E continuando nossa caminhada pelos filmes dos X-Men, vamos rever mais uma aventura-solo do nosso favorito mutante canadense....


Mesmo rendendo dinheiro, a Fox sabia que tinha cometido tropeços na produção de X-Men Origens: Wolverine, dividindo os fãs ao ter feito um blockbuster que não se comprometia com a violência inerente ao personagem. E Hugh Jackman queria explorar novos rumos para o personagem que lhe lançou ao estrelato há mais de uma década.


Como alguns devem saber, há uma série de quadrinhos sobre o Wolverine que detalham uma viagem de autodescoberta que o mutante fez ao Japão. Foi uma série de bastante sucesso.


Foi então que a Fox contratou James Mangold, que dirigiu o remake de Os Indomáveis. Foi a oportunidade de criar esta jornada para o mutante. Com Mangold na direção, e o próprio Jackman produzindo o filme com Lauren Shuler Donner, começou-se a buscar um ponto de partida para esta aventura, entitulada Wolverine - Imortal.


Havia uma vontade em se distanciar o máximo possível do primeiro filme-solo. Sem menções a William Stryker, Dentes de Sabre ou o programa Arma X. Qual seria a motivação de Wolverine desta vez? A solução para o roteiro foi bastante natural. O ponto de partida seria a morte de Jean no terceiro X-Men. A culpa que Logan sente por matá-la tornou-se o conflito interno do personagem. Famke Janssen aceitou retornar ao papel em visões que atormentavam Logan.


Em resumo, após dois desvios cinematográficos ao passado (o primeiro Wolverine e Primeira Classe), tivemos em 2013 a primeira continuação que se passava após os eventos da trilogia original. Considero essa uma ótima decisão. Por mais que seja relevante rever o passado, acho igualmente importante desvendar o futuro desses personagens.


O prólogo do filme estabelece bem os laços que Logan já tinha com os japoneses desde a Segunda Guerra, deixando claro que ele não vai ao Japão à toa no presente. O filme ganha mérito ao deixar o continente americano de lado e retratar uma história de teor oriental. Todo o segundo ato do filme, que mostra Logan em fuga ao lado de Mariko merece ser visto com atenção.


Com um ótimo elenco, incluindo nomes como Rila Fukushima (Arrow), Hiroyuki Sanada (Lost) e Tao Okamoto (Hannibal), o filme consegue se sustentar sem depender toda hora do carisma e presença de Jackman, mesmo sendo uma narrativa quase que exclusivamente focada nele.


Um elemento relevante do filme é o fato de Logan perder seu fator de cura. Já tínhamos visto Wolverine de todas as formas nesses filmes, mas nunca o tínhamos visto como um personagem vulnerável, cujas ações poderiam causar consequências permanentes. É nessa hora que se justifica a censura mais pesada. Não chega ao nível de Deadpool mas a violência nessa produção é bem mais elevada do que os longas anteriores, retratando as lutas de Wolverine com ferocidade e ao mesmo tempo humanidade. É fato que lutas assim derramam sangue, e o filme não foge dessa consequência.


O fato de Logan não aceitar as visões de Jean também exerce uma função central em sua jornada. Ele passa o filme inteiro se culpando até que concilia o fato de que não poderia ter tomado outra decisão a não ser matá-la*. Ele o fez pelo bem da humanidade e da raça mutante.


*Alguns questionaram a morte dela no terceiro filme, afirmando que poderiam ter aplicado a cura mutante nela. Mas como vemos no final, é fato que aquela jamais seria uma solução permanente, e não teria o mesmo impacto dramático a longo prazo.


O filme se perde um pouco no terceiro ato. Na tentativa de gerar um climax típico de filmes de ação, o filme mistura o personagem do Samurai de Prata com a máfia japonesa numa trama bastante furada e que não afeta Logan tanto quanto deveria. Por isso, o filme perde um pouco dessa força quando a trama acaba sobrepondo a jornada dos personagens.


