ponsoldt.
Elenco: Emma Watson, Ellar Coltrane, Tom Hanks, Glenne Headly, Bill Paxton, John Boyega, Karen Gillan, Beck, Nate Corddry, Mamoudou Athie, Eve Gordon, Patton Oswalt, Lauren Baldwin, Amir Talai, Hunter Burke, Elvy Yost, Ellen Wong, Poorna Jagannathan, Smith Cho, dentre outros.

Duração: 110 min.
Classificação: 12 anos.



Ao Cair da Noite

Presos em casa enquanto uma ameaça sobrenatural aterroriza o mundo, um homem e sua família tem sua rotina abalada quando jovens chegam pedindo refúgio.

Horror / Mistério - (It Comes at Night) EUA, 2017.

Direção: Trey Edward Shults.
Roteiro: Trey Edward Shults.
Elenco: Joel Edgerton, Christopher Abbott, Carmen Ejogo, Riley Keough, Kelvin Harrison Jr., Griffin Robert Faulkner, David Pendleton, dentre outros.

Duração: 91 min.
Classificação: 14 anos.



Meus 15 Anos

Bia é uma jovem de 14 anos que vive com seu pai, Edu, e tem um único amigo para apoiá-la, Bruno. Juntos, os amigos têm uma parceria que ultrapassa os muros da escola: a música. Sem outras amizades e se sentindo fora das panelinhas do colégio, Bia se vê desestabilizada quando descobre que ganhou uma festa de debutante e terá que convidar um significativo número de pessoas para o evento.

Comédia - Brasil, 2016.

Direção: Caroline Fioratti.
Roteiro: Luiza Trigo, Clara Deák, Marcelo Andrade, Mirna Nogueira e Caroline Fioratti.
Elenco: Larissa Manoela, Rafael Infante, Daniel Botelho, Bruno Peixoto, Polly Marinho, Lorena Queiroz, Anitta, Victor Meyniel, dentre outros.

Duração: 103 min.
Classificação: 10 anos.



Frantz

Anna todos os dias aparece para visitar e rezar sobre o túmulo de seu noivo Frantz, que morreu na França. Um dia, Adrien, um jovem francês e misterioso, também aparece por lá e sua presença irá provocar reações imprevisíveis.

Drama / Guerra - França / Alemanha, 2016.

Direção: François Ozon.
Roteiro: François Ozon e Philippe Piazzo.
Elenco: Pierre Niney, Paula Beer, Ernst Stötzner, Marie Gruber, Johann von Bülow, Anton von Lucke, Cyrielle Clair, Alice de Lencquesaing, Axel Wandtke, Rainer Egger, Rainer Silberschneider, Merlin Rose, Ralf Dittrich, Michael Witte, dentre outros.

Duração: 113 min.
Classificação: 12 anos.



Mulher do Pai

A adolescente Nalu precisa cuidar do pai cego, após a morte da avó que os criou como irmãos. Quando Ruben percebe o amadurecimento da filha, surge uma desconcertante intimidade entre eles. Mas, com a chegada de Rosário, o ciúme ganhará espaço na vida de ambos.

Drama - Brasil / Uruguai, 2015.

Direção: Cristiane Oliveira.
Roteiro: Cristiane Oliveira.
Elenco: Maria Galant, Marat Descartes, Veronica Perrotta, Amélia Bittencourt, Aurea Baptista e Jorge Esmoris.

Duração: 94 min.
Classificação: 14 anos.



Na Vertical

Léo vaga sem rumo pelo interior da França. Um dia, encontra a filha de um pastor de ovelhas, Marie, que deseja uma dia deixar a fazenda do pai. Não demora muito até eles se interessem sexualmente um pelo outro. Por mais que esteja sempre com ela, de tempos em tempos Léo realiza misteriosas viagens, dedicadas a escrever um roteiro e também a rondar um jovem que mora por perto.

Comédia / Drama - (Rester Vertical) França, 2016.

