Estreias da Semana - 17/12/2020

(17 de dez. de 2020)

 

Confira em destaque as estreias desta quinta-feira a seguir:


Mulher Maravilha 1984


A continuação do longa de 2017 segue com a história de Diana Prince/Mulher-Maravilha, agora em 1984, durante a Guerra Fria, entrando em conflito com dois grande inimigos - o empresário de mídia Maxwell Lord e a amiga que virou inimiga Barbara Minerva/Cheetah - enquanto se reúne com seu interesse amoroso Steve Trevor.


Ação / Aventura / Fantasia - (Wonder Woman 1984) EUA / Inglaterra / Espanha, 2020.


Direção: Patty Jenkins.
Roteiro: Patty Jenkins, Geoff Johns e Dave Callaham.
Elenco: Gal Gadot, Chris Pine, Kristen Wiig, Pedro Pascal, Robin Wright, Connie Nielsen, Lilly Aspell, Amr Waked, Kristoffer Polaha, Natasha Rothwell, Ravi Patel, Oliver Cotton, Lucian Perez, Gabriella Wilde, Kelvin Yu, Stuart Milligan, dentre outros.


Duração: 151 min.
Classificação: a definir.



O Mensageiro do Último Dia


Um grupo de adolescentes de uma pequena cidade começa a desaparecer misteriosamente. Os moradores acreditam que é apenas uma lenda urbana local. Enquanto um policial aposentado investiga os desaparecimentos, ele descobre um grupo secreto e suas tentativas de evocarem uma entidade sobrenatural, colocando a vida de todos em perigo.


Policial / Drama / Horror / Mistério / Suspense - (The Empty Man) EUA / África do Sul / Inglaterra, 2020.


Direção: David Prior.
Roteiro: David Prior.
Elenco: James Badge Dale, Stephen Root, Joel Courtney, Sasha Frolova, Marin Ireland, Samantha Logan, Aaron Poole, Robert Aramayo, Evan Jonigkeit, Ron Canada, dentre outros.


Duração: 137 min.
Classificação: a definir.


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Estreias da Semana - 10/12/2020

(10 de dez. de 2020)

 

Confira em destaque as estreias desta quinta-feira a seguir:


Freaky - No Corpo de um Assassino


Um punhal místico faz com que Millie e um serial killer troquem de corpo. Então, a jovem descobre que possui apenas 24 horas para ter seu corpo de volta antes que a troca se torne permanente e ela fique presa na forma de um maníaco de meia-idade para sempre. O grande problema é que, agora, ela parece uma psicopata imponente que é alvo de uma caçada humana por toda a cidade, enquanto o psicopata se parece com ela e planeja libertar seu apetite por carnificina.


Comédia / Horror / Suspense - EUA, 2020.


Direção: Christopher Landon.
Roteiro: Michael Kennedy e Christopher Landon.
Elenco: Kathryn Newton, Vince Vaughn, Celeste O'Connor, Misha Osherovich, Emily Holder, Nicholas Stargel, Kelly Lamor Wilson, Mitchell Hoog, Dana Drori, Katie Finneran, Alan Ruck, Alonzo Ward, Dustin Lewis, Jennifer Pierce Mathus, Uriah Shelton, Melissa Collazo, dentre outros.

Duração: 102 min.
Classificação: a definir.


Todos os Mortos


São Paulo, 1899. Onze anos após a abolição da escravidão, fantasmas ainda caminham entre os vivos. As mulheres da família Soares, antigas proprietárias de terra, não abrem mão do que resta de seus privilégios. Já Iná Nascimento, mulher que viveu por muito tempo a escravidão, batalha para reunir seus familiares em um mundo ainda muito hostil. Cada uma dessas mulheres tentam construir um futuro próprio à sua maneira.


Drama / Histórico - Brasil / França, 2020.


Direção: Caetano Gotardo e Marco Dutra.
Roteiro: Caetano Gotardo e Marco Dutra.
Elenco: Mawusi Tulani, Clarissa Kiste, Carolina Bianchi, Thaia Perez, Leonor Silveira, Rogério Brito, Thomas Aquino, Andrea Marquee, dentre outros.


Duração: 120 min.
Classificação: a definir.


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Ontem teve o mais alto sinal de alerta a respeito do futuro da indústria do cinema recente. A Warner anunciou que irá lançar seu catálogo de 17 filmes blockbusters nesse próximo ano da seguinte forma: lançamento simultâneo nos cinemas e nas plataformas de streaming.


Resumindo: acabou de vez a janela de exibição.