Felizmente, o filme acabou dando um resultado final bem melhor do que o primeiro Wolverine.


Vale também comentar a cena pós-créditos do longa. Os filmes dos X-Men nunca foram muito conhecidos pelo conteúdo extra. Mas vale lembrar que o terceiro X-Men foi o primeiro dos filmes de super-heróis a exibir tal cena nos cinemas, antes mesmo do Marvel Studios popularizar a prática com seu universo cinematográfico interligado. X-Men Origens: Wolverine também teve três cenas pós-créditos, enquanto que Primeira Classe não teve nenhuma.



Já a cena pós-créditos deste filme é talvez a mais importante porque é uma resposta direta a cena pós-créditos de X3, confirmando o que muitos fãs já suspeitavam: Charles Xavier vivo e respirando após sua morte nas mãos da Phoenix. Além do mais estando junto com Magneto e preparando os X-Men para uma futura batalha sem chances de vitória. Era o presságio do próximo filme e o impacto que ele iria ter na série.


Mas essa é uma questão para o próximo post, quando abordarmos Dias de um Futuro Esquecido, a adaptação de quadrinhos mais antecipada dentre todos os filmes da série. Enquanto isso, fique com essa cena em que Wolverine luta contra samurais em cima de um trêm-bala.



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E vamos em frente revendo mais um filme da série X-Men, que se mantém há 16 anos e contando....


A Fox estava determinada a fazer com que os fãs esquecessem dos erros cometidos nos dois últimos filmes. De um lado, havia a Warner quebrando recordes com filmes do Batman. Do outro, o recém-formado Marvel Studios faziam sucesso com personagens que haviam sido esquecidos nos quadrinhos, tais como Homem de Ferro, Thor e Capitão América. A Fox precisava tomar a iniciativa para não deixar o universo dos X-Men não cair no esquecimento. Era necessário revitalizar o interesse do público. Como fariam isso?


Aproveitando-se da mesma tática que a Warner havia aplicado nos filmes de Batman feitos por Christopher Nolan, e que a Sony também estava utilizando nos filmes do Homem-Aranha: voltar ao começo.




Contudo, a decisão era de não fazer um reboot, e sim deixar os desdobramentos complexos de lado e voltar a premissa básica dos mutantes. Contar a história de como surgiu Xavier e como ele criou a escola para superdotados. De certa forma, retomou-se os princípios da série, ao abordar as questões sociais que sempre foram fundamentais na vida dos X-Men. Assim começou-se o processo de criação de X-Men: Primeira Classe.


Logo de cara, a Fox deu o primeiro sinal de acerto ao trazer de volta Bryan Singer como produtor. Junto com Simon Kinberg, Singer seria responsável pelo pontapé inicial, supervisionando o roteiro e andamento de todo o processo. O passo seguinte era decidir o diretor. A escolha foi Matthew Vaughn, que havia substituído Singer no terceiro filme antes da Fox colocar Brett Ratner em seu lugar. Vaughn, que havia acabado de subir ao estrelato com o sucesso do filme Kick-Ass, tinha uma visão um pouco diferente de Singer, mas entendia o compromisso com os dilemas pessoais desses personagens. Assim como em Kick-Ass, Vaughn entendia o fascínio adolescente pelo mito do herói e sabia conciliar os dilemas da idade com essa jornada de crescimento e responsabilidade.


Ao mesmo tempo em que voltou-se a origens, surgiu a oportunidade de fazer uma história de época e conectar a origem dos mutantes com o contexto da Guerra Fria, já que a trama se passava na década de 1960. Primeira diretriz do filme seria refazer o elenco com versões jovens de personagens que já conhecíamos. O sucesso de filme dependeria de um elenco bem escolhido.


James McAvoy, que havia ganho o aprecio da crítica após O Último Rei da Escócia, assumiu o papel do Xavier jovem. Michael Fassbender, de Bastardos Inglórios, encarnou um jovem Magneto. Por fim, escalaram a então novata pré-Katniss Jennifer Lawrence (Winter's Bone) no papel da Mística. Ao criar uma relação pessoal entre Mística, Xavier e Magneto, criou-se um triângulo bastante complicado que foi o motor principal do filme.


