Estreias da Semana - 22/09/2016

(22 de set de 2016)




Confira em destaque as estreias desta quinta-feira, a seguir:



Cegonhas - A História que não te Contaram

Todo mundo já sabe de onde vem os bebês: eles são trazidos pelas cegonhas. Mas agora você vai conhecer a mega estrutura por trás desta fábrica de bebês: na verdade, as cegonhas controlam um grande empreendimento que enfrenta muitas dificuldades para coordenar todas as entregas nos horários e locais certos.

Animação / Aventura / Comédia - (Storks) EUA, 2016.

Direção: Nicholas Stoller e Doug Sweetland.
Roteiro: Nicholas Stoller.
Elenco: Andy Samberg, Katie Crown, Kelsey Grammer, Jennifer Aniston, Ty Burrell, Anton Starkman, Keegan-Michael Key, Jordan Peele, Danny Trejo, Stephen Kramer Glickman, Ike Barinholtz, dentre outros.

Duração: 89 min.
Classificação: Livre.



Tô Ryca

Selminha é uma frentista que tem a chance de deixar seus dias de pobreza para trás ao descobrir uma herança de família. Mas para conseguir colocar a mão nessa grana, ela terá que cumprir o desafio lançado por seu tio: Selminha precisa gastar 30 milhões de reais em 30 dias, sem acumular nada e não contar para ninguém. Mas, nessa louca maratona, ela vai acabar descobrindo que tem coisas que o dinheiro não compra.

Comédia - Brasil, 2015.

Direção: Pedro Antônio.
Roteiro: Fil Braz.
Elenco: Samantha Schmütz, Katiuscia Canoro, Marcelo Adnet, Marília Pêra, Anderson Di Rizzi, Fabiana Karla, Marcelo Melo Jr., Marcus Majella, dentre outros.

Duração:
Classificação: 12 anos.



Sete Homens e um Destino

Refilmagem do western de 1960, que também é refilmagem do clássico de Akira Kurosawa. Os habitantes de um pequeno vilarejo sofrem com os constantes ataques de um bando de pistoleiros. Revoltada com os saques, Emma Cullen deseja justiça e pede auxílio ao pistoleiro Sam Chisolm, que reúne um grupo de especialistas para contra-atacar os bandidos.

Western / Ação / Aventura - (The Magnificent Seven) EUA, 2016.

Direção: Antoine Fuqua.
Roteiro: Richard Wenk e Nic Pizzolatto, baseado no roteiro original de Akira Kurosawa, Shinobu Hashimoto e Hideo Oguni.
Elenco: Denzel Washington, Chris Pratt, Ethan Hawke, Vincent D'Onofrio, Byung-hun Lee, Manuel Garcia-Rulfo, Martin Sensmeier, Haley Bennett, Peter Sarsgaard, Luke Grimes, Matt Bomer, Jonathan Joss, Cam Gigandet, Emil Beheshti, Mark Ashworth, Billy Slaughter, dentre outros.

Duração: 132 min.
Classificação: 14 anos.



Lembranças de um Amor Eterno

A estudante universitária Amy leva uma vida de excessos. Trabalhando como dublê, ela faz acrobacias cheias de suspense e perigo, durante cenas de ação. A jovem passa seu tempo livre trocando mensagens com seu namorado, o professor de astrofísica Edward, pelo computador. Após ele negar se encontrar com Amy, ela irá descobrir um triste segredo de seu amado.

Drama / Romance - (La Corrispondenza) Itália, 2016.

Direção: Giuseppe Tornatore.
Roteiro: Giuseppe Tornatore.
Elenco: Jeremy Irons, Olga Kurylenko, Simon Johns, Jess Warren, Shauna MacDonald, Oscar Sanders, Paolo Calabresi, Anna Savva, Irina Kara, Sammy Moreno, Marc Forde, Michael Sarne, Ian Cairns, Paul Ridley, dentre outros.

Duração: 116 min.
Classificação: 12 anos.



O Silêncio do Céu

Diana carrega consigo um grande trauma: ela foi vítima de um estupro dentro de sua própria residência. Entretanto, ela prefere esconder o caso e não contar para ninguém. Mário, seu marido, também tem seus próprios segredos - mistérios que, ocultos, estão matando aos poucos a relação do casal.

Drama / Suspense - (Era el Cielo) Brasil / Chile, 2015.

Direção: Marco Dutra.
Roteiro: Lucia Puenzo, Sergio Bizzio e Caetano Gotardo.
Elenco: Leonardo Sbaraglia, Carolina Dieckmann, Chino Darín, Mirella Pascual, Álvaro Armand Ugón, Roberto Suárez, Paula Cohen, Gabriela Freire, dentre outros.

Duração: 102 min.
Classificação: 16 anos.



O Vale do Amor

Isabelle e Gérard perderam o filho há seis meses, por suicídio. Ainda em fase de luto, eles recebem uma curiosa carta do falecido pedindo para encontrá-los no Vale da Morte, nos EUA. Intrigados, eles aceitam deixar as diferenças de lado e fazer a viagem.

Drama - (Valley of Love) França / Bélgica, 2015.

Direção: Guillaume Nicloux.
Roteiro: Guillaume Nicloux.
Elenco: Isabelle Huppert, Gérard Depardieu, Dan Warner, Aurélia Thiérrée e Dionne Houle.

Duração: 91 min.
Classificação: a definir.



