O Som do Marketing

(28 de mar de 2017)




Já perceberam como que a maioria dos trailers de filmes blockbuster repetem a mesma estrutura?


Todos possuem em comum os mesmos sons, a mesma música reciclada, sempre com aquela intensidade crescente no final, repleta de cortes rápidos. Em filmes de terror, geralmente ocorre um susto nos últimos segundos, concluindo o trailer com respiração forte. Em filmes de ação, geralmente incluem uma mega-explosão no final. Em trailers para filmes de comédia costuma ter um momento de reviravolta, na qual um personagem contradiz as expectativas. Resumindo, independente do gênero, trailers se resumem a um clichê atrás do outro....


E nada disso é por acaso. Geralmente trailers são produzidos por empresas de marketing, cujo único objetivo é vender o filme para o público. Isso tudo ocorre independente do diretor ou sua visão do filme. Eles partem do princípio que sabem o que o público deseja e fazem o possível para atingir esse objetivo, inclusive deturpar a visão original do filme. O que importa é a divulgação, não o conteúdo.


Lembram do trailer do filme A Origem? Ele termina com uma trompa* que emite um estrondo de som grave que vibra as poltronas do cinema. Ele toca no início e no fim do trailer, deixando claro a intensidade do filme que espera o espectador.


*O efeito já tinha sido utilizado em Guerra dos Mundos em 2005, mas foi o trailer do filme de Christopher Nolan que causou reverberações na indústria.


Digamos que o resultado do trailer foi tão eficiente que todos os estúdios de cinema resolveram copiar descaradamente. Desde 2010, perde-se a conta do número de filmes que utilizaram esse mesmo efeito sonoro.


Originalidade? Fazer algo diferente para seu filme? Isso é para os fracos.


Logo isso virou objeto de paródia em produtos como South Park. E como na internet tudo é possível, não demorou para que alguém reunisse diversos trailers num único video. Trailers de filmes como John Carter, Transformers 3, Os Vingadores, e muitos outros fazem parte dessa compilação. Todos usam o mesmo efeito sonoro. Confira abaixo tanto o trailer de A Origem quanto a montagem dos demais filmes.






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Estreias da Semana - 23/03/2017

(23 de mar de 2017)




Confira em destaque as estreias desta quinta-feira a seguir:



Power Rangers

Um grupo de jovens desajustados encontra uma antiga nave, onde adquirem poderes e se transformam nos Power Rangers. Quando descobrem que um antigo inimigo da outra geração está retornando para conseguir vingança, eles precisam aprender a usar seus poderes para trabalhar juntos e salvar o mundo.

Ação - EUA / Canadá, 2017.

Direção: Dean Israelite.
Roteiro: John Gatins.
Elenco: Dacre Montgomery, Naomi Scott, RJ Cyler, Ludy Lin, Becky G., Elizabeth Banks, Bryan Cranston, Bill Hader, Matt Shively, Cody Kearsley, David Denman, Robert Moloney, Anjali Jay, Sarah Grey, Morgan Taylor Campbell, Caroline Cave, Kayden Magnuson, Lisa Berry, Jason David Frank, Amy Jo Johnson, dentre outros.

Duração: 124 min.
Classificação: 10 anos.



Fragmentado

Kevin tem 23 personalidades e a habilidade de alterná-las quimicamente em seu organismo com a força do pensamento. Ele sequestra três garotas que encontra em um estacionamento, e aos poucos elas conhecem cada uma de suas facetas enquanto tentam encontrar uma forma de se libertar.

Horror / Suspense - (Split) EUA, 2016.

Direção: M. Night Shyamalan.
Roteiro: M. Night Shyamalan.
Elenco: James McAvoy, Anna Taylor-Joy, Betty Buckley, Haley Lu Richardson, Jessica Sula, Izzie Coffey, Brad William Henke, M. Night Shyamalan, Neal Huff, Sebastian Arcelus, Rosemary Howard, dentre outros.

Duração: 117 min.
Classificação: 14 anos.