Com Wolverine relegado a uma pequena participação de cinco segundos, o filme não usaria ele como protagonista, focando no trio que fundou os X-Men. Mostrar a época em que Magneto e Xavier trabalhavam juntos também abriu espaço para conflitos, podendo ver como tudo se concretizou, tendo em vista tudo que aconteceu nos filmes originais.


Também conhecemos alguns personagens secundários como Havok (Lucas Till), que é o irmão mais velho de Ciclope. Nicholas Hoult interpreta a jovem versão da Fera, que era interpretado por Kelsey Grammer no original. E temos January Jones (Mad Men) no papel da vilã Emma Frost.


O maior acerto do filme foi a escolha de Kevin Bacon para o papel do vilão Sebastian Shaw. Além da oportunidade de incluir o Clube do Inferno na trama, Bacon transformou Shaw no vilão mais pessoal de toda a série, ao mostrar o quanto ele foi responsável pelos traumas de infância de Erik Lensherr, o futuro Magneto.


Com a ajuda de Jane Goldman, Vaughn reescreveu o roteiro de Ashley Edward Miller e Zack Stentz, dando um toque mais autoral, aprovado por Singer e Kinberg. Quando surgiram as primeiras cenas, Singer ficou chocado ao ver a recriação da abertura original do primeiro X-Men, que mostra um jovem Erik sendo separado dos pais no campo de concentração de Auschwitz. Singer tinha certeza de que surrupiaram as cenas originais numa rápida edição para agradá-lo, mas não foi o caso. Vaughn havia conseguido recriar quadro por quadro a cena original, filmando ela por si só, e com um elenco completamente diferente.


Lançado em 2011, o filme foi um sucesso de imediato, dando início a uma nova trilogia, e dando o impulso inicial a carreira de Lawrence.


Uma questão permanecia: como os eventos desse longa levariam nossos heróis a chegarem nos filmes originais? Era esse o plano, ou havia outras intenções? Como Star Wars mostrou, quando se fás filmes que antecedem aos originais, você tem um final pré-estabelecido, mesmo que não saiba como chegará lá.


Felizmente, Vaughn, Kinberg e Singer já tinham planos para o futuro. Enquanto isso, Hugh Jackman e a Fox preparavam uma nova aventura-solo para Wolverine, com direito a muito mais violência e menos censura....


Enquanto isso, fique com esta cena em que Magneto levanta um submarino com seus poderes.




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E vamos em frente revendo todos os filmes dos X-Men que vieram nesses últimos 16 anos.


Após o sucesso financeiro de X-Men: O Confronto Final, a Fox tinha percebido o valor da franquia que detinha e queria explorar ela ao máximo, sem ter de fazer exclusivamente filmes sobre a equipe. Se os quadrinhos tinham aventuras-solo dos personagens, por que não os filmes?


A ideia original era focar em cada personagem, mas a Fox apostou mesmo em Wolverine. Sendo o personagem mais popular da trilogia, não era uma decisão tão difícil.


Infelizmente, X-Men Origens: Wolverine foi o verdadeiro equívoco dessas produções. Não há muito o que dizer sobre este filme, lançado em 2009, mas ele peca por severas inconsistências narrativas e uma falta de foco. Fica a impressão de que exploraram o passado do canadense como se marcassem uma lista de acontecimentos. Faltou drama, faltou evolução.


Além do que, o filme foi o primeiro a gerar as inevitáveis inconsistências. Esse é um problema que afeta qualquer série ou série de filmes. Quanto mais conteúdo se acumula, mais fácil se torna tomar uma decisão narrativa que contradiz elementos pré-estabelecidos, ainda mais quando as obras se prezam pela continuidade dentre elas. Caso fossem aventuras sem conexão, não seria problema. Isso para grandes mitologias é um desafio a ser superado. Isso afetou os quadrinhos, e esse excesso de bagagem fez com que as editoras jogassem parte dessa continuidade no lixo, a fim de não alienar novos leitores.