O Homem que viu o Infinito

Uma verdadeira história de amizade que mudou a matemática para sempre. Em 1913, Ramanujan, um gênio da matemática autodidata da Índia viaja para o Colégio Trinity, na Universidade de Cambridge, onde ele se aproxima do seu mentor, o excêntrico professor GH Hardy, e luta para mostrar ao mundo o potencial de sua mente.

Drama / Biografia - (The Man who knew Infinity) Inglaterra, 2015.

Direção: Matt Brown.
Roteiro: Matt Brown.
Elenco: Jeremy Irons, Dev Patel, Malcolm Sinclair, Raghuvir Joshi, Dhritiman Chatterjee, Stephen Fry, Toby Jones, Devika Bhise, Jeremy Northam, Richard Cunningham, Anthony Calf, Kevin McNally, Shazad Latif, San Shella, Padraic Delaney, dentre outros.

Duração: 108 min.
Classificação: 12 anos.



Belas Famílias

Há mais de dez anos, Jérôme Varenne deixou a França para viver na China. Quando uma viagem de negócios ao lado de sua noiva impôe uma passagem pela Europa, ele aproveita para visitar a mãe e o irmão em Paris. Logo descobre que a casa de sua infância é objeto de uma grande disputa, já que a segunda esposa de seu pai alega que ele teria deixado o local para ela. Jérôme volta à cidadezinha na esperança de resolver o caso, mas ao chegar conhece Louise, a filha de sua "rival", e por ela se apaixona.

Comédia / Drama / Romance - (Belles Familles) França, 2015.

Direção: Jean-Paul Rappeneau.
Roteiro: Jean-Paul Rappeneau, Philippe Le Guay e Julien Rappeneau.
Elenco: Mathieu Amalric, Marine Vacth, Gilles Lellouche, Nicole Garcia, Karin Viard, Guillaume de Tonquedec, André Dussolier, Gemma Chan, Claude Perron, Jean-Marie Winling, Yves Jacques, dentre outros.

Duração: 113 min.
Classificação: 12 anos.



Nervos de Aço

Joel é o diretor encarregado da condução de uma peça teatral musical envolvendo as canções de Lupicínio Rodrigues, que ainda está em ensaios. Ele também atua na peça, assim como sua atual namorada, Maria Rosa. Entretanto, o mau humor e as grosserias de Joel fazem com que Rosa se afaste cada vez mais dele e se aproxime de outro ator/músico do elenco, Carioca.

Drama / Musical - Brasil, 2011.

Direção: Maurice Capovilla.
Roteiro: Maurice Capovilla.
Elenco: Arrigo Barnabé, Ana Lonardi, Pedro Sol, Juliana Thomaz, Antonio Luiz Barker, Sergio David, dentre outros.

Duração: 90 min.
Classificação: a definir.



Pequeno Segredo

Três histórias conectadas por um único segredo, abrangendo a primeira família brasileira a dar a volta ao mundo a bordo de um veleiro. Conhecidos por seus cruzamentos marítimos, os Schürmann guardaram por um longo tempo a comovente história da adoção de Kat, falecida em 2006.

Drama / Biografia - Brasil / Nova Zelândia, 2016.

Direção: David Schürmann.
Roteiro: Marcos Bernstein.
Elenco: Júlia Lemmertz, Marcello Antony, Maria Flor, Erroll Shand, Fionnula Flanagan, dentre outros.

Duração: indisponível.
Classificação: a definir.



Charlote SP

Charlote é uma modelo internacional que luta por identidade e para fincar suas raízes em algum lugar. Após muitos anos vivendo em Londres, ela decide voltar a São Paulo em busca de um reencontro com suas memórias. Na capital paulista ela se aproxima de Marcelo Scorcesar, cineasta que a ajuda a redescobrir a cidade.

Drama - Brasil, 2016.

Direção: Frank Mora.
Roteiro: Alexei Jose e Frank Mora.
Elenco: Fernanda Coutinho, Guilherme Leal, Fernão Lacerda e Thais Piza.

Duração: 118 min.
Classificação: 14 anos.



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Relembrando Curtis Hanson

(21 de set de 2016)




Curtis Hanson morreu nesta terça-feira. O diretor tinha 71 anos de idade, e iniciou sua carreira na década de 1970. Hoje iremos lembrar alguns de seus mais famosos trabalhos como cineasta, cuja carreira oscilou dentre os mais diferentes gêneros.


Los Angeles: Cidade Proibida, de 1997, é considerada sua obra-prima. Baseado no livro de James Ellroy, Hanson e o roteirista Brian Helgeland mergulharam profundamente no mundo da corrupção policial. Contrariando a fórmula narrativa usada em filmes hollywoodianos, eles resolveram dividir o foco em diversos personagens, todos com diferentes níveis de complexidade. Era uma volta deliberada ao estilo film-noir. Outro aspecto marcante do longa foi a forma como este esquema de corrupção se misturou ao mundo de hollywood. Quem não lembra de personagens como o policial Jack Vincennes, vivido com maestria por Kevin Spacey, devorando cena após cena?


Foi um filme ambicioso, e foi recompensado por isso com dois Oscars, melhor roteiro e melhor atriz para Kim Basinger. Só não levou mais estatuetas porque teve o azar de competir com Titanic naquele ano. Além disso, Hanson teve liberdade para escalar atores que até então eram pouco conhecidos pelo público como Guy Pearce e Russell Crowe. Ele não queria depender de rostos conhecidos para vender o filme, e desejava explorar talentos inusitados. Foi graças a essa iniciativa de Hanson, que o filme ajudou a impulsionar as carreiras deles.