T2 Trainspotting

Sequência de Trainspotting. Renton retorna à cidade natal depois de vinte anos de ausência. Hoje, ele é um homem novo, com um emprego fixo e livre das drogas. Os amigos não tiveram a mesma sorte: Sick Boy comanda um comércio fracassado, Spud continua dependente de heroína e Begbie está na prisão. Aos poucos, Renton revela que sua realidade não é tão positiva quanto ele mostrava, e volta a praticar os crimes de antigamente.

Drama - Inglaterra, 2017.

Direção: Danny Boyle.
Roteiro: John Hodge.
Elenco: Ewan McGregor, Robert Carlyle, Steven Robertson, Ewen Bremner, Jonny Lee Miller, Gordon Kennedy, Kelly Macdonald, Anjela Nedyalkova, Irvine Welsh, Eileen Nicholas, Kevin McKidd, dentre outros.

Duração: 117 min.
Classificação: 16 anos.



Travessia

Salvador, Brasil. Roberto acabou de perder a esposa e está solitário e infeliz. Além disso, o relacionamento com seu único filho vai de mal a pior. Um dia, após se embebedar e fracassar ao tentar contratar uma prostituta, ele acaba atropelando um garoto. Desesperado, ele coloca o menino no carro e o leva ao hospital mais próximo. Apesar do socorro imediato, Roberto precisa prestar esclarecimentos na polícia e corre o risco de ser preso.

Drama - Brasil, 2017.

Direção: João Gabriel.
Roteiro: João Gabriel.
Elenco: Chico Díaz, Caio Castro, Camilla Camargo, Caco Monteiro, Cyria Coentro, dentre outros.

Duração: 90 min.
Classificação: 16 anos.



Imprevistos de uma Noite em Paris

Luigi tem uma noite para salvar seu teatro em Paris. A missão envolve várias tarefas, como encontrar um macaco ator e reerguer a autoestima de um diretor japonês.

Comédia - (Ouvert la nuit) França, 2016.

Direção: Edouard Baer.
Roteiro: Edouard Baer e Benoît Graffin.
Elenco: Edouard Baer, Sabrina Ouazani, Audrey Tautou, Christophe Meynet, Jean-Michel Lahmi, Grégory Gadebois, Patrick Boshart, Marie-Ange Casta, Alka Balbir, Lionel Abelanski, Atmen Kelif, Christine Murillo, dentre outros.

Duração: 95 min.
Classificação: 12 anos.



Todas as Cores da Noite

Iris vive sozinha num espaçoso apartamento à beira-mar. O horizonte esverdeado parece distanciá-la da cidade em confortável isolamento. Ao anoitecer, o lugar acolhe conhecidos e desconhecidos num frenético fluxo de festa. Iris é a atração principal. Mas num amanhecer ressacado, ela encontra um corpo na sala de estar.

Drama - Brasil, 2015.

Direção: Pedro Severien.
Roteiro: Pedro Severien.
Elenco: Sabrina Greve, Brenda Lígia, Sandra Possani e Giovanna Simões.

Duração: 70 min.
Classificação: 16 anos.



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Estreias da Semana - 16/03/2017

(16 de mar de 2017)




Confira em destaque as estreias desta quinta-feira a seguir:



A Bela e a Fera

Versão da animação da Disney em live-action com atores, dirigida por Bill Condon (Crepúsculo). Um mercador falido e com dívidas, dá a filha como garantia a seu credor, uma Fera. Vivendo enclausurada com a Fera, Bela começa a desenvolver um carinho pelo monstro.

Fantasia / Musical / Romance - (Beauty and the Beast) EUA, 2017.

Direção: Bill Condon.
Roteiro: Stephen Chbosky e Evan Spiliotopoulos.
Elenco: Emma Watson, Dan Stevens, Luke Evans, Josh Gad, Kevin Kline, Hattie Morahan, Haydn Gwynne, Ewan McGregor, Ian McKellen, Gerard Horan, Ray Fearon, Emma Thompson, Nathan Mack, Audra McDonald, Stanley Tucci, Gugu Mbatha-Raw, Adrian Schiller, dentre outros.