Para quem não conhece o termo, eis uma pequena aula. Janela de exibição significa o período de exclusividade no qual as cadeias exibidoras de cinema (as salas de exibição) podem manter um filme no ar. Durante esse período, ela lucra com essa exclusividade até que o período termine e os estúdios lancem o filme em outras plataformas, sejam streaming, DVD ou canais por assinatura e abertos.


E a Warner pode ter causado uma rachadura permanente nessa represa. E isso pode encorajar outros estúdios a seguirem esse mesmo caminho.


Como todos sabem, a pandemia havia fechado os cinemas. No Brasil, estão abertas agora com restrições para impedir aglomerações. Lá fora, principalmente nos EUA, permanecem fechadas (com pouquíssimas exceções) por tempo indeterminado. O único lançamento do estúdio de destaque foi Tenet*, o mais novo filme de Christopher Nolan, e que rendeu um valor bem modesto levando em conta a pandemia. Mulher Maravilha 1984 foi adiado para o ano que vem.


*Que para mim, foi uma mistura de Amnésia com A Origem, só que bem menos original e não tão bem executado. Mas teve uma sequência de abertura impactante, que vale o preço de uma sala IMAX.


Mas o fato é que esse é um problema que já existia antes e já vinha ganhando força. A pandemia apenas acelerou o processo. Essa é uma disputa que ocorre há décadas entre as redes exibidoras e os estúdios hollywoodianos. Antigamente, salas de cinema ficavam com 50% da bilheteria de um lançamento. Nas décadas seguintes, os estúdios cada vez mais poderosos renegociaram essa partilha e acabaram ficando com uma fatia cada vez maior do lucro de seus próprios filmes. O resultado disso? Salas de exibição precisando de outras fontes de renda. Por isso que cobram preços exorbitantes nos combos de pipoca e bebida, porque é a única forma de renderem qualquer lucro.


Streaming tem provado ser uma alternativa benéfica para estúdios. Quando viram que a Netflix ia abocanhar esse novo mercado, todos eles reagiram criando serviços de conteúdo online alternativos. Disney +, HBO Max, Amazon Prime, Peacock, Hulu, e assim por diante. Se eles controlam o método de lançamento e exibição, não precisam partilhar os lucros com ninguém.


Antigamente, há quase 100 anos atrás, os estúdios eram literalmente donos das salas de exibição. Uma lei estabelecida na década de 1940 inviabilizou essa prática, vista como monopólio. Só que na época, não existia o conceito de filme blockbuster. Estúdios tinham uma variedade de lançamentos para todos os gostos, e mesmo os filmes de maior apelo comercial não eram arrasa-quarteirões capazes de varrer fora a competição.


Isso mudou na década de 1970, com Star Wars e Tubarão. Desde então, a procura pelo mega-produto capaz de gerar uma franquia com fãs fieis tem redefinido a indústria cinematográfica. Uma indústria de conteúdo e narrativa extremamente variada foi se tornando pouco a pouco algo muito mais homogêneo. Claro que isso tem resultado em produções cada vez mais caras, e que dependem de imenso retorno financeiro. Produções de $200-$300 milhões requerem retornos muito acima desse patamar para serem considerados sucessos.


O que acontece se um desses filmes não dá o devido retorno? Lembremos que foi numa dessas que a Carolco Pictures foi a falência em 1996. Gastou $90 milhões em A Ilha da Garganta Cortada, filme que rendeu menos de $20 milhões. O que acontece se um Star Wars ou Vingadores hoje perde dinheiro nessa proporção?


Seria esse talvez o começo do fim das salas de cinema? Da forma que eu vejo, há duas possibilidades. Essa seria a primeira, com os estúdios preferindo focar nas opções de streaming. E mesmo assim, eu tenho dúvidas se essa conta fecha, se o investimento de uma família numa assinatura de um serviço desses compensa a perda das vendas de ingressos.


A outra possibilidade é que os estúdios poderiam tentar acabar de vez com as redes exibidoras atuais para eles se firmarem criando novas salas de cinema que eles mesmo controlariam. É uma solução difícil de prever, que bateria de frente com as leis antitruste norte-americanas, e que continuaria sendo uma incerteza nesse período de quarentena.


A única vantagem por enquanto que eu vejo desse esvaziamento das salas de cinema é que elas ficariam livres daquele público insuportável que vai ao cinema apenas para conversar e brincar nos telefones celulares. O cinema teria a presença exclusiva de cinéfilos e amantes da arte. Mas será que esse público é o suficiente para bancar o modelo atual?