A Mão que Balança o Berço foi um dos suspenses mais assustadores e perturbadores. Lançado em 1992, o filme colocava uma babá (vivida por Rebecca De Mornay) que buscava vingança pela morte do marido, evento que lhe causara um aborto espontâneo. Para tanto, ela se aproveitava da fragilidade física e psicológica da mãe, e cometia atos impensáveis como dar de mamar para seu filho, usando seu próprio leite materno, ou afastar a filha mais velha do convívio com a mãe. Era uma mulher forte, mas ao mesmo tempo uma amostra do potencial para a loucura. Um retrato do cotidiano familiar e como uma única pessoa pode ser capaz de transformar vidas pacatas em verdadeiros infernos.


Uma pena que o filme recorre a certos clichés típicos em filmes de suspense e terror. Um dos piores é o próprio personagem do marido, que é incapaz de perceber que há algo errado naquela situação, questiona a esposa por isso, e acaba virando uma das vítimas por pura inação. A Órfã repetiu esse mesmo elemento em seu roteiro. E sendo um melodrama, o filme abusa de elementos corporais como as crises de asma sofridas pela mãe. Faz parte do suspense.


Dois anos depois, Hanson dirigiu e lançou Rio Selvagem, um suspense com Meryl Streep no qual ela navega com sua família por um rio perigoso, e acabam sendo sequestrados por um par de criminosos (um deles vivido por Kevin Bacon). Como era de se esperar, é uma família fragmentada, com pai sempre ausente, filho rebelde, e uma mãe tentando juntar todos na iniciativa. Já se viu essa história antes.


Um filme bastante previsível, mesmo com os personagens envolvidos em correntezas perigosas sob a ponta de uma arma. De qualquer forma, a performance de Streep como a mãe que tenta manter a família unida é um dos pontos fortes que sustenta o filme.


Hanson sempre foi competente como diretor. Às vezes, não era tão evidente até por roteiros nem sempre bem amarrados. Quando ele se envolvia diretamente no roteiro, como no caso de Los Angeles, os resultados eram bem mais promissores.


8 Mile - Rua das Ilusões, lançado em 2002, foi uma parceria do diretor com o rapper Eminem. O filme detalha a vida de um rapper pobre e sua família, que enfrentam as dificuldades do dia-a-dia. O longa rendeu um Oscar de Melhor Canção Original. Além disso, ele mostrou que Eminem tinha talento além da música. Isso também se deve a direção de Hanson, que procura sempre extrair o melhor de seus atores.


Um dos últimos trabalhos de Hanson foi o telefilme Too Big to Fail, de 2011. Lançado no canal HBO, o longa detalhou os acontecimentos da crise de Wall Street em 2008, e como os banqueiros foram capazes de convencer o governo a salvá-los financeiramente utilizando o argumento de que não poderiam afundar, senão levariam o país junto. Ao contrário de filmes como A Grande Aposta, que tomou uma postura mais crítica quanto a atitude dos banqueiros, o filme de Hanson toma o ponto de vista deles e os retrata de forma tão convincente que você acredita que os bancos merecem ser salvos.


O fato de Hanson ter dirigido este filme para a HBO já mostrava uma tendência dentre diretores de cinema a migrarem para a TV, percebendo que teriam mais liberdade criativa e ofertas fora do sistema blockbuster que já vinha tomando conta do cinema.


Hanson é um dos cineastas que fará falta. Sabia conciliar comercial com autoral e tinha talento de sobra, além de trabalhar bem com todo mundo. Nada mais justo do que celebrar sua vida, revendo suas obras. Fique com duas cenas de seus filmes logo abaixo.





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Estreias da Semana - 15/09/2016

(15 de set de 2016)



Confira em destaque as estreias desta quinta-feira a seguir:



Bruxa de Blair

Um grupo de estudantes de Milwaukee, durante uma viagem para acampar em uma das florestas da região, decide penetrar ainda mais no coração das árvores do que o previsto e acaba descobrindo que a floresta esconde seres perigosos.

Horror - (Blair Witch) EUA, 2016.

Direção: Adam Wingard.
Roteiro: Simon Barrett.
Elenco: James Allen McCune, Callie Hernandez, Corbin Reid, Brandon Scott, Wes Robinson e Valorie Curry.

Duração: 89 min.
Classificação: 12 anos.



Conexão Escobar

Flórida, 1985. Robert Mazur é um oficial da alfândega que recebe a missão de trabalhar infiltrado, com o objetivo de eliminar um cartel de drogas cuja origem está em Pablo Escobar, chefe do tráfico em Medellín. Para tanto ele recebe a ajuda de Emir Abreu, seu colega de trabalho, e se apresenta como alguém capaz de lavar o dinheiro gerado pelas drogas nos EUA. Usando o pseudônimo Robert Musella, ele aos poucos ascende na hierarquia do tráfico, contando ainda com a ajuda da agente Kathy Ertz, que se faz passar por sua noiva.

Drama / Policial / Biografia / Suspense - (The Infiltrator) Inglaterra, 2016.