Direção: Alain Guiraudie.
Roteiro: Alain Guiraudie.
Elenco: Damien Bonnard, India Hair, Raphaël Thiéry, Christian Bouillette, Basile Meilleurat, Laure Calamy, Sébastien Novac, Baptiste Roques, Adrien Marsal, Tangi Belbeoc'h, dentre outros.

Duração: 98 min.
Classificação: 18 anos.



Bruxarias

Malva é uma menina de 10 anos, que leva uma vida tranquila com sua avó e seu bichinho de estimação Lalila, em uma caravana de vendas de produtos medicinais. As fórmulas destes produtos são um segredo ancestral guardado por sua família. O sucesso desperta o interesse de Rufa, o malvado dono de uma fábrica de cosméticos, que decide raptar a vovó da garota para descobrir os ingredientes secretos que ela utiliza em sua produção.

Animação (Brujerias) - Espanha, 2015.

Direção: Virginia Curiá.
Roteiro: Anxela Loureiro.

Duração: 80 min.
Classificação: Livre.



A Garota Ocidental - Entre o Coração e a Tradição

Zahira é uma jovem paquistanesa que vive na França. Acostumada ao estilo de vida ocidental, a garota entra em conflito com os costumes familiares, quando seus pais apresentam 3 desconhecidos e exigem que ela escolha um marido.

Drama - (Noces) França / Paquistão / Bélgica / Luxemburgo, 2016.

Direção: Stephan Streker.
Roteiro: Stephan Streker.
Elenco: Lina El Arabi, Sébastien Houbani, Babak Karimi, Nina Kulkarni, Olivier Gourmet, Alice de Lencquesaing, Zacharie Chasseriaud, Aurora Marion, Rania Mellouli, dentre outros.

Duração: 98 min.
Classificação: 14 anos.



Dangal

O ex-lutador indiano Mahavir Singh Phogat e suas duas filhas lutam para a glória nos Jogos da Commonwealth, enfrentando também a opressão social.

Ação / Drama / Biografia / Esporte - Índia, 2016.

Direção: Nitesh Tiwari.
Roteiro: Piyush Gupta, Shreyas Jain, Nikhil Mehrotra e Nitesh Tiwari.
Elenco: Aamir Khan, Sakshi Tanwar, Fatima Sana Shaikh, Sanya Malhotra, Aparshakti Khurana, Zaira Wasim, Suhani Bhatnagar, Ritwik Sahore, Girish Kulkarni, dentre outros.

Duração: 161 min.
Classificação: a definir.



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Recentemente, a Sony anunciou uma iniciativa de disponibilizar "filmes limpos" em várias plataformas de streaming. Isso daria ao estúdio o poder de editar filmes antigos de forma a relançá-los para um público mais amplo, omitindo cenas de conteúdo forte ou considerado inapropriado.


A lista inclui clássicos consagrados no cinema como todos os filmes dos Caça-Fantasmas, Moneyball, Capitão Phillips, todos os filmes do Homem-Aranha, Hancock, Inferno, filmes do Adam Sandler, comédias de Seth Rogen, e muitos outros. Todos eles desprovidos de cenas picantes, com violência reduzida, e ausentes de palavrões ou qualquer diálogo ofensivo.


E isso é uma péssima direção a ser tomada na indústria cinematográfica. E digo mais: isso se chama censura.


Há dois motivos que mostram como essa é uma decisão equivocada:


1. Diretores não são consultados a respeito de qualquer edição feita em seus filmes. Isso em si já representa violação de algumas regras trabalhistas, desrespeitando o trabalho do diretor.


2. Lançar uma versão limpa, com cenas, piadas e tramas omitidas quebraria completamente as intenções originais da obra como originalmente concebida.


Entendo que o estúdio esteja passando por um período financeiro bastante precário, e busca recuperar suas perdas. Isso é perfeitamente compreensível. A Sony deseja ampliar o público de seus filmes? Ótimo. Só que há um problema com essa mentalidade. Que público é esse que deseja uma versão limpa de um filme como Capitão Phillips, repleto de violência e terrorismo? Que público é esse que pretende ver uma comédia como Gente Grande ausente das piadas nojentas típicas dos filmes de Sandler? Não vejo crianças de 8 anos curtindo um filme de Sandler, e o público de 12 anos que curte continuará a entrar às escondidas nas sessões do filme cuja censura é maior.