Essa é a lógica que dita boa parte da tendência a reboots e remakes cinematográficos hoje em dia. Para que seguir com uma trama cada vez mais complicada quando se pode voltar à estaca zero e contar a história de origem para um novo público? O Homem-Aranha que o diga....


O problema é que ao tentar se afastar do mundo complexo dos X-Men, a aventura-solo do canadense acabou criando o efeito oposto, agravando boa parte dos erros de continuidade e lógica da série.


E hoje se sabe que foi uma produção conturbada. Infelizmente, o diretor Gavin Hood teve pouquíssimo controle criativo. O presidente de produção do estúdio, Tom Rothman, que já teve embates com Singer no passado, literalmente dava ordens à equipe de filmagem, pedindo que pintasse o set de determinada cor, atropelando por completo a autoridade do diretor. De acordo com o roteirista David Benioff (Game of Thrones), houveram várias mudanças de roteiro a pedido do estúdio, e isso diluíram muito as intenções originais. O fato do terceiro ato ser uma bagunça também não ajuda, tentando misturar diversos personagens e incluir uma questionável origem dos demais X-Men na trama quebrou o ritmo do filme.


Há ao menos um ponto positivo: Hugh Jackman. O fato do personagem não envelhecer no mesmo ritmo também permitia ao estúdio aproveitar os talentos de Jackman numa história de origem que se passasse décadas antes dos filmes originais. Além de ser um ator diverso, e com mais alcance dramático a cada filme que passa, ele se aprimora fisicamente, assemelhando-se cada vez mais ao mutante, dando mais credibilidade para as cenas de ação. Além dele, Liev Schreiber é mais adepto ao papel de Dentes-de-Sabre do que Tyler Mane do primeiro filme.



E vale mencionar a beleza natural da Nova Zelândia, que foi palco para boa parte do filme. Quem assistiu a Senhor dos Anéis sabe do valor estético que a locação tem.


Outro ponto positivo foi a introdução do personagem Deadpool. Vivido por Ryan Reynolds, seu senso de humor cativou o público. Começou ali um movimento liderado pelo próprio ator para que o personagem tivesse um filme-solo que fizesse justiça ao personagem. Só que para isso, ele teria de lutar ferozmente contra as limitações de Hollywood. Fazer um blockbuster de largo alcance com todos os palavriados e cenas de sexo gratuitas era uma batalha que levaria seis anos.


Também havia um desejo por parte dos produtores em criar um filme do Wolverine que retratasse a violência do personagem de forma mais fiel aos quadrinhos sem se prender a convenções hollywoodianas de agradar a todos. Quem assistiu ao desenho animado dos X-Men na década de 1990 deverá lembrar que sempre quando Wolverine iria usar suas garras de adamantium contra uma pessoa, um dos outros X-Men o impedia de fazer o estrago. Essa era uma decisão de roteiro para não apavorar o público infantil do canal Fox Kids. Quando vimos a cena no segundo X-Men na qual Wolverine retalha seres humanos comuns com suas garras entende o quanto essa aspecto selvagem faz parte do personagem e seu universo.


Enquanto isso, a Fox tinha planos de voltar ao passado....


No próximo post, falaremos de X-Men: Primeira Classe. Até lá, fique com a cena em que Wolverine derruba um helicoptero da forma mais realista que se pode imaginar....





Posted in 0 comentários Postado por Eduardo Jencarelli às 10:49  



E vamos seguindo esta semana revendo os filmes dos X-Men que marcaram esses últimos 16 anos entre o filme original e a estreia de Apocalipse.




Em 2006, chegava aos cinemas o terceiro filme da equipe mutante, X-Men: O Confronto Final. Este foi dirigido por Brett Ratner (Dragão Vermelho). Bryan Singer chegou a estar envolvido na pré-produção. Contudo, a Warner acendera o sinal-verde para produzir Superman O Retorno. Singer acabou aceitando migrar para o Homem de Aço, deixando a Fox desprovida de sua visão original*.