E tem também a questão de remuneração em novas mídias. Vários talentos responsáveis pela sétima arte (atores, diretores, roteiristas, etc.) dependem de pagamentos residuais. Não estou falando de estrelas poderosas como Robert Downey Jr., e sim dos rostos que o público não conhece tão bem, além do talento por trás das câmeras que não se chamam Spielberg ou Scorsese. São pessoas que trabalham de filme em filme, sem a devida segurança financeira, e que dependem desses pagamentos residuais que são negociados com base na permanência dos filmes nas salas de cinema. Alguns dizem que é quase impossível negociar esses mesmos valores em mídias alternativas como streaming. Isso mataria ainda mais a variedade no cinema, com menos espaço para players pequenos e produções menores.


De qualquer forma, é uma ruptura radical do modelo tradicional de distribuição e exibição de longas. E dá para dizer algo a respeito com convicção. Isso custará a segurança financeira de muita gente envolvida na indústria. Dizem que mercados se autorregulam, mas isso também vem com o custo de gente humilde e honesta que fez parte dessa indústria. Independente de como as coisas serão para indústria pós-pandemia, essa incerteza permanecerá para muitos.


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Estreias da Semana - 03/12/2020

(3 de dez. de 2020)

 

Confira em destaque as estreias desta quinta-feira a seguir:


Trolls 2


A rainha Poppy e Branch fazem uma descoberta surpreendente: há outros mundos Troll além do seu, e suas diferenças criam grandes confrontos entre essas diversas tribos. Quando uma ameaça misteriosa coloca todos os Trolls do país em perigo, Poppy, Branch e seu grupo de amigos devem embarcar em uma jornada épica para criar harmonia entre os Trolls rivais e uní-los contra um mal maior.


Animação / Aventura / Comédia / Musical / Fantasia - (Trolls World Tour) EUA, 2020.


Direção: Walt Dohrn e David P. Smith.
Roteiro: Jonathan Aibel, Glenn Berger, Maya Forbes, Wallace Wolodarsky e Elizabeth Tippet.
Elenco: Anna Kendrick, Justin Timberlake, Rachel Bloom, James Corden, Ron Funches, Kelly Clarkson, Anderson .Paak, Sam Rockwell, George Clinton, Mary J. Blige, Kenan Thompson, Kunal Nayyar, Jamie Dornan, Ozzy Osbourne, Anthony Ramos, Charlyne Yi, Zooey Deschanel, Walt Dohrn, David P. Smith, Betsy Sodaro, dentre outros.


Duração: 90 min.
Classificação: Livre.


10 Horas para o Natal


Cansados de passar noites de Natal sem graça depois que seus pais se separaram, Julia, Miguel e Bia bolam um plano para reunir novamente Marcos Henrique e Sônia e, assim, relembrar os velhos tempos em que esperavam o Papai Noel como uma família. Mas, se quiserem colocar sua ideia em prática, os irmãos terão que correr contra o tempo, pois faltam apenas 10 horas para o Natal.


Comédia - Brasil, 2020.


Direção: Cris D'Amato
Roteiro: Ana Beatriz Crespo e Flavia Guimarães.
Elenco: Giulia Benite, Pedro Miranda, Lorena Queiroz, Luis Lobianco, Karina Ramil, Jandira Martini, dentre outros.


Duração: 90 min.
Classificação: Livre.


M8 - Quando a Morte Socorre a Vida


Maurício acabou de ingressar na renomada Universidade Federal de Medicina. Na sua primeira aula de anatomia ele conhece M8, o cadáver que servirá de estudo para ele e os amigos. Durante o semestre, o mistério da identidade do corpo só poderá ser solucionado depois que ele enfrentar suas próprias angústias.


Drama / Suspense - Brasil, 2018.


Direção: Jeferson De.
Roteiro: Felipe Sholl, Jeferson De, Carolina Castro, Iafa Britz e Paulo Lins.
Elenco: Juan Paiva, Raphael Logam, Henri Pagnoncelli, Fabio Beltrão, Bruno Peixoto, Giulia Gayoso, Ailton Gtaça, João Acaiabe, dentre outros.


Duração: 74 min.
Classificação: a definir.


All My Life


História de Jenn Carter e Sol Chau, um casal que acaba de noivar e tem tudo para dar certo. Porém, quando ele é diagnosticado com um câncer terminal, os planos de casamento se tornam algo impossível. Com isso, uma corrida contra o tempo se inicia e seus amigos se unem para fazer de tudo para que o casamento ocorra em duas semanas.


Drama / Romance - EUA, 2020.


Direção: Marc Meyers.
Roteiro: Todd Rosenberg.
Elenco: Jessica Rothe, Harry Shum Jr., Marielle Scott, Ever Carradine, Keala Settle, Jhay Pharoah, Josh Brener, Kyle Allen, Jon Rudnitsky, Chrissie Fit, dentre outros.


Duração: 93 min.
Classificação: a definir.