Como seria uma versão asséptica de um filme de super-heróis afinal? Menos cenas de ação? O Homem-Aranha não pularia mais de prédio em prédio para não incentivar crianças a fazerem igual? Imagina o impacto de cortar fora uma sequência que custou milhões com todos seus efeitos especiais. Seria um menosprezo do trabalho duro de muitos artistas e técnicos.


Não estou entrando nos méritos artísticos dos filmes citados na lista acima, e também não acho que exista uma ditadura do politicamente correto, até porque os filmes teriam duas versões disponíveis via streaming, mas nesse caso nem era para essa opção existir. Para começar, criaria confusão para os espectadores menos assíduos que assistem via streaming, que poderiam acidentalmente escolher a versão inferior sem ao menos saber.


Se existe um público que se ofende com elementos desses filmes, não vai ser uma versão mutilada na edição que irá convencê-los a mudar de idéia. Há de se entender que existe um segmento do público norte-americano que possui mente fechada, cegos por dogmas religiosos ou até mesmo sua própria ignorância e incapacidade de aceitar um mundo diversificado com vários pontos de vista e idéia discutidas. Esse é o povo que elegeu Donald Trump.


Também é possível que isso faça parte de um movimento de entrada no já complicado mercado chinês. Só que não faz sentido nenhum adotar essa mesma estratégia no mercado norte-americano. Imagina se essa linha de pensamento contamina as demais distribuidoras internacionais, incluindo a brasileira? Isso criaria precedentes perigosos para qualquer filme que contrarie qualquer segmento minoritário de público.


É ingenuidade de qualquer estúdio querer adaptar um conteúdo desses já existente a esse público. Muitos profissionais por trás desses filmes vem expressando indignidade à Sony com toda a razão, dentre eles os comediantes Judd Apatow e Seth Rogen. É o trabalho deles que vem sendo alterado sem seu input. E eles tem todo o direito de proteger o trabalho deles. A edição de um filme é resultado direto de suas escolhas.


Mas sem querer condenar desmasiadamente o público pelas escolhas que faz, a simples verdade é que nem todos os filmes são feitos para todos os públicos. Uma pessoa religiosa provavelmente não irá assistir a um filme de terror, com conteúdo violento ou sexual. Uma pessoa que não acha graça em comédias-pastelão não irá mudar de idéia somente porque o filme terá uma segunda versão mais amena. O trailer original do filme já terá afugentado esse público. E ao tomar esse rumo, a Sony também arrisca alienar bons cineastas talentosos e perdê-los para outros estúdios competidores.


No fim das contas, os executivos que dominam a hollywood atual tem de aprender que cada filme tem seu público-alvo, e tentar puxar segmentos que não cultivam esse interesse é um disperdício de tempo e dinheiro, além de criar precedentes perigosos que ameaçariam os direitos autorais de quem executou tais filmes. Não é todo mundo que curte Star Wars, assim como não é todo mundo que atura Notting Hill.


Existe espaço para tudo nesse mundo, mas a integridade dos filmes pode e deve ser protegida a qualquer custo.



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Estreias da Semana - 08/06/2017

(8 de jun de 2017)




Confira em destaque as estreias desta quinta-feira a seguir:



A Múmia

Sepultada com segurança nas profundezas de um deserto implacável, uma antiga rainha, cujo destino foi injustamente tirado dela, acorda nos dias atuais, trazendo sua maldade alimentada durante milênios e terrores que desafiam a compreensão humana.

Ação / Aventura / Fantasia / Horror - (The Mummy) EUA, 2017.

Direção: Alex Kurtzman.
Roteiro: David Koepp, Christopher McQuarrie e Dylan Kussman.
Elenco: Tom Cruise, Russell Crowe, Annabelle Wallis, Sofia Boutella, Jake Johnson, Courtney B. Vance, Marwan Kenzari, Simon Atherton, Stephen Thompson, dentre outros.

Duração: 110 min.
Classificação: 12 anos.