Direção: Brad Furman.
Roteiro: Ellen Sue Brown.
Elenco: Bryan Cranston, John Leguizamo, Diane Kruger, Jason Isaacs, Daniel Mays, Mark Holden, Saïd Taghmaoui, Art Malik, Benjamin Bratt, Christian Contreras, Amy Ryan, Niall Hayes, Lara Decaro, Juliet Aubrey, Yul Vazquez, Ashley Bannerman, Michael Paré, dentre outros.

Duração: 127 min.
Classificação: 14 anos.



Lua em Sagitário

Ana é uma jovem de 17 anos que vive em uma cidade fronteiriça entre o Brasil e a Argentina. Lá, ela não tem opções de lazer e nem acesso à internet. Seu único refúgio é visitar um sebo/lanhouse conhecido como "A Caverna". É lá que, certo dia, ele acaba conhecendo Murilo, rapaz por quem vai se apaixonar perdidamente.

Drama / Romance - Brasil / Argentina, 2015.

Direção: Marcia Paraiso.
Roteiro: Marcia Paraiso e Will Martins.
Elenco: Manuela Campagna, Fagundes Emanuel, Jean Pierre Noher, Andrea Buzato, Elke Maravilha, Chico Caprario, Ana Cecília Costa, Mitzy Evelyn, dentre outros.

Duração: 105 min.
Classificação: 14 anos.



Mate-me por favor

Na região da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, a rotina de Bia, uma jovem de 15 anos, e de João, seu irmão de 25 anos, é alterada por uma série de assassinatos sombrios. Este caso acaba ilustrando alguns dos principais problemas enfrentados pela juventude atual.

Suspense - Brasil, 2014.

Direção: Anita Rocha da Silveira.
Roteiro: Anita Rocha da Silveira.
Elenco: Valentina Herszage, Dora Freind, Julia Roliz, Mariana Oliveira, Bernardo Marinho, dentre outros.

Duração: 101 min.
Classificação: 14 anos.



Um Dia Difícil

Voltando do enterro de sua mãe, Gun-su, detetive da polícia criminal, mata um homem em um acidente de carro. Para encobrir o caso, ele decide esconder o corpo do homem no caixão de sua mãe. Quando o caso ganha importância na polícia, seu parceiro de trabalho é nomeado para fazer a investigação. Gun-su acompanha o desenvolvimento do caso, conforme os detalhes do acidente vão sendo revelados. As coisas ficam ainda pior quando uma testemunha do acidente ameaça Gun-su.

Comédia / Policial / Suspense - (Kkeutkkaji Ganda) Coréia do Sul, 2014.

Direção: Seong-Hoon Kim.
Roteiro: Seong-Hoon Kim e Hae-jun Lee.
Elenco: Sun-kyn Lee, Jin-woong Jo,

Duração: 111 min.
Classificação: 14 anos.



Mortadelo e Salaminho 3D - Missão Inacreditável

O debochado vilão Jimmy Odoidão roubou um documento ultrassecreto da agência de inteligência T.I.A. (Técnicos de Investigações Avançadas), o que fez com que ela fosse ridicularizada mundo afora. O único jeiro de resgatá-lo é convocando os atrapalhados agentes Mortadelo e Salaminho, mas antes eles precisam passar pelo novo invento do Professor Bactério: a reversitiva, um composto que transforma as pessoas exatamente no oposto do que são. Desta forma, ambos ficam corajosos e inteligentes e podem realizar a perigosa missão.

Animação / Comédia - (Mortadelo y Filemón contra Jimmy el Cachondo) Espanha, 2014.

Direção: Javier Fesser.
Roteiro: Javier Fesser, Claro García e Cristóbal Ruiz.
Elenco: Karra Elejalde, Janfri Topera, Gabriel Chame, Ramón Langa, Victor Monigote, José Alias, Mariano Venancio, Enrique Villén, Emilio Gavira, Berta Ojea, dentre outros.

Duração: 91 min.
Classificação: 10 anos.



Desculpe o Transtorno

Um homem tem dupla personalidade e incorpora as diferenças entre Rio de Janeiro e São Paulo: Uma hora ele é o certinho e tímido paulistano Eduardo; em outra, se transforma em Duca, um carioca fanfarrão e folgado. Ele se envolve em uma grande confusão amorosa quando, apesar de estar em um relacionamento estável com a noiva, seu alter-ego acaba se apaixonando por outra mulher, que ele acaba de conhecer.

Comédia / Romance - Brasil, 2015.

Direção: Tomás Portella.
Roteiro: Adriana Falcão.
Elenco: Gregório Duvivier, Clarice Falcão, Dani Calabresa, Marcos Caruso, Rafael Infante, Zezé Polessa, dentre outros.

Duração: 94 min.
Classificação: 12 anos.



Turbulência

Beto e Ágatha se conhecem numa viagem de avião e a química é instantânea. As personalidades opostas, no entanto, colidem e eles passam inúmeras idas e vindas, encontros e desencontros testemunhados sempre por Cláudio, primo hiperativo de Beto, e Paula, melhor amiga de Ágatha. No fundo os quatro querem a mesma coisa: amar.

Comédia / Romance - Brasil, 2015.

Direção: Tiago Venâncio.
Roteiro: Arthur Vinciprova.
Elenco: Monique Alfradique, Arthur Vinciprova, Bruno Gissoni, Lua Blanco, Luís Salém, Letícia Isnard, Eduardo Galvão, Juliana Alves, dentre outros.