Amizade Maldita


Beth e Kevin percebem que seu filho de oito anos tem passado grande tempo com um novo amigo imaginário, chamado Z. O que inicialmente parece normal para a idade, logo se transforma em algo sombrio, levando o casal a desconfiar que Z pode ser alguma coisa que não esteja apenas na cabeça do filho.


Horror / Mistério - Canadá, 2019.


Direção: Brandon Christensen.
Roteiro: Colin Minihan e Brandon Christensen.
Elenco: Keegan Connor Tracy, Sean Rogerson, Jett Klyne, Sara Canning, Stephen McHattie, Chandra West, Ali Webb, Deborah Ferguson, Luke Moore, Fox Rose, dentre outros.


Duração: 83 min.
Classificação: 14 anos.


Sibyl


Sibyl é uma psicoterapeuta que luta para se manter sóbria após superar o vício em álcool. Quando decide interromper os atendimentos de pacientes para se dedicar à escrita, recebe a visita inesperada de Margot, uma atriz em crise durante uma filmagem. Apesar da recusa inicial, Sibyl aceita atendê-la, e logo percebe que a vida conturbada da artista representa o material perfeito para seu novo romance.


Drama - França / Bélgica, 2019.


Direção: Justine Triet.
Roteiro: Arthur Harari e Justine Triet.
Elenco: Virginie Efira, Adèle Exarchopoulos, Gaspard Ulliel, Sandra Hüller, Laura Calamy, Niels Schneider, Paul Hamy, Arthur Harari, Adrien Bellemare, Jeane Arra-Bellanger, dentre outros.


Duração: 100 min.
Classificação: 16 anos.


Belle Époque


Victor é um sexagenário desiludido com o casamento em crise. Quando ele conhece Antoine, um empreendedor de sucesso, que o sugere uma atração de parque de diversões diferenciada, que une encenação teatral com recriação histórica, sua vida vira de cabeça para baixo. Victor decide então reviver o que ele considera a semana mais memóravel de sua vida, na qual, 40 anos atrás, ele conheceu seu grande amor.


Comédia / Drama - (La Belle époque) França / Bélgica, 2019.


Direção: Nicolas Bedos.
Roteiro: Nicolas Bedos.
Elenco: Daniel Auteuil, Guillaume Canet, Doria Tillier, Fanny Ardant, Pierre Arditi, Denis Podalydès, Michaël Cohen, Jeanne Arènes, Bertrand Poncet, Bruno Raffaelli, Lizzie Brocheré, dentre outros.


Duração: 115 min.
Classificação: a definir.


New Life S.A.


Augusto é um arquiteto bem-sucedido, no comando da construção de um novo condomínio de luxo em Brasília. Seu sogro, o diretor financeiro da empreitada, garante todas as vantagens ao genro, porém esconde uma realidade: o empreendimento é construído graças à compra de políticos e juízes, à desocupação de habitantes pobres da região e à exploração da mão de obra barata. Conforme descobre a situação, Augusto entra em crise.


Drama / Comédia - Brasil, 2018.


Direção: André Carvalheira.
Roteiro: Aurélio Aragão e Pablo Gonçalo.
Elenco: Renan Rovida, Wellington Abreu, Murilo Grossi, André Deca, Fernanda Rocha, Bianca Terraza, Edu Moraes, Marcelo Pelúcio, dentre outros.


Duração: 79 min.
Classificação: 14 anos.


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Estreias da Semana - 19/11/2020

(19 de nov. de 2020)


Enfim, com os cinemas parcialmente reabertos, estamos de volta para divulgar e avaliar os lançamentos da semana. Sendo assim, confira em destaque quais são as estreias nos cinemas desta quinta-feira a seguir.

Lembrando que se forem ao cinema, usem máscara e mantenham a distância. Segurança em primeiro lugar.

P.S. - Nem todos os filmes tiveram trailers divulgados, pela paralização do marketing devido a quarentena.


Convenção das Bruxas


O remake de Convenção das Bruxas, clássico de fantasia dos anos 1990, acompanha um garoto de sete anos que se depara com uma conferência de bruxas em um hotel. Lá, ele acaba descobrindo que um grupo de bruxas está fazendo uma convenção, pretendendo transformar todas as crianças do mundo em ratos.  Baseado no livro infantil homônimo de Roald Dahl.


Aventura / Comédia / Fantasia / Mistério - (The Witches) EUA / México / Inglaterra, 2020.


Direção: Robert Zemeckis.
Roteiro: Robert Zemeckis, Kenya Barris e Guillermo del Toro.
Elenco: Chris Rock, Jahzir Bruno, Octavia Spencer, Brian Bovell, Joseph Zinyemba, Josette Simon, Jonathan Livingstone, Miranda Sarfo Peprah, Stanley Tucci, Anne Hathaway, Orla O'Rourke, Eugenia Caruso, Jianjian Cao, dentre outros.