Neve Negra

Nas frias colinas da Patagônia vive Salvador, um homem que decidiu ficar isolado do mundo após ser acusado de matar um dos irmãos. Há décadas sozinho, ele um dia recebe a inesperada visita de Marcos, seu outro irmão, e da cunhada Laura que esperam convencê-lo de vender as terras que receberam de herança.

Policial / Drama / Mistério / Suspense - (Nieve Negra) Argentina / Espanha, 2017.

Direção: Martin Hodara.
Roteiro: Leonel D'Agostino e Martin Hodara.
Elenco: Ricardo Darín, Leonardo Sbaraglia, Laia Costa, Dolores Fonzi, Andrés Herrera, Mikel Iglesias, Federico Luppi, Biel Montoro, Liah O'Prey, dentre outros.

Duração: 90 min.
Classificação: a definir.



Paris Pode Esperar

Diane Lane interpreta Anne, esposa de um famoso produtor de cinema solitária. Durante uma viagem na França, ela acaba em uma viagem de carro com um dos sócios de seu marido e tem a oportunidade de transformar toda a sua vida.

Drama / Romance / Comédia - (Paris Can Wait) EUA, 2016.

Direção: Eleanor Coppola.
Roteiro: Eleanor Coppola.
Elenco: Diane Lane, Alec Baldwin, Arnaud Viard, Linda Gegusch, Élodie Navarre, Elise Tielrooy e Cédric Monnet.

Duração: 92 min.
Classificação: 12 anos.



Filhos de Bach

Edgar Selge é Marten, um professor de música alemão que chega em Ouro Preto, no Brasil, a fim de resgatar uma partitura original composta por um dos filhos de Bach. Na cidade, o professor se envolve em algumas confusões e será ajudado pelo mineiro Candido. Com o tempo, o organizado Marten terá que se adaptar à rotina brasileira e Candido o incentivará a dar aula de música para crianças da cidade. Aos poucos, ele reaprende o prazer e alegria e ensinar às crianças que estavam até então desorientadas.

Drama / Comédia - (Bach in Brazil) Brasil / Alemanha, 2016.

Direção: Ansgar Ahlers.
Roteiro: Ansgar Ahlers e Soern Finn Menning.
Elenco: Edgar Selge, Pablo Vinicius, Aldri Anunciação, Franziska Walser, Dhonata Augusto, Marília Gabriela, Peter Lohmeyer, George Lenz, Helene Grass, dentre outros.

Duração: 90 min.
Classificação: Livre.



Animal Político

Sentindo um vazio existencial profundo, uma vaca resolve deixar o conforto da sua vida de classe média e vagar em busca de iluminação, em busca do seu verdadeiro eu.

Drama / Comédia - Brasil, 2015.

Direção: Tião.
Roteiro: Tião.
Elenco: Rodrigo Bolzan, Elisa Heidrich, Victor Laet e Isabel Novaes.

Duração: 76 min.
Classificação: 14 anos.



Café - Um Dedo de Prosa

Dois amigos fanáticos por café encontram-se em uma cafeteria e começam a conversar sobre uma das bebidas mais populares do país, apresentando diversos de fatos históricos.

Animação - Brasil, 2014.

Direção: Maurício Squarisi.
Roteiro: Maurício Squarisi.
Elenco: Vera Holtz e Wandi Doratiotto.

Duração: 72 min.
Classificação: 10 anos.



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Estreias da Semana - 01/06/2017

(1 de jun de 2017)




Confira em destaque as estreias desta quinta-feira a seguir:



Mulher-Maravilha

Princesa e Embaixadora das Amazonas da Ilha Paraíso, ela foi mandada ao “mundo dos homens” para propagar a paz, sendo a defensora da verdade e da vida na luta entre os homens e o firmamento, entre os mortais e os deuses.

Ação / Aventura / Fantasia / Ficção Científica - (Wonder Woman) EUA, 2017.