Duração: 96 min.
Classificação: 14 anos.



Os Senhores da Guerra

Julio e Carlos são irmãos. Amigos, cultos, ricos, são separados pela Revolução de 1923, que divide o Rio Grande do Sul entre chimangos e maragatos. Julio é prefeito, está com os primeiros, enquanto Carlos é revolucionário, maragato. As idéias são opostas, mas o sangue é o mesmo e a prova se dá em uma grande batalha.

Drama / Guerra - Brasil, 2014.

Direção: Tabajara Ruas.
Roteiro: Tabajara Ruas.
Elenco: André Arteche, Rafael Cardoso, Leonardo Machado, Marcos Breda, Elisa Brites, Sirmar Antunes, Andrea Buzato, Felipe Kannenberg, Hique Gomez, dentre outros.

Duração: 124 min.
Classificação: 14 anos.



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Ontem, 8 de setembro, Jornada nas Estrelas completou 50 anos de existência.


Tudo começou com o seriado original em 1966. Ninguém imaginava que 50 anos depois olharíamos para trás e veríamos o imenso alcance que isso teve. Os fãs tiveram acesso a nada menos que 726 episódios de seis seriados, 13 filmes lançados nos cinemas, com mais um seriado e outro filme já planejados para o futuro próximo.


Em primeiro lugar, vamos discutir o recém-estreado Star Trek - Sem Fronteiras. Não preciso dizer que essa discussão será recheada de SPOILERS. O aviso está dado.






O filme, produzido por J.J. Abrams, Roberto Orci e Bryan Burk, e dirigido por Justin Lin, é uma bem-vinda mudança de tom comparado aos dois longas anteriores. Star Trek (2009) e Além da Escuridão tiveram que lidar com tramas excessivamente complexas e tomadas por altas dosses de angústia e paranóia por parte dos personagens. O drama foi elevado a um nível que acabou minando um dos aspectos principais da série original: seu compromisso com aventura e diversão.


É claro que Jornada sempre foi marcada por um compromisso com discursos morais. Alguns dos melhores episódios seguiram essa linha. Mas no primeiro filme, lidamos com a destruição de Vulcano, uma situação drástica e digna do universo distópico visto em Battlestar Galactica, e também tivemos um Kirk inseguro marcado pela morte do pai tentando mostrar do que era capaz. Já o segundo filme foi hackeado pela tentativa de fazer um comentário ao extremismo e a militarização da humanidade, mas teve uma trama tão complexa e falha que acabou por menosprezar a evolução dos personagens.


Sem Fronteiras* corrige isso de forma brilhante. O roteiro de Simon Pegg e Doug Jung consegue enxugar todo o excesso dos roteiros anteriores. Os únicos personagens a ter algum conflito interno são Kirk e Spock. Kirk passa por uma crise identidade, lidando com o fato de estar a tanto tempo viajando pelo espaço que se sente perdido, pronto para dar um fim a responsabilidade de capitão. Já Spock, atordoado com a morte do seu alter-ego do futuro (vivido pelo recém-falecido Leonard Nimoy), se vê na responsabilidade de continuar seu trabalho restaurando a quase extinta cultura vulcana.


*O poster do filme é claramente uma alusão ao poster do filme original de 1979, tendo Kirk, Spock e Jaylah. O mesmo posicionamento usado no trailer que incluia a personagem Ilia.


É interessante mencionar que quando o primeiro trailer foi lançado, minhas expectativas foram bem baixas. Ele passava a impressão completamente errada do filme. Parecia que Star Trek havia sido literalmente transformado em Velozes e Furiosos. Foi um raro caso do filme superar seu marketing em todos os aspectos.


O filme em si lida com uma trama bastante simples, e digna da série original. Só que com o orçamento e escala de uma superprodução blockbuster atual. A estação Yorktown* tem uma grandeza e escala que mostram como o uso de tecnologia de efeitos visuais evoluiu nesses 50 anos. Nunca que algo assim seria possível na produção de Deep Space Nine, 20 anos antes. É praticamente uma cidade espacial, quase na escala de algo como Coruscant, dos filmes de Star Wars. Essa estação nos permite ver a tripulação num raro momento de descontração e a oportunidade de rever entes queridos**.


*Yorktown foi o nome original que Gene Roddenberry batizou a USS Enterprise durante a pré-produção da série original.


**O Tenente Sulu (John Cho) revê seu parceiro e filha, revelando a homossexualidade do personagem. Um excelente detalhe, e um rumo devidamente progressista.


Quando o filme entrou em produção em 2014, a idéia original era que ele fosse dirigido por Roberto Orci. Ele tinha o apoio de Abrams, só que seu roteiro era complexo demais e desagradou a cúpula da Paramount. Por isso, preferiram ir com os argumentos de Pegg, e a direção de Justin Lin, conhecido pela franquia Velozes e Furiosos, também sendo um fã da série original. Orci permaneceu como produtor, ao lado de Abrams e Burk.


Enquanto Kirk cogita tornar-se almirante e Spock termina seu relacionamento com Uhura, a estação recebe a visita de uma refugiada chamada Kalara. Ela diz que sua tripulação foi aprisionada num planeta próximo. A Enterprise parte para resgatá-los. Contudo, no caminho são interceptados por um enxame de pequenas naves lideradas por um vilão chamado Krall. As naves cortam a Enterprise ao meio, fazendo com que a tripulação evacue a nave. Kirk consegue aterrisar o que sobrou do disco no planeta.