Duração: 106 min.
Classificação: 10 anos.


Destruição Final: O Último Refúgio


Uma família luta para sobreviver enquanto um cometa segue em direção à Terra. John Garrity, sua esposa Allison e seu jovem filho Nathan fazem uma perigosa jornada à procura de um local seguro para se estabelecerem. Nessa jornada, eles enfrentarão o pior da humanidade em um momento de crescimento do pânico, desbravando um cenário onde a lei não existe mais.


Ação / Drama - (Greenland) EUA, 2020.


Direção: Ric Roman Waugh.
Roteiro: Chris Sparling.
Elenco: Gerard Butler, Morena Baccarin, Roger Dale Floyd, Scott Glenn, Randall Gonzalez, Rick Pasqualone, Scott Poythress, Claire Bronson, Madison Johnson, Gary Weeks, Tracey Bonner, Merrin Dungey, dentre outros.


Duração: 119 min.
Classificação: a definir.


Os Croods 2 - Uma Nova Era


A família pré-histórica é desafiada por uma família rival, que alegam serem mais evoluídos que os Croods.


Animação / Aventura - (The Croods: A New Age) EUA, 2020.


Direção: Joel Crawford.
Roteiro: Kevin Hageman, Dan Hageman, Paul Fisher e Bob Logan.
Elenco: Emma Stone, Ryan Reynolds, Nicolas Cage, Leslie Mann, Catherine Keener, Peter Dinklage, Cloris Leachman, Kelly Marie Tran, Clark Duke, Chris Sanders, Randy Thom, dentre outros.


Duração: 95 min.
Classificação: Livre.


Godzilla vs Kong


As duas poderosas forças da natureza vão se enfrentar em batalha. Enquanto a organização científica secreta Monarch caça, investiga e estuda a origem dos Titãs, uma conspiração tem a intenção de acabar com todas as criaturas, sejam elas ameaçadoras ou não. O mundo sobreviverá ao duelo de monstros?


Ação / Ficção Científica / Suspense - EUA, 2020.


Direção: Adam Wingard.
Roteiro: Eric Pearson e Max Borenstein.
Elenco: Millie Bobby Brown, Alexander Skarsgård, Jessica Henwick, Eiza González, Rebecca Hall, Kyle Chandler, Lance Reddick, Danai Gurira, Ziyi Zhang, Julian Dennison, Brian Tyree Henry, Demián Bichir, Tasneem Roc, Hakeem Kae-Kazim, dentre outros.


Duração: 105 min.
Classificação: a definir.


Casa de Antiguidades


Cristóvão, um homem mais velho, começa a trabalhar em uma moderna fábrica de laticínios no sul do Brasil. Ele se sente distante, não se identificando com a cultural local e as pessoas, sofrendo com o preconceito dos moradores da cidade. Um dia, ele descobre uma casa abandonada repleta de objetos que o lembram de suas origens. Aos poucos, Cristóvão vai se instalando pela casa, reconectando-se com sua ancestralidade. Curiosamente, mais objetos começam a aparecer sem explicação, como se o lugar tivesse vida própria.


Drama - Brasil, 2018.


Direção: João Paulo Miranda Maria.
Roteiro: João Paulo Miranda Maria e Felipe Sholl.
Elenco: Antonio Pitanga, Ana Flavia Cavalcanti, Sam Louwyck e Soren Hellerup.


Duração: 87 min.
Classificação: a definir.


O Caso Collini


O advogado Caspar Leinen é contratado para fazer a defesa de um caso incomum: Fabrizio Collini, um trabalhador sem antecedentes criminais que, supostamente, teria assassinado o industrial Hans Meyer em uma suíte de hotel em Berlim. Enfrentando um rival que nunca perde casos, Caspar se envolve em um dos maiores escândalos judiciais da história alemã e oculta uma verdade que pode mudar tudo.


Drama / Policial - (Der Fall Collini) Alemanha, 2019.


Direção: Marco Kreuzpaintner.
Roteiro: Christian Zübert, Robert Gold e Jens-Frederik Otto.
Elenco: Elyas M'Barek, Franco Nero, Manfred Zapatka, Alexandra Maria Lara, Heiner Lauterbach, Jannis Niewöhner, Rainer Bock, Catrin Striebeck, Pia Stutzenstein, Peter Prager, Hannes Wegener, dentre outros.


Duração: 123 min.
Classificação: 14 anos.


Posted in 0 comentários Postado por Eduardo Jencarelli às 09:09  


Acho que posso dizer com convicção que Lovecraft Country é a série sucessora espiritual de Watchmen.