Duração: 134 min.
Classificação: 10 anos.



La Vingança

Após receber a enigmática mensagem “precisamos conversar”, Caco resolve fazer uma surpresa para sua namorada e vai pedi-la em casamento, mas acaba encontrando ela com um argentino. Vadão o melhor amigo de Caco, arrasta o ex-futuro noivo até a Argentina numa viagem nonsense de busca por vingança. Enquanto Vadão tenta reviver a adolescência com o amigo, Caco segue focado em reconquistar seu amor. Mas nada ocorre como planejado.

Comédia - Brasil / Argentina, 2016.

Direção: Fernando Fraiha.
Roteiro: Pedro Aguillera, Thiago Dottori, Fernando Fraiha e Jiddu Pinheiro.
Elenco: Felipe Rocha, Daniel Furlan, Leandra Leal,

Duração: 90 min.
Classificação: 12 anos.



Tinha Que Ser Ele?

O longa conta a história de um pai que viaja com a família para visitar a filha na universidade, mas acaba entrando em conflito com o novo namorado da garota, um jovem bilionário e sem filtro.

Comédia - (Why Him?) EUA / Camboja, 2016.

Direção: John Hamburg.
Roteiro: John Hamburg e Ian Helfer.
Elenco: James Franco, Bryan Cranston, Zoey Deutch, Megan Mullaly, Tangie Ambrose, Cedric the Entertainer, Bob Stephenson, Zack Pearlman, Griffin Gluck, Jee Young Han, Mary Pat Gleason, Keegan Michael-Key, Kaley Cuoco, Elon Musk, Adam Devine, Casey Wilson, Gene Simmons, dentre outros.

Duração: 111 min.
Classificação: 14 anos.



Era o Hotel Cambridge

Refugiados recém-chegados ao Brasil dividem com um grupo de sem-tetos um velho edifício abandonado no centro de São Paulo.

Drama - Brasil, 2016.

Direção: Eliane Caffé.
Roteiro: Eliane Caffé.
Elenco: Carmen Silva, Isam Ahmad Issa, José Dumont, Suely Franco, Paulo Américo, Thaíssa Carvalho, dentre outros.

Duração: 89 min.
Classificação: 12 anos.



O Filho de Joseph

Vincent, um adolescente de 15 anos, foi criado com amor por sua mãe, Marie, mas ela sempre se recusou a revelar quem é seu pai. Ele finalmente descobre que é um certo Oscar Pormenor, um editor parisiense egoísta e cínico. Vincent desenvolve um violento plano de vingança, mas seu encontro com Joseph, um homem que vive à margem da sociedade, tem um profundo impacto em sua vida, assim como na vida de sua mãe.

Drama - (Le Fils de Joseph) França / Bélgica, 2016.

Direção: Eugène Green.
Roteiro: Eugène Green.
Elenco: Mathieu Amalric, Maria de Medeiros, Victor Ezenfis, Natacha Régnier, Fabrizio Rongione, Julia Gros de Gasquet, Jacques Bonnaffé, Christelle Prot, Adrien Michaux, Louise Moaty, dentre outros.

Duração: 113 min.
Classificação: 12 anos.



Os Cowboys

Alain é um dos pilares da comunidade, junto com a esposa e o casal de filhos. Mas sua filha Kelly, de apenas 16 anos, desaparece e ele se lança no mundo sem desistir de procurá-la. Sua vida normal fica para trás e ele leva consigo o filho, que sacrifica sua juventude pela empreitada.

Drama - (Les Cowboys) França, 2015.

Direção: Thomas Bidegain.
Roteiro: Thomas Bidegain e Noé Debré.
Elenco: François Damiens, Finnegan Oldfield, Agathe Dronne, Ellora Torchia, Antoine Chappey, Maxim Driesen, Jean-Louis Coulloc'h, Gilles Treton, Francis Leplay, Mounir Margoum, Antonia Campbell-Hughes, dentre outros.