Essa sequência de destruição deixa a desejar. Os efeitos visuais fazem seu trabalho. O problema é a montagem e a direção de Lin. Sou um dos maiores defensores da ação picotada e subjetiva dos filmes do Bourne. Só que essa evacuação é tão picotada e mal editada que qualquer espectador se perde por completo. Não há tempo de assimilar os eventos. Tanto que eu nem sabia que Spock e McCoy haviam roubado uma das mini-naves de Krall. Só fui descobrir o fato quando já haviam aterrisado forçadamente no planeta. Não segui de perto os Velozes e Furiosos dirigidos por Lin, mas imaginava que ele tivesse ao menos o bom senso de criar ritmo sem jamais desorientar o público.


Além do que, é uma pena a sequência não ter um pingo de emoção. O roteiro jamais mostra qualquer afeição pela nave. Quando Kirk sacrificou a Enterprise no terceiro filme, vimos de perto a angústia dos personagens ao fazê-lo. Quando a Enterprise-D caiu no planeta Veridian em Generations, vimos o desespero e tentativa dos personagens em sobreviver àquela situação. Mesmo a destruição da Defiant em DS9 teve uma certa resonância. Isso ficou faltando neste filme. E é também uma situação redundante se levarmos em conta todos os danos que a nave já havia sofrido nos dois longas anteriores.


Krall está a procura de um artefato com poder destrutivo que está nas mãos de Kirk e sua tripulação. Como os protagonistas aterrisam em pontos diferentes do planeta, a narrativa assume vários pontos de vista. Kirk e Chekov lidam com a traição de Kalara e tentam fazer contato com o restante da tripulação. Spock está mortalmente ferido, mas é tratado por McCoy. Scotty faz contato com uma alienígena chamada Jaylah, que também é refugiada, mas se escondeu das tropas de Krall graças a um esconderijo. Sulu e Uhura são colocados em cativeiro com o resto da tripulação sobrevivente.


E assim se monta uma aventura, com direito a algumas ótimas sequências tais como Kirk dirigindo uma moto, sendo multiplicado por hologramas de forma a confundir os vilões. Provávelmente uma das idéias de Lin. De qualquer forma, acho que o diretor se manteve bastante fiel ao padrão estético estabelecido por Abrams nos dois filmes anteriores. Fato que tendo a presença de Abrams na produção faria com que a série mantivesse essa consistência visual.


Uma pena que Chekov não tenha mais destaque. A inesperada morte de Anton Yelchin fez com que esta fosse sua última aparição.


Já Scotty ganha bastante presença na trama. Levando em conta que Pegg é o autor do roteiro, faz sentido. De qualquer forma, todos os personagens tem algum momento relevante no filme. Um dos grandes acertos é finalmente juntar essas jovens versões de Spock e McCoy. Tanto Zachary Quinto quanto Karl Urban fazem um estupendo trabalho recriando a dinâmica que Nimoy e DeForest Kelley tinham na série original. O fato de Spock estar em condições precárias fazem com que os dois acabem por baixar suas guardas e se exponham mais. O riso de Spock é um dos momentos mais humanos e espontâneos vistos em Jornada.


Quando Kirk e Chekov reencontram Scotty, temos a confirmação da identidade do esconderijo de Jaylah. Ele é na verdade uma nave estelar, que ela camuflou usando painéis refletores. Especificamente, essa é a USS Franklin, uma nave da Frota Estelar que desapareceu 100 anos antes. Esse foi um dos melhores detalhes do filme. Pegg mostra o devido respeito a continuidade e mitologia ao introduzir uma nave da época do seriado Enterprise, cujo modelo e uniformes seguem de perto o padrão estabelecido.


Por fim, Uhura (Zoe Saldana) descobre que Krall era originalmente humano ao analisar uma gravação do capitão da Franklin. Krall era o Capitão Balthazar Edison, comandante da nave, um ex-fuzileiro espacial que havia lutado nas guerras contra a ameaça Xindi (na terceira temporada de Enterprise) e os Romulanos. Por fim, a Federação foi fundada por figuras como Jonathan Archer, e a Frota Estelar, mudando o foco de guerra e defesa para exploração e conhecimento. Edison foi oferecido a nave como recompensa por seus esforços.


O interessante disso é que cria uma analogia direta com soldados sem propósito que não conseguem se adaptar a um mundo de paz. Já vimos isso antes, em Jornada VI. Edison vê o novo rumo da humanidade como um sinal de fraqueza, e o tempo que passa viajando pelo espaço em sua nova missão acaba fazendo com que se perca mentalmente (criando um paralelo direto com as preocupações atuais de Kirk).


Tendo conseguido o artefato destrutivo, Edison usa sua frota para atacar a Estação Yorktown. Cabe a Kirk, Jaylah e a tripulação consertar a Franklin o mais rápido possível para impedí-lo. Este é um terceiro ato que funciona bem melhor que a sequência de destruição da Enterprise. O uso de música "Sabotage", dos Beastie Boys, dá o tom heróico a ação. O fato das ondas de rádio desorientarem as naves de Krall é uma forma do roteiro justificar o tom de videoclipe.