Matthew Vaughn, fã de quadrinhos de longa data, chegou a se envolver como diretor, mas também deixou o cargo antes de Ratner assumir. Felizmente, mesmo sem Singer, a série ainda estava nas mãos dos produtores Lauren Shuler Donner e Ralph Winter, que estavam envolvidos desde o primeiro filme. O filme também marcou a estreia de Simon Kinberg na franquia. Kinberg, que era conhecido por Sr. e Sra. Smith, tornou-se o roteirista/produtor responsável pelo restante da série, exercendo a função que cabia a David Hayter nos dois primeiros filmes.


E claro, ainda tinha todo o elenco original presente, com pouquíssimas mudanças. Uma delas foi a introdução da então novata, pré-Juno, Ellen Page no papel de Kitty Pryde (que havia sido interpretada por outras atrizes nos longas anteriores).


*Curiosidade: no dia em que aceitou dirigir Superman, um executivo da Fox revogou os privilégios de Singer, enxotando ele do estúdio. Horas depois, tiveram de readmitir ele, pois sua produtora, a Bad Hat Harry, tinha um contrato com o estúdio devido a contínua produção do seriado House, que duraria 8 temporadas. Isso dava a Singer direito a um escritório no terreno da Fox.


Quanto ao filme, seria injusto atacar a integridade do filme. Ratner escolheu manter-se o mais fiel possível ao design visual estabelecido pelos filmes de Singer. Contudo, a ausência do compositor John Ottman foi sentida (apesar de John Powell fazer um bom trabalho).


Não é uma obra perfeita, e não é imune a críticas, mas nenhum filme realmente é. Por ter tomado rumos narrativos diferentes dos primeiros filmes, ele assumiu uma percepção negativa propagada principalmente pelos fãs de quadrinhos, mais do que qualquer outro segmento do público.


Financeiramente, o filme foi um sucesso incontestável, lucrando mais que os dois primeiros. Narrativamente, considero ele uma tentativa ambiciosa de sacudir a franquia. Matar Ciclope e Xavier na primeira metade foi uma decisão ousada (e na minha opinião bem-vinda). Ratner também elevou a escala da ação, com Magneto literalmente elevando a ponte Golden Gate, isso sem falar no potencial de destruição da Phoenix. A Tempestade finalmente voou, aproximando-se mais de suas origens nos quadrinhos.


Há partes que não deram tão certo como a equivocada inclusão do Fanático. E o filme conclui com um final bastante indeciso. Acho que uma trama focada na Phoenix Negra daria um excelente filme por si só. Foi misturar ela a premissa da cura mutante que complicou o filme, deixando-o raso demais com muitos personagens a serem servidos e pouquíssimo tempo de duração. Esse ritmo acelerado acabou deixando pouco espaço para arcos de personagens. Mesmo Wolverine e Tempestade, que lideram os heróis, são pouco aproveitados nesse sentido.


Outro elemento que afetou a percepção do filme foi o contexto da época. Assim como o Homem-Aranha alavancou o interesse por super-heróis no cinema em 2002, o sucesso de Batman Begins em 2005 teve o efeito oposto. Ao firmar um personagem icônico como o Homem-Morcego num ambiente mais realista, era inevitável que uma obra de viés mais fantasioso como X-Men seria comparada de forma desfavorável.


Também permanece em aberto a pergunta principal: qual teria sido o rumo do filme caso Singer tivesse permanecido como diretor? Sabemos que a Phoenix provavelmente faria parte da trama, levando em conta o sacrifício de Jean no filme anterior. Infelizmente nunca saberemos como teria sido, apesar do novo filme dar pistas quanto a isso.


De qualquer forma, o sucesso do filme abriu o caminho para uma série de filmes-solo.