Direção: Patty Jenkins.
Roteiro: Allan Heinberg.
Elenco: Gal Gadot, Chris Pine, Connie Nielsen, Robin Wright, Danny Huston, David Thewlis, Saïd Taghmaoui, Ewen Bremner, Eugene Brave Rock, Lucy Davis, Elena Anaya, Lilly Aspell, Lisa Loven Kongsli, Ann Wolfe, Ann Ogbomo, Emily Carey, James Cosmo, Wolf Kahler, Martin Bishop, dentre outros.

Duração: 141 min.
Classificação: Livre.



Z - A Cidade Perdida

A história real acompanha o militar britânico e espião Percy Fawcett, que deixou a sociedade vitoriana no começo do século 20 para explorar a Amazônia e ficou obcecado com a idéia de que uma avançada civilização chamada Z existia nas profundezas da floresta.

Ação / Aventura / Drama - (The Lost City of Z) EUA, 2017.

Direção: James Gray.
Roteiro: James Gray.
Elenco: Charlie Hunnam, Robert Pattinson, Sienna Miller, Tom Holland, Edward Ashley, Angus Macfadyen, Ian McDiarmid, Clive Francis, Matthew Sunderland, Johann Myers, Aleksandar Jovanovic, Elena Solovey, Bobby Smalldridge, Tom Mulheron, Daniel Huttlestone, Nathaniel Bates Fisher, dentre outros.

Duração: 141 min.
Classificação: 14 anos.



Amor.com

Katrina é uma famosa blogueira de moda que dita tendências no mercado brasileiro através de seus populares vídeos na internet. Fernando, por sua vez, é um vlogueiro de um canal de videogames que ainda não é muito famoso, mas que já está fazendo certo sucesso. Quando os dois se conhecem, em uma situação complicada, acabam se apaixonando e o romance dos dois vira "febre" na internet, uma febre que eles vão precisar controlar, equilibrando o mundo real e o virtual.

Comédia / Romance - Brasil, 2017.

Direção: Anita Barbosa.
Roteiro: Anita Barbosa.
Elenco: Ísis Valverde, Gil Coelho, Alexandra Richter, Joaquim Lopes, Carol Portes, Marcos Mion, César Cardadeiro, João Côrtes, dentre outros.

Duração: 90 min.
Classificação: 12 anos.



As Aventuras de Ozzy

Ozzy é um pacífico e amigável cão da raça Beagle que mora com os Martins. Quando a família decide fazer uma longa viagem na qual cães não são permitidos, eles decidem deixar o amado Ozzy em um spa para cachorros. Acontece que esse lugar perfeito na verdade é um fachada construída por um vilão que deseja sequestrar cachorros. Preso, Ozzy precisa evitar o perigo e encontrar força nos seus novos amigos para conseguir voltar a salvo para casa.

Animação / Aventura / Comédia - (Ozzy) Espanha / Canadá, 2016.

Direção: Alberto Rodríguez e Nacho La Casa.
Roteiro: Juan Ramón Ruiz de Somavía
Elenco: Elsa Pataky, Pablo Espinosa, Guillermo Romero, Dani Rovira, José Mota, Michelle Jenner, Carlos Areces, Fernando Tejero, Luis Bajo, Héctor Cantolla, Juan Fernández, dentre outros.

Duração: 90 min.
Classificação: Livre.



Inseparáveis

Felipe é um milionário tetraplégico que busca um assistente terapêutico. Não gostando de nenhum entrevistado, decide contratar o jardineiro Tito, que não apresenta nenhuma qualificação para o cargo. Entre os dois nasce uma grande amizade. Refilmagem argentina do sucesso francês "Intocáveis" (2011).

Drama / Comédia -(Inseparables) Argentina,

Direção: Marcos Carnevale.
Roteiro: Marcos Carnevale.
Elenco: Oscar Martínez, Rodrigo De la Serna, Alejandra Flechner, Carla Peterson, Rita Pauls, Malena Sánchez, Monica Raiola, Joaquín Flammini, Flavia Palmiero, Franco Masini, dentre outros.

Duração: 108 min.
Classificação: 14 anos.



Ande Comigo

Em um centro de reabilitação onde Thomas está se recuperando após pisar em uma mina no campo de batalha, o jovem homem de vinte e cinco anos conhece Sofie, uma bailarina que auxilia na recuperação de pacientes do local. Percebendo a gravidade da situação de Thomas, Sofie propõe que eles executem um plano de recuperação arriscado. Ele aceita e logo um laço de afeto se forma entre os dois.