Com Krall morto, e suas forças destruídas, a tripulação é parabenizada pela Frota Estelar, e uma nova Enterprise é rapidamente construída. Kirk resolve manter seu compromisso como capitão. Já Spock decide renovar seu compromisso com Uhura, principalmente após receber os pertences do velho Spock, incluindo uma foto do elenco original. Um dos momentos mais emocionantes e satisfatórios do filme.


Ainda questiono se todo filme precisa de um vilão como antagonista. É perfeitamente possível realizar uma aventura sem esse elemento. O primeiro filme de 1979 é prova viva disso. A jornada em si pode perfeitamente funcionar como uma série de obstáculos a serem superados.


De qualquer forma, acho o filme excelente. Não sei se tem o impacto visceral que o longa de 2009 teve, mas no fator diversão, é talvez o filme mais divertido desde Jornada IV. Sem dúvida, o mais divertido desde Primeiro Contato. As piadas funcionam. As cenas de ação flertam com o mirabolante. Qualquer um sabe que boa parte das manobras exibidas seriam impossíveis de serem feitas na vida real. Os atores estão bem mais confortáveis em seus personagens, principalmente Chris Pine.


Krall é subaproveitado como vilão. Tendo um ator do calibre de Idris Elba, esperava mais. Mas a revelação de que ele era humano veio tão tardia no filme que não deu tempo para explorar ele mais a fundo. A história de Jaylah também poderia ter sido mais desenvolvida. Mesmo assim, em matéria de entretenimento, o filme é um sucesso. Sem se preocupar com questões temporais ou tramas conspiratórias, Sem Fronteiras coloca a Enterprise numa aventura de exploração, com ação, descobertas, reviravoltas e soluções dignas da série original.



Isso nos leva ao futuro da franquia. A Paramount já autorizou a produção do próximo filme com este elenco, com Abrams mais uma vez produzindo. Saiu um boato de que o estúdio estaria buscando a volta de Chris Hemsworth no papel de George Kirk. Espero que isso nada mais seja do que isso. Um boato. Uma tentativa de capitalizar no nome do agora astro iria completamente contra os princípios de Jornada. Por mais que a Paramount tente transformar a obra de Roddenberry numa série de blockbusters, os autores não deixam de respeitar a mitologia e a história da franquia.


Uma alteração que deverá ser feita é no elenco. Com a morte de Yelchin, há espaço para criar um novo personagem. Uma possibilidade também pode ser utilizar Jaylah. No final do filme, Kirk e Scotty a dão uma comissão para estudar na academia, com a promessa de um dia tornar-se oficial da Frota e juntar-se a seus companheiros na Enterprise. Sofia Boutella fez um trabalho tão competente com a personagem que valeria a pena tê-la de volta*.



*Ao contrário de Carol Marcus (Alice Eve), que tornou-se oficial íntegral da nave no final do filme anterior, e nem deu as caras desta vez.




Enquanto isso, Alex Kurtzman e Bryan Fuller focam na produção de Star Trek: Discovery, nova série televisiva que deverá estrear em 2017 no serviço online CBS All Access nos EUA, e diretamente no Netflix por aqui. Será a primeira série a ser lançada exclusivamente no formato streaming antes de qualquer exibição em canais convencionais.


Como muitos sabem, Kurtzman foi roteirista dos dois primeiros filmes dirigidos por Abrams, enquanto que Fuller passou anos na equipe de Voyager, além de escrever duas histórias para DS9. A equipe de roteiristas é composta por Aron Eli Coleite (que trabalhou com Fuller em Heroes), Heather Kadin (que escreveu vários livros de Jornada), Joe Menosky (veterano da Nova Geração, DS9 e Voyager), Jesse Alexander (Alias) e Nicholas Meyer (diretor de dois filmes da franquia, além de roteirizar o quarto longa). Quem também está envolvido na produção é Rod Roddenberry, filho mais novo de Gene Roddenberry com Majel Barrett. É uma equipe interessante, com presença de novatos e veteranos experientes. Cientes do que funciona e do que não funciona, acredito que serão capazes de criar algo novo e cativante.


Fuller já confirmou que haverá um personagem gay, e que a protagonista será feminina, mas não será a capitã. Gostei da idéia de ter um capitão como personagem central. Além disso, a trama será contínua ao decorrer da primeira temporada de 13 episódios. Assim como fizeram nas últimas temporadas de Enterprise, gosto bastante desse rumo e espero que a série consiga explorar seu potencial narrativo, sem jamais deixar os personagens de lado.


Fuller também divulgou alguns desenhos da USS Discovery. Para quem leu o livro A Arte de Star Trek, reconhecerá imeditamente um dos designs. O desenho, que mostra a nave saindo de uma base escavada dentro de um asteróide, é inspirado diretamente em desenhos que o artista Ralph McQuarrie havia feito para a Enterprise, na então abortada série Jornada nas Estrelas: Phase II, produzida em 1977. Aquela Enterprise tinha uma aparência bastante angular, inspirada nos Star Destroyers de Star Wars. A Discovery mistura esses elementos com o design mais convencional criado para a Enterprise na série de 2001. Contudo, essa direção ainda pode mudar até a estréia do seriado.



Por fim, resta a questão da relevância de Jornada nas Estrelas. Como uma obra criada em 1966 se mantém, se renova e ainda é desejada pelo público?


Acho que estamos vivendo numa época no mínimo complicada. Nem é necessário ir dentro das questões sócio-políticas ou econômicas que assolam o Brasil. Basta olhar o mundo ao redor.