Quem assistiu a Watchmen no ano passado sabe que a série concluiu sua primeira e única temporada. Mais do que atingir as expectativas da obra original de Alan Moore, a série da HBO foi capaz de encontrar novos ângulos e explorar temas que os quadrinhos não haviam explorado. Principalmente a questão racial que foi central na série, com um elenco de maioria negra e dando uma aula de história para o público ao mostrar o pouco conhecido e verídico massacre de Tulsa da década de 1920. Foi uma temporada ousada e quase impecável. Mas sem planos para futuras temporadas, os fãs dessa excelente adaptação de Damon Lindelof ficaram órfãos.


Eis que surge Lovecraft Country. Adaptação do romance de Matt Ruff produzida pela roteirista Misha Green, em parceria com os produtores Jordan Peele e J.J. Abrams.


Nunca li uma obra de H.P. Lovecraft. Conheço ele por reputação como autor clássico do gênero de terror. Nunca foi um gênero que me prendeu muita a atenção, tanto no cinema e na TV quanto na literatura. Mas a série está sendo capaz de prender por completo graças a forma como apropria as convenções do gênero e conta sua própria história original com personagens complexos e interessantes.


Assim como Watchmen, Lovecraft Country aborda vários gêneros e convenções narrativas usando como tema central a questão racial. A série se passa na década de 1950, logo após a Guerra na Coréia. Seguimos os passos de Atticus Freeman (Jonathan Majors) e Letitia Lewis (Jurnee Smollett-Bell). Atticus é veterano da guerra e tem uma relação complicada com o pai, Montrose (Michael K. Williams). Atticus cresceu principalmente com a influência do tio, George (Courtney B. Vance), um escritor que fez dele um leitor assíduo de inúmeras obras, principalmente de ficção científica. Já o pai tem uma relação abusiva com ele, fruto de uma infância igualmente abusiva, passada de geração a geração, graças a herança escravocrata do país.


Existe logo de cara esse conflito inicial. Nossos protagonistas não são estereótipos, e sim pessoas estudiosas que vivem num contexto marcado pelo racismo e pelo ódio. Por mais que tentem estudar, trabalhar, viver honestamente e tentem ser mais, sempre serão vistos como invasores, como criminosos, como erro da natureza pela classe dominante. Sempre vistos com desprezo pelos vizinhos brancos. É um conflito principalmente de legado negro e questionando o revisionismo histórico das elites.


Sem entrar muito em território de spoilers, a série começa com a busca de Atticus pelo pai. Ajudado pelo tio e pela própria Letitia, amiga de infância, eles embarcam numa jornada pelo país que termina envolvendo passagens por distritos guardados por policiais territoriais* e racistas, e culmina com um encontro quase fatal com monstros que saem do chão durante a noite. Monstros que parecem que saíram das páginas de Lovecraft. Só que passar pelos policiais de forma ilesa gera muito mais tensão e medo do que o encontro com os monstros em si. O tema é sem dúvida de que o ser humano é muito mais perigoso que o inexplicável e o sobrenatural.


*Por sinal, há um capitão da polícia que é um dos personagens mais asquerosos que já vi.


Fui então descobrir que H.P. Lovecraft era na verdade um pessoa racista. Fato que eu não sabia.


Não gosto da ideia de colocar tarjas em pessoas. Essa é em si uma atitude racista. Mas também não dá para ignorar os aspectos de cada um. Uma pessoa é definida pelo que ela sente. No caso de Lovecraft, isso significa levar em conta como essa mistura de medos e etnocentrismo informam a tensão presente em suas obras. Medo é um aspecto central do gênero que ele dominou. Não que isso impeça que outros queiram ler suas obras. Acho importante separar o artista da arte que ele cria, desde que estejamos claros sobre quem essa pessoa é e o que ela representa e tenta expressar.


Já a série faz uma escolha narrativa bem interessante. Ela não se transforma em um filme de 10 horas, ou uma novela prolongada. A trama principal, que envolve um mistério a respeito do pai de Atticus e uma ligação com uma seita de feiticeiros brancos da época colonial, não é o aspecto central da série. Ela é subdividia em episódios quase isolados, envolvendo uma aventura distinta. Isso preserva o estilo tradicional de seriado norte-americano, no qual cada episódio é uma história em si. O primeiro episódio lida com o desaparecimento e a procura pelo pai. O segundo é uma história de Frankenstein na casa dos horrores, enquanto no terceiro Letitia compra uma casa em Chicago que é habitada pelos espíritos de escravos torturados.


E todas essas tramas vem com começo, meio e fim. Isso gera uma segurança e estrutura que a maioria das séries atuais não possuem. Isso é algo que a Netflix faria bem em aprender. Nem tudo precisa ter gancho pro episódio seguinte. É perfeitamente possível fazer um binge-watching de uma série assim.