Drama / Romance / Guerra - (De standhaftige) Suiça / Dinamarca, 2016.

Direção: Lisa Ohlin.
Roteiro: Karina Dam.
Elenco: Mikkel Boe Følsgaard, Cecilie Lassen, Karen-Lise Mynster, Silja Eriksen Jensen, Morten Holst, Dar Salim, Petrine Agger, Morten Kirkskov, Vibeke Hastrup, dentre outros.

Duração: 105 min.
Classificação: 14 anos.



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Estreias da Semana - 25/05/2017

(25 de mai de 2017)




Confira, em destaque, as estreias desta quinta-feira a seguir:



Piratas do Caribe - A Vingança de Salazar

O capitão Salazar é a nova pedra no sapato do capitão Jack Sparrow. Ele lidera um exército de piratas fantasmas assassinos e está disposto a matar todos os piratas existentes na face da Terra. Para escapar, Sparrow precisa encontrar o Tridente de Poseidon, que dá ao seu dono o poder de controlar o mar.

Ação / Aventura / Fantasia - (Pirates of the Caribbean: Dead Men Tell No Tales) EUA, 2017.

Direção: Joachim Rønning e Espen Sandberg.
Roteiro: Jeff Nathanson
Elenco: Johnny Depp, Javier Bardem, Geoffrey Rush, Brendon Thwaites, Kaya Scodelario, Kevin McNally, Golshifteh Farahani, David Wenham, Stephen Graham, Orlando Bloom, Keira Knightley, Angus Barnett, Martin Klebba, Adam Brown, Giles New, dentre outros.

Duração: 129 min.
Classificação: 12 anos.



Real - O Plano por Trás da História

1993. Arrogante e inflexível, Gustavo Franco é um crítico feroz da política econômica adotada pelo governo brasileiro nos últimos anos, que resultou em um cenário de hiperinflação. Opositor de políticas de cunho social, ele é adepto de um choque fiscal de forma que seja criada uma moeda forte, que devolva a dignidade aos cidadãos....

Drama - Brasil, 2016.

Direção: Rodrigo Bittencourt.
Roteiro: Mikael de Albuquerque.
Elenco: Emílio Orciollo Neto, Bemvindo Siqueira, Norival Rizzo, Tato Gabus Mendes, Paolla Oliveira, Guilherme Weber, Cássia Kiss Magro, Mariana Lima, Giulio Lopes, dentre outros.

Duração: 95 min.
Classificação: a definir.



Punhos de Sangue

A história real de Chuck Wepner, vendedor de bebidas na cidade de Nova Jersey e boxeador peso-pesado que inspirou a saga "Rocky" ao ir até o 15º round lutando contra o então maior pugilista do mundo, Muhammad Ali.

Drama / Biografia / Esporte - (The Bleeder) EUA, 2016.

Direção: Philippe Falardeau.
Roteiro: Jeff Feuerzeig, Jerry Stahl, Michael Cristofer e Liev Schreiber.
Elenco: Liev Schreiber, Elisabeth Moss, Naomi Watts, Ron Perlman, Michael Rapaport, Jim Gaffigan, Pooch Hall, Jason Jones, Morgan Spector, Sadie Sink, Zina Wilde, Catherine Corcoran, Angela Marie Roy, Wass Stevens, dentre outros.

Duração: 98 min.
Classificação: 16 anos.



Faces de uma Mulher

Karine leva uma vida tranquila trabalhando como professora na escola primária, enquanto pensa em ter um filho com o namorado através de inseminação artificial. Um dia, no entanto, a polícia bate à sua porta para prendê-la. Voltando em sua história, compreendemos que esta mulher órfã já teve vidas muito diferentes, adotando outros nomes...

Drama - (Orpheline) França, 2016.