Duração: 104 min.
Classificação: 14 anos.



Fátima

Fatima cria sozinha as duas filhas: Souad, de 15 anos, adolescente rebelde; e Nesrine, de 18 anos, começando os estudos de medicina. Ela não fala bem francês, o que frustra sua comunicação com as filhas, mas ainda assim ambas são a razão para que ela siga em frente. Um dia, em seu emprego como empregada doméstica, ela cai de uma escada. Convalescendo, escreve em árabe tudo o que nunca conseguiu dizer às filhas em francês.

Drama - (Fatima) França / Canadá, 2015.

Direção: Philippe Faucon.
Roteiro: Philippe Faucon, Aziza Boudjellal, Mustapha Kharmoudi e Yasmina Nini-Faucon.
Elenco: Soria Zeroual, Zita Hanrot, Kenza Noah Aïche, Chawki Amari, Dalila Bencherif, Edith Saulnier, Corinne Duchesne, dentre outros.

Duração: 79 min.
Classificação: 10 anos.



Com os Punhos Cerrados

Eugenio, Joaquim e João são três jovens que, através de uma rádio clandestina, lutam pela liberdade e planejam a revolução, invadindo as transmissões das rádios de Fortaleza e atacando a base constitutiva da sociedade burguesa e capitalista. Quando começam a incomodar os poderosos, suas vidas passam a correr risco, ao mesmo tempo em que surge uma bela e misteriosa ouvinte que deseja se unir a eles e pode transformar os seus destinos.

Drama - Brasil, 2014.

Direção: Ricardo Pretti, Pedro Diógenes e Luiz Pretti.
Roteiro: Ricardo Pretti, Pedro Diógenes e Luiz Pretti.
Elenco: Ricardo Pretti, Pedro Diógenes, Luiz Pretti, Samya De Lavor, Uirá dos Reis, dentre outros.

Duração: 74 min.
Classificação: 14 anos.



História Antes de Uma História

Dr K, o menino Matias, a menina Laurinha e a galinha Melodia vão conhecer e experimentar na prática as diversas etapas e instrumentos necessários para dar vida a uma história.

Animação - Brasil, 2015.

Direção: Wilson Lazaretti.
Roteiro: Wilson Lazaretti.
Elenco: José Carlos Guerra, Elza Soares, Cesar Marchetti, Fábio de Castro, dentre outros.

Duração: 78 min.
Classificação: Livre.



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Breaking Bad - O Filme

(13 de mar de 2017)




Na internet, tudo é possível.


Sempre existe alguém nesse mundo afora realizando algum projeto criativo inusitado, acessível a um click de mouse.


Falemos de Breaking Bad. A série criada por Vince Gilligan, e que redefiniu a carreira de Bryan Cranston é talvez a história mais impactante já vista na televisão, desde a primeira aparição do pacato professor sofrendo de câncer até sua transformação completa em um temido traficante. Não é a toa que levou todos os prêmios concebíveis em suas cinco temporadas.


Tudo isso em 62 episódios. Seria inconcebível ver essa trama com todas suas nuâncias e personagens sendo reduzida em qualquer aspecto para caber na duração de um filme de duas horas. Considerava isso um sacrilégio de edição. Inclusive foi o que a Record fez ao mutilar os inúmeros capítulos de Os Dez Mandamentos para caber numa trama rasa de 90 minutos.


Contudo, dois editores desconhecidos passaram dois anos revendo a série, examinando todos os pontos principais do plot da série, para então fazer um minucioso trabalho sintetizando a jornada de Walter White num espetáculo igualmente impactante com duas horas de duração. Isso que é dedicação de fã. Temos de agradecer os esforços deles.


Confira Breaking Bad - o Filme logo abaixo:




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Estreias da Semana - 09/03/2017

(9 de mar de 2017)




Confira em destaque as estreias desta quinta-feira a seguir:



Kong - A Ilha da Caveira

O longa mostrará a origem do gorila King Kong em seu local de nascimento, a Ilha da Caveira.