Sendo uma produção HBO, a série não poupou nem um pouco no design de produção, nos efeitos e na fotografia. Cada episódio parece uma megaprodução de cinema. E o elenco 90% afro-americano é brilhante. Sigo a carreira de Jurnee Smollett-Bell desde sua participação em Friday Night Lights. Ela possui uma paixão e dedicação a suas personagens que fortalece cada cena. Há uma cena em Lovecraft Country em que ela passa por uma experiência de vida ou morte, e a reação dela a isso é uma das cenas mais fortes que eu já vi em qualquer produção. E eu não conhecia Jonathan Majors. Uma revelação e alguém promissor a ser ver nos próximos anos.


A série continua no ar na HBO, com sete episódios ainda para serem exibidos. Recomendo com toda certeza.



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Jon Snow - O Protagonista Passivo

(19 de jun. de 2020)




Tendo passado praticamente um ano desde o final de Game of Thrones, achei que já era hora de reavaliar certos aspectos da série. Longe o suficiente da polarização e do final controverso, acho que é hora de falar um pouco sobre Jon Snow.


Jon Snow dá um bom estudo sobre a função de um protagonista numa história. Digo isso porque honestamente, ele não é um personagem digamos ativo. Snow sempre foi passivo em todos os aspectos. Iremos lidar com SPOILERS nesse argumento. Fica de aviso.


Lembrando, Jon Snow é filho de Lyanna Stark, fruto de seu romance proibido com o príncipe Rheagar Targaryen. Só que durante anos a série - e os livros na qual é baseada - mantiveram esse fato como segredo. Durante anos, Snow sempre foi visto como o filho bastardo de Ned Stark - que supostamente teria tido um caso com uma garota fora do casamento duranta a guerra.


E no mundo fictício de Westeros, ser um bastardo é um estigma pior do que aquele que sofre diariamente preconceito racial ou mesmo aqueles que sofrem abusos por terem sexualidades diferentes. O fato da pessoa ter sido fruto de um relacionamento fora do matrimônio é visto como o pior dos pecados, mesmo ela não tendo nenhuma culpa pelo fato. Isso ocorre principalmente graças a ignorância da população de Westeros, pobre e desprovida de qualquer instrução ou educação formal, cuja única fonte de referência para construção de ética e moral vem das instituições religiosas. É fácil direcionar o ódio de um desamparado para um alvo fácil como um filho bastardo. Assim, as instituições se protegem.


Por isso mesmo, o caráter de Snow foi construído nessa passividade. Ele nunca pôde sentar-se na mesma mesa de jantar que seus irmãos de criação (isso foi garantido pela madrasta tradicionalista Catelyn Stark). Snow nunca pôde contestar sua posição na família ou na sociedade. Desde criança tem sido instruído a sempre seguir as leis e jamais questionar o mundo. Sempre foi denegrido por sua herança e sempre foi lhe lembrado que jamais teria um futuro promissor. Ser o bastardo seria seu fardo e sua responsabilidade.


Por isso mesmo, Snow foi para a muralha e se tornou mais um dos servos da noite, fazendo juramento de jamais abandonar seu posto ou tomar uma esposa. O resultado disso foram cinco temporadas com Snow na muralha ou explorando as terras ao norte, sempre no cumprimento de sua missão de proteção de Westeros. Só que ao seguir esse caminho, Snow se tornou essencialmente o protagonista passivo.


Os demais personagens de Game of Thrones sempre foram ativos, ecléticos e repletos de personalidade. Arya Stark, Tyrion Lannister, Cersei Lannister, Jaime Lannister, Sansa Stark, Daenerys Targaryen. Todos personagens distintos que impulsionam a trama. A Rainha dos Dragões com seu discurso de liberdade aos oprimidos e ódio pelos usurpadores do trono. A forma como Cersei sempre combateu o patriarcado para atingir suas ambições. A forma como Arya internalizou seu desejo de vingança e assim formou seu caráter assassino. O desejo de Tyrion ser visto como mais que um anão, e conseguir merecer o amor de sua família.


Snow nunca foi definido por qualquer paixão ou desejo. Sempre foi o garoto obediente que seguia as ordens. A personagem mais próxima desse tipo nessa história talvez seja Brienne, com seus juramentos e promessas (e ainda assim tem mais personalidade e ímpeto que Snow).


De certa forma faz sentido que Snow seja o avatar passivo da muralha. Suas ações para conter as investidas dos Selvagens e dos Caminhantes Brancos servem um propósito na trama. Mas também com o propósito de criar uma ameaça externa que une todas as facções de Westeros na reta final da trama. É por isso que eu considero a batalha final contra os Caminhantes Brancos até decepcionante, porque não dialoga com o que pode ser considerado o fio central da série, que é o conflito entre as facções. O aspecto que mais atraía interesse do público.