Direção: Arnaud des Pallières.
Roteiro: Arnaud des Pallières e Christelle Berthevas.
Elenco: Adèle Haenel, Adèle Exarchopoulos, Solène Rigot, Vega Cuzytek, Jalil Lespert, Gemma Arterton, Nicolas Duvauchelle, Sergi López, Karim Leklou, Robert Hunger-Bühler, dentre outros.

Duração: 111 min.
Classificação: a definir.



Comeback

Aposentado da antiga carreira de pistoleiro, Amador leva uma vida solitária que nada se compara com os dias de perigo e, principalmente, de temor por parte das pessoas. Um dia, é procurado pelo neto de um antigo amigo, que deseja trabalhar com ele devido à sua fama. Amador logo o coloca como ajudante de sua atual atividade, o transporte...

Drama / Faroeste - Brasil, 2016.

Direção: Erico Rassi.
Roteiro: Erico Rassi.
Elenco: Nelson Xavier, Marcos de Andrade, Gê Martu, Everaldo Pontes, Eucir de Souza, Sérgio Sartorio, dentre outros.

Duração: 89 min.
Classificação: 16 anos.



Dégradé

O salão de beleza de Christine está lotado com clientes do sexo feminino: uma divorciada amarga, uma mulher religiosa, uma lunática viciada em drogas de prescrição e uma jovem noiva, entre outras. Mas o seu dia de lazer é interrompido quando tiros surgem do outro lado da rua. A família do submundo do crime roubou o leão do zoológico de Gaza e um deles...

Comédia / Drama - Palestina / França / Catar, 2015.

Direção: Arab Nasser e Tarzan Nasser.
Roteiro: Arab Nasser e Tarzan Nasser.
Elenco: Hiam Abbass, Victoria Balitska, Manal Awad, Mirna Sakhla, Maisa Abd Elhadi, Nelly Abou Sharaf, Wedad Al Naser, Dina Shuhaiber, Reem Talhami, Huda Al Imam, dentre outros.

Duração: 85 min.
Classificação: 12 anos.



A Vida após a Vida

Num pequeno vilarejo às vésperas da desapropriação, Leilei tem o corpo invadido pelo espírito da mãe durante um passeio na floresta. Com saudades do marido, ela deixa temporariamente o mundo dos mortos para realocar a árvore que plantou em seu quintal, missão que se transforma numa jornada familiar cheia de momentos improváveis.

Drama - (Zhi fan ye mao) China, 2016.

Direção: Zhang Hanyi.
Roteiro: Zhang Hanyi.
Elenco: Zhang Li e Zhang Mingjun.

Duração: 80 min,
Classificação: 10 anos.



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Morre Roger Moore

(23 de mai de 2017)




Morreu aos 89 anos o ator britânico Roger Moore, após uma batalha contra câncer.


Este é um ícone do cinema que será lembrado por muito tempo. Ele acabou fazendo mais filmes de James Bond do que qualquer outro ator, totalizando sete aventuras. Muitos devem se lembrar de Moonraker (007 contra o Foguete da Morte) na qual o espião se pendura nos cabos do bondinho do Pão de Açúcar, no Rio de Janeiro. Na época, sua escolha para viver Bond foi inicialmente criticada por fãs pelo fato do ator ser mais velho que o próprio Sean Connery, que havia lhe antecedido no papel. O carisma de Moore acabou por desmontar qualquer dúvida.


Mas Moore não foi conhecido somente por ter vivido o famoso espião criado por Ian Fleming. Antes mesmo de encarnar Bond, ele passou várias temporadas na década de 1960 vivendo o protagonista Simon Templar da série cult O Santo, participou de Os Lobos do Mar com Gregory Peck, e também o inspetor Clouseau em A Maldição da Pantera Cor-de-Rosa. Como estrela, ele era capaz de carregar o peso do filme, mas ao mesmo tempo sabia trilhar a linha entre seriedade e comédia. Não é a toa que seus filmes de James Bond, principalmente O Espião que me Amava foram tão bem sucedidos.


Além disso, quando não estava filmando, era um filantropo dedicado a diversas causas.


Confira abaixo algumas cenas com Moore dessas últimas décadas.











Posted in 0 comentários Postado por Eduardo Jencarelli às 13:01