Ação / Aventura / Fantasia / Ficção Científica - (Kong: Skull Island) EUA, 2017.

Direção: Jordan Vogt-Roberts.
Roteiro: Dan Gilroy, Max Borenstein e Derek Connolly.
Elenco: Tom Hiddleston, Samuel L. Jackson, Brie Larson, John C. Reilly, John Goodman, Corey Hawkins, John Ortiz, Jing Tian, Toby Kebbell, Jason Mitchell, Shea Whigham, Thomas Mann, Eugene Cordero, Richard Jenkins, Robert Taylor, Miyavi, Will Brittain, dentre outros.

Duração: 120 min.
Classificação: 14 anos.



Fome de Poder

O drama conta a história real de Ray Kroc, um vendedor de Illinois que conheceu Mac e Dick McDonald. Impressionado com a velocidade com que os irmãos operavam uma hamburgueria no Sul da Califórnia nos anos 1950, Kroc viu o potencial para transformá-la numa franquia e acabou tirando-a das mãos dos McDonalds.

Drama / Biografia - (The Founder) EUA, 2016.

Direção: John Lee Hancock.
Roteiro: Robert D. Siegel.
Elenco: Michael Keaton, Nick Offerman, John Carroll Lynch, Linda Cardellini, B.J. Novak, Laura Dern, Justin Randell Brooke, Kate Kneeland, Patrick Wilson, Griff Furst, David de Vries, Wilbur Fitzgerald, Andrew Benator, Cara Mantella, Randall Taylor, dentre outros.

Duração: 115 min.
Classificação: 14 anos.



Negação

O filme conta a história da disputa jurídica entre Deborah E. Lipstadt e David Irving, que a acusou de difamação quando ela o declarou como um negador do Holocausto. Neste caso, o sistema jurídico inglês diz que o acusador é quem precisa provar o fato, deixando para ela a tarefa de provar a verdade sobre o caso.

Drama / Biografia - (Denial) EUA / Inglaterra, 2016.

Direção: Mick Jackson.
Roteiro: David Hare.
Elenco: Rachel Weisz, Tom Wilkinson, Timothy Spall, Andrew Scott, Jack Lowden, Caren Pistorius, Alex Jennings, Harriet Walter, Mark Gatiss, John Sessions, Nikki Amuka-Bird, Pip Carter, dentre outros.

Duração: 110 min.
Classificação: 12 anos.



Silêncio

Século XVII. Dois padres jesuítas portugueses viajam para o Japão em uma época na qual o catolicismo havia sido banido. À procura de seu mentor, os jesuítas serão submetidos a duras agressões e perseguição por parte do governo, que deseja exterminar qualquer tipo de influência externa.

Aventura / Drama - (Silence) EUA / Taiwan / México, 2016.

Direção: Martin Scorsese.
Roteiro: Jay Cocks e Martin Scorsese.
Elenco: Andrew Garfield, Adam Driver, Liam Neeson, Tadanobu Asano, Ciarán Hinds, Issei Ogata, Shin'ya Tsukamoto, Yoshi Oida, Yôsuke Kubozuka, Kaoru Endô, dentre outros.

Duração: 161 min.
Classificação: 14 anos.



Personal Shopper

Uma jovem que trabalha no submundo da moda de Paris começa a fazer contato com seu irmão gêmeo, que acabou de morrer.

Drama / Mistério / Suspense - França / Alemanha, 2016.

Direção: Olivier Assayas.
Roteiro: Olivier Assayas.
Elenco: Kristen Stewart, Lars Eidinger, Sigrid Bouaziz, Anders Danielsen Lee, Ty Olwin, Benjamin Biolay, Nora von Waldstätten, dentre outros.

Duração: 105 min.
Classificação: 14 anos.