Até amanhã, retornaremos com X-Men Origens: Wolverine. Até lá fique com uma das cenas mais marcantes de X-Men: O Confronto Final.




Posted in 1 comentários Postado por Eduardo Jencarelli às 12:59  



Estamos revendo todos os filmes dos X-Men produzidos nesses últimos 16 anos. Quarta-feira revemos o primeiro filme. Vejamos a primeira continuação.


Em 2003, três anos após o primeiro filme, X-Men voltaria aos cinemas com uma continuação que superaria todas as expectativas. Não era somente uma questão de superar o nível de qualidade do original. No período entre filmes, a Sony havia lançado o Homem-Aranha de Sam Raimi, levantando o cacife dos super-heróis nas telonas. Superar o impacto daquele filme sem comprometer a identidade do X-Men original não seria tarefa fácil. Mas com Bryan Singer, de volta a direção, a equipe foi capaz de finalmente explorar os personagens mais a fundo e levá-los em jornadas onde havia muito mais em jogo para eles, e para mutantes ao redor do planeta.


Tivemos o privilégio de ver os X-Men e Magneto (Ian McKellen) juntando forças para derrubar a iniciativa de Stryker, que desejava aniquilar todos os mutantes usando os poderes de Xavier (Patrick Stewart). Vimos os alunos mais jovens crescendo e assumindo o peso da responsabilidade ao lutar pela aceitação da raça mutante. Também tivemos o prazer de explorar um pouco do passado de Wolverine (Hugh Jackman).


Vale destacar que sempre foi difícil para uma continuação superar o impacto da obra original. São raros os casos em que se teve êxito, com o mais famoso exemplo sendo O Império Contra-Ataca. E pode se dizer que X2 conseguiu atingir esse patamar.


Um dos pontos fortes foi a vinda de John Ottman, editor do longa, que também compôs a inesquecível trilha sonora, infinitamente superior a do primeiro filme. Você vê isso logo de cara na incrível cena de abertura que mostra o mutante Noturno atacando o Serviço Secreto dentro da Casa Branca.


Em retrospecto, a Fox sempre tinha uma certa apreensão na forma como adaptar filmes de super-heróis, sempre buscando limitar eles de forma a não alienar o público que eles temiam não serem capazes de assimilar tamanha fantasia. Como vemos hoje nos filmes do Marvel Studios, é evidente que esta fora uma decisão equivocada. De qualquer forma, esta continuação mostra Singer sendo capaz de ainda gerar bons resultados independente das limitações*.




*Lembra-se da piada que Ciclope fazia sobre usar uniformes de spandex no primeiro filme? Era assim que se vestiam nos quadrinhos e animações. A Fox jamais permitiria que executassem estes filmes da mesma forma, com esse pavor de alienar o público.




Além disso, tivemos cenas marcantes com Noturno, Tempestade, Jean e Wolverine, mostrando o quanto esses personagens cresceriam. Além disso, o sacrifício de Jean no final elevou o fator-risco nesses filmes. Ninguém estava mais tão seguro. O primeiro X-Men usou a dinâmica entre os personagens para sugerir um potencial. O segundo filme transformou este potencial em dinamismo e catarse.


Depois desse sucesso retumbante, o sucesso da franquia era certo, e múltiplas continuações estavam garantidas. Mas não seria uma jornada sem seus tropeços....


Até semana que vem fique com a marcante cena em que Pyro se entrega a raiva e usa seus poderes contra seres humanos comuns.




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Estreias da Semana - 19/05/2016

(19 de mai de 2016)



Confira, em destaque, as estreias desta quinta-feira a seguir:


X-Men: Apocalipse

Também conhecido como Apocalipse, En Sabah Nur é o mutante original. Após milhares de anos, ele volta a vida disposto a garantir sua supremacia e acabar com a humanidade. Ele seleciona quatro cavaleiros representados por Magneto, Psylocke, Anjo e Tempestade. Do outro lado, o Professor Charles Xavier conta com uma série de novos alunos como Jean Grey, Ciclope e Noturno, além de caras conhecidas como Mística, Fera e Mercúrio para tentar impedir o vilão.