Um dos melhores episódios de DS9 lida com uma trama na qual Sisko, Dax e Bashir acidentalmente voltam no tempo para 2024, um "futuro" agora bem próximo para nós. Os roteiristas Ira Steven Behr e Robert Hewitt Wolfe idealizaram uma São Francisco que é dividida por muros. pessoas de baixa renda, desempregadas e deficientes mentais são colocadas atrás de um muro numa espécie de campo de concentração. Isso ocorre devido a crescente desigualdade social. As classes superiores não desejam lidar com a inconveniência de ver a presença dessa pobreza. Se no Brasil, vemos meninos vendendo balas na frente do sinal, vemos como seria se todos eles fossem agrupados e deixados fora de vista. O poder público usa sua força para segregar essa sociedade, a fim de evitar conflitos.


Só que como vemos no episódio, não dá para ignorar os problemas que assolam a humanidade ou varrê-los para baixo do tapete. Eventualmente, os oprimidos buscarão seus direitos, gerando um confronto. Foi neste evento, catalogado na história de Jornada, que fez com que a humanidade olhasse para o próprio umbigo e começasse a lidar com o crescente abismo social. Muitos argumentam que não estamos prontos para explorar o espaço justamente por causa disso. Se não somos capazes de lidar com nossos próprios problemas, como seremos capazes de explorar os problemas do universo que existe além daqui?


É um argumento bastante válido. Mas é também o motivo pelo qual devemos nos esforçar nesse rumo. Jornada nas Estrelas inspirou uma geração que cresceu para se tornar cientistas, pensadores, sociólogos, antropólogos, escritores, matemáticos, engenheiros, professores, e até mesmo técnicos da NASA. A possibilidade de um futuro utópico nos incentiva a desenvolver nossas habilidades e nossos melhores instintos.


Acho pertinente a questão de superar nossas diferenças. Vivemos num mundo marcado por profundas divisões, com sociedades cujos valores divergem radicalmente. Questões religiosas, sexuais, econômicas marcam essas primeiras décadas do Século XXI. Fundamentalismo tornou-se um alicerce para propagar discursos de intolerância. A presença da internet possibilitou a presença do pensamento ignorante e também propagou um déficit de atenção por parte de inúmeros usuários. Política é um jogo no qual ninguém é capaz de chegar a um consenso. Lidamos com um mundo natural capaz de se readaptar e seguir em frente, independente de nossa luta pela sobrevivência. São tantas as mazelas que dificultam o progresso que às vezes é difícil manter qualquer fio de esperança perante a construção de um futuro ideal.


Enterprise foi cancelada sob o pretexto de que a franquia havia se tornado irrelevante devido ao cinismo e o contexto pós-11 de setembro, marcado pelo terrorismo e pelo pragmatismo. Mais do que nunca, acho necessário a manutenção do otimismo e do esforço coletivo. Num mundo marcado por um crescente individualismo, é imperativo que haja uma renovação desses valores coletivos. A humanidade não é capaz de sobreviver se não aprender a colaborar e trabalhar em conjunto para um bem comum. É isso que Jornada nas Estrelas representa. Ao mostrar a tripulação sobrepondo as diferenças e cumprindo suas missões, em busca desse bem comum, Jornada mostra o potencial e as melhores virtudes da humanidade.


É essa a visão que Gene Roddenberry teve. Uma visão que muitos colaboradores e fãs buscaram preservar após sua morte. Uma visão utópica e humanista que foi colocada num pacote de entretenimento acessível a todos.


Um último detalhe: quando se fala de Jornada nas Estrelas, geralmente a discussão gera em torno dos atores que encarnam esses personagens. É uma discussão válida, mas ao mesmo tempo redundante. Ao invés de colocar cenas de Star Trek - Sem Fronteiras, decidi comemorar os 50 anos da franquia colocando abaixo as fotos das pessoas que trabalharam por trás dos bastidores. Esses 726 episódios e 13 filmes existentes hoje são produtos dos esforços deles.


Segue abaixo algumas das brilhantes mentes por trás de Jornada nas Estrelas:






















               Gene Roddenberry






















      Dorothy Catherine Fontana





















                       Robert H. Justman





















               Gene L. Coon





















       John Meredyth Lucas




















             
                      Fred Freiberger





















               Hal Sutherland





















                         Robert Wise












                                                     

                                                                                                                 





                  Harve Bennett





















               
                  Nicholas Meyer






















                   David Gerrold




















                                                                                                             
              Maurice Hurley





















                  Rick Berman




















                                                                                                                 
              Michael Piller






















                       Jeri Taylor





















                        Ira Steven Behr





















            Ronald D. Moore



















                                                                                                             


      Brannon Braga



















   


        Majel Barrett-Roddenberry

















                                                                                                     

                 
                 Kenneth Biller



















             


                 Ralph Winter

















 
                                                                                                                    
           Manny Coto





















             Marc Daniels





















                       Ralph Senensky



















                      David Livingston



















                                                                                                               
       
         Allan Kroeker





















               
                     J.J. Abrams




















                                                                 
                    Bryan Burk





















                    Bryan Fuller




















                                                                                           
            Alex Kurtzman





















             Roberto Orci




















                                                                                                             
       Damon Lindelof


Posted in 0 comentários Postado por Eduardo Jencarelli às 11:57