E é por isso também que o romance entre Snow e Daenerys não convenceu. Além do fato dos dois atores não terem afinidade, é evidente que esse romance foi criado de forma artificial, pegando carona na premissa de Jon Snow na verdade ser descendente dos dragões assim como ela, e esperando que isso gerasse um conflito novo.


Só que esperar conflito quando um dos personagens é tão passivo assim é esperar demais. O próprio Snow não desejava uma posição de liderança. Ele ganhou a posição na muralha após o assassinato de seu líder. E só foi colocado na liderança da investida contra Ramsay Bolton porque era o único Stark masculino vivo perante os aliados, e porque nenhum deles aceitaria Sansa, uma menina, como líder. Snow sempre liderou não pela ambição, mas pela necessidade de se fazer o certo. Isso mostra como ele foi a melhor cria de Ned Stark, o mais capaz de encarnar os valores do pai (mesmo que adotivo).


O mais interessante é que Jon Snow teve um romance muito mais ardente e interessante com a selvagem Ygritte do que com a Rainha dos Dragões. Ali dava para ver uma faísca de paixão e até mesmo vontade própria por parte de Snow, que mesmo sendo o inocente em aprendizado do relacionamento, ainda demonstrava paixão e personalidade própria*. Snow sempre se sentiu muito mais a vontade dentre os Selvagens exilados. Outro momento que quebrou a passividade de Snow e mostrou algum caráter foi quando ele abandonou a Irmandade após ter sido assassinado por seus colegas (e ressuscitado, para que não fiquem em dúvida). Nquele ponto da trama (sexta temporada) foi talvez a última vez que Snow mostrou esse lado dele, esse resquício de individualidade.


*Também ajudou o fato de Kit Harington ter muito mais afinidade com Rose Leslie, a atriz que encarnou Ygritte.


Vale lembrar que Game of Thrones, a obra como um todo, foi concebida por George R. R. Martin como uma desconstrução do gênero da fantasia, quebrando e subvertendo expectativas de como uma história assim deve ser contada. Não há heróis absolutos nem vilões absolutos. A violência é sangrenta e a trama sempre terá consequências. Você vê isso na primeira temporada, quando matam Ned Stark, o protagonista que deveria ter exposto toda a corrupção e situação de incesto na Corte Real, e acabou pagando com a vida. Vemos isso novamente na terceira temporada durante o fatídico Casamento Vermelho, que culmina com as mortes de mais Starks.


Por isso mesmo, fiquei surpreso com a revelação de que Snow seria um Targaryen (fato que até hoje não foi confirmado nos livros - ainda não concluídos). Em primeiro lugar porque isso seria uma traição dessa mesma subversão narrativa. Colocar Snow nesse pedestal seria revitalizar o conceito do herói absoluto, com uma missão e cumprindo seu lugar na profecia. Em segundo porque a ideia de Snow ser de linha sanguínea real é menos interessante do que a ideia de um bastardo ser o herói por si só.


Felizmente, mesmo com os tropeços narrativos das últimas temporadas, a série conseguiu honrar essa questão narrativa de nada ser absoluto nesse mundo. Quem lembra sabe que Snow assassinou Daenerys após ela conduzir o massacre a população da capital e tomar o trono a força. A consequência desse atentado foi ele ser banido mais uma vez para o norte. Uma vez o bastardo exilado, sempre o bastardo exilado. Snow assim termina a história como começou, criando uma forte simetria. Considero essa a melhor forma de concluir essa obra. Pelo menos, a mais consistente com sua premissa e a forma como se vendeu ao público.


É muito mais gratificante quando vemos que é o anão que termina essencialmente como a figura política mais influente no reino. Na narrativa medieval tradicional, jamais imaginaríamos que o Bobo da Corte pudesse ser o personagem capaz de subverter essas mesmas expectativas. Mas foi isso que aconteceu com Tyrion Lannister. Esse já havia nascido num berço de ouro, dentro de uma família poderosa. Já tinha status e poder. Não começou do zero que nem Snow. Mesmo sendo definido por sua estatura, ele subverteu a expectativa de Bobo da Corte e garantiu sua posição privilegiada no final da história. Mostrou que tinha caráter e nuance. Esse sim impulsionou a trama.


Se Snow tivesse terminado no trono, invicto, acho que seria uma traição da ideia original de Game of Thrones. Você pode cavar seu destino nesse mundo, mas isso não lhe garante que terá o mesmo fim glorioso que um protagonista de ficção convencional.



Posted in 0 comentários Postado por Eduardo Jencarelli às 11:36