Ação / Aventura / Drama / Ficção Científica - (X-Men: Apocalypse) EUA, 2016.

Direção: Bryan Singer.
Roteiro: Simon Kinberg.
Elenco: James McAvoy, Michael Fassbender, Jennifer Lawrence, Nicholas Hoult, Oscar Isaac, Rose Byrne, Evan Peters, Josh Helman, Sophie Turner, Tye Sheridan, Lucas Till, Kodi Smit-McPhee, Ben Hardy, Alexandra Shipp, Lana Condor, Olivia Munn, Hugh Jackman, Warren Scherer, Rochelle Okoye, Monique Ganderton, Fraser Aitcheson, dentre outros.

Duração: 144 min.
Classificação: 12 anos.



Vizinhos 2

Com um novo bebê a caminho, Mac e Kelly Radner decidem vender a casa e mudar-se para o subúrbio. Entretanto, uma nova fraternidade, mais estrondosa que seus antigos vizinhos, assumem a casa ao lado. Liderada por Shelby, as meninas do Kappa Nu pretendem mostrar que sabem fazer uma festa bem melhor que os meninos. A fim de que a paz na vizinhança seja restaurada e a venda de sua casa concretizada, Mac e Kelly convocam sua arma secreta: Teddy.

Comédia - (Neighbors 2: Sorority Housing) EUA, 2016.

Direção: Nicholas Stoller.
Roteiro: Andrew Jay Cohen, Brendan O'Brien, Nicholas Stoller, Seth Rogen e Evan Goldberg.
Elenco: Seth Rogen, Zac Efron, Rose Byrne, Chloë Grace Moretz, Ike Barinholtz, Kiersey Clemons, Dave Franco, Jerrod Carmichael, Christopher Mintz-Plasse, Beanie Feldstein, Clara Mamet, Selena Gomez, Kelsey Grammer, Sam Richardson, Zoey Vargas, Elise Vargas, Carla Gallo, Hannibal Buress, dentre outros.

Duração: 92 min.
Classificação: 16 anos.


Pais e Filhas

Nova York, 1988. Novelista mentalmente instável tenta criar sozinho a filha de cinco anos após a morte da esposa. Vinte anos depois, a garota já adulta cuida de crianças com problemas psicológicos e ainda tenta entender sua complicada infância.

Drama - (Fathers and Daughters) EUA / Itália, 2015.

Direção: Gabriele Muccino.
Roteiro: Brad Desch.
Elenco: Russell Crowe, Amanda Seyfried, Aaron Paul, Diane Kruger, Quvenzhané Wallis, Bruce Greenwood, Janet McTeer, Kylie Rogers, Jane Fonda, Octavia Spencer, Jenny Vos, Brendan Griffin, Ryan Eggold, Chris Douglass, dentre outros.

Duração: 116 min.
Classificação: 14 anos.



A Vingança está na Moda

Uma atraente mulher retorna à sua cidade natal na Austrália rural. Com sua máquina de costura e estilo haute couture, ela transforma as mulheres e demanda a doce vingança de quem não acreditou em seus feitos.

Drama - (The Dressmaker) Austrália, 2015.

Direção: Jocelyn Moorhouse.
Roteiro: P.J. Hogan e Jocelyn Moorhouse.
Elenco: Kate Winslet, Liam Hemsworth, Hugo Weaving, Sarah Snook, Judy Davis, Caroline Goodall, Kerry Fox, Rebecca Gibney, Barry Otto, James Mackay, dentre outros.

Duração: 118 min.
Classificação: 12 anos.



Fitzcarraldo

Início do Século XX. Brian Sweeney Fitzgerald, mais conhecido como Fitzcarraldo, é um homem extremamente determinado que possui a louca ideia de construir uma casa de ópera no meio da floresta amazônica. Para conseguir o dinheiro necessário, ele decide explorar borracha. O problema é que, para transportar o produto, ele terá que atravessar morros e matas com um barco.