Versões de um Crime

Keanu Reeves faz o papel de Richard Ramsay, advogado que pega um caso pessoal quando seu amigo e ex-cliente (Jim Belushi) é assassinado pelo próprio filho Mike (Gabriel Basso). Richard tenta ajudar o garoto e a viúva Loretta (Renee Zellwegger), mas Janelle (Gugu Mbatha-Raw), sua colega no caso, começa a investigar mais a fundo, imaginando que o próprio advogado teve algo a ver com o crime.

Policial / Drama / Mistério / Suspense - (The Whole Truth) EUA, 2016.

Direção: Courtney Hunt.
Roteiro: Nicholas Kazan.
Elenco: Keanu Reeves, Renée Zellweger, Gugu Mbatha-Raw, Gabriel Basso, Jim Belushi, Jim Klock, Ritchie Montgomery, Christopher Berry, Nicole Barré, Jason Kirkpatrick, Sean Bridgers, dentre outros.

Duração: 94 min.
Classificação: 14 anos.



Insubstituível

Dr. Jean-Pierre Werner trabalha há 30 anos como médico de família numa cidade do interior longe de qualquer centro de saúde. Quando descobre que tem uma grave doença, ele precisa urgentemente encontrar alguém para ficar no seu lugar. Mas como substituir alguém que se considera insubstituível?

Drama / Comédia - (Médecin de campagne) França, 2016.

Direção: Thomas Lilti.
Roteiro: Thomas Lilti, Baya Kasmi e Khalladi Shérazade.
Elenco: François Cluzet, Marianne Denicourt, Christophe Odent, Patrick Descamps, Guy Faucher, Margaux Fabre, Julien Lucas, Yohann Goetzmann, Josée Laprun, dentre outros.

Duração: 102 min.
Classificação: 12 anos.



O Crime da Gávea

Paulo, editor de video, chega em casa no tradicional bairro carioca da Gávea e encontra sua mulher assassinada. A filha do casal, de 2 anos, está em seu berço, dormindo tranquilamente. Não há sinais de arrombamento e aparentemente nada foi roubado. Nenhuma pista do criminoso no local do crime. Paralelamente à polícia, Paulo investiga o crime e acaba perdendo-se no labirinto de suas próprias contradições.

Drama - Brasil, 2017.

Direção: André Warwar.
Roteiro: Marcílio Moraes.
Elenco: Ricardo Duque, Simone Spoladore, Roberto Birindelli, Silvio Guindane, Aline Fanju, dentre outros.

Duração: 92 min.
Classificação: 16 anos.



Souvenir

Liliane já teve seus dias de glória como promissora estrela da música, ficando em segundo lugar em um famoso show de novos talentos da Europa, em 1974. Após anos esquecida pelo público e trabalhando em uma fábrica, a sua vida vira do avesso quando ela se apaixona por Jean, um boxeador de 21 anos que a leva a sonhar com a volta aos palcos.

Romance - Bélgica / Luxemburgo / França, 2016.

Direção: Bavo Defurne.
Roteiro: Jacques Boon, Bavo Defurne e Yves Verbraeken.
Elenco: Isabelle Huppert, Kévin Azaïs, Johan Leysen, Jan Hammenecker, Anne Brionne, Sophie Mousel, Benjamin Boutboul, Carlo Ferrante, Muriel Bersy, Fanny Blanchard, dentre outros.

Duração: 90 min.
Classificação: 14 anos.



Papa Francisco, Conquistando Corações

Um olhar sobre a vida de Jorge Mario Bergoglio, retratando da sua infância na Argentina até sua entrada na Igreja, como papa Francisco.

Drama / Guerra / Romance / Suspense - (Francisco, el padre Jorge) Espanha / Argentina / Itália, 2015.

Direção: Beda Docampo Feijóo.
Roteiro: Beda Docampo Feijóo e César Gómez Copello.
Elenco: Darío Grandinetti, Silvia Abascal, Anabella Agostini, Eugenia Alonso, Jimena Anganuzzi, Lucas Armas Estevarena, Christian Arrieta, Nicolás