Aventura / Drama / Biografia - Alemanha / Peru, 1982.

Direção: Werner Herzog.
Roteiro: Werner Herzog.
Elenco: Klaus Kinski, Claudia Cardinale, José Lewgoy, Miguel Ángel Fuentes, Paul Hittscher, dentre outros.

Duração: 158 min.
Classificação: 14 anos.



Amores Urbanos

Três amigos, Diego, Júlia e Micaela estão no auge de suas vidas, revelando suas personalidades, experimentando desilusões amorosas e procurando a carreira ideal. Eles moram no mesmo prédio de São Paulo a compartilham diariamente suas experiências, fracassos e conquistas.

Comédia / Drama - Brasil, 2015.

Direção: Vera Egito.
Roteiro: Vera Egito.
Elenco: Thiago Pethit, Maria Laura Nogueira, Renata Gaspar, Ana Cañas, Lucas Veríssimo, Sarah Oliveira, dentre outros.

Duração: 90 min.
Classificação: a definir.



Posted in 0 comentários Postado por Eduardo Jencarelli às 13:35  



Amanhã entra em cartaz X-Men Apocalipse, o mais novo filme da franquia dos mutantes que teve início há 16 anos, e é considerado por muitos o estopim que causou a explosão dos filmes de super-heróis.




Vale lembrar que apesar de serem adaptações de quadrinhos da Marvel, os filmes não tem nenhuma ligação com o universo cinematográfico que estamos vendo desenrolar nos cinemas hoje. Na década de 1990, a Marvel passava por dificuldades financeiras e vendeu os direitos de adaptação para a Fox. Desde então, a Fox tem criado seu próprio universo, com participações de cineastas como Bryan Singer e Matthew Vaughn e um elenco cada vez maior.



Vamos voltar no tempo e rever todos os filmes que marcaram presença nesses 16 anos. Falarei de um filme a cada dia.



X-Men o filme deu o pontapé inicial. Dirigido por Bryan Singer (Os Suspeitos), o filme introduziu todos os elementos básicos comuns aos filmes: a escola, os alunos super-dotados, a descoberta da mutação genética como analogia do crescimento adolescente, a intolerância dos seres humanos, dentre outros aspectos. Mais importante ainda, introduziu um elenco capaz de dar vida a esses mutantes. Foi a estreia de Hugh Jackman no papel de Wolverine, além de trazer atores mais conhecidos como Patrick Stewart (Charles Xavier), Ian McKellen (Magneto), Halle Barry (Tempestade), Famke Janssen (Jean Grey), dentre outros.



Lançado em 2000, mesmo na época foi um filme surpreendentemente curto, com cerca de 90 minutos de duração. O motivo foi o cronograma apertado de produção, além de um orçamento igualmente baixo. Eles tiveram menos de um ano do início do roteiro até lançar o filme.



Para tanto, decidiu-se contar a história do ponto de vista da Vampira (Anna Paquin), uma adolescente que não podia tocar em ninguém senão o mataria, fato que a impedia de ter relacionamentos amorosos. Ela foge de casa, conhece o Wolverine no Canadá, e acabam sendo atacados por mutantes liderados por Magneto, o que os leva a serem resgatados pelos X-Men.



Com o orçamento apertado, não havia muito espaço para efeitos visuais. A Tempestade nem voava. No fim das contas, o forte do filme foi como tentou recriar de forma fiel aos quadrinhos a relação entre os personagens.



Essas limitações forçaram Singer a criar uma obra focada meramente em introduzir esse novo universo, com uma trama bastante básica sem espaço para grandes reviravoltas e desenvolvimentos. Ele teria de deixar as ambições narrativas para o próximo filme.



Como amanhã é dia de lançamentos, sexta-feira, reveremos o quanto o segundo filme elevou os padrões do primeiro. Fique com uma cena do filme original abaixo:








Posted in 0 comentários Postado por Eduardo Jencarelli às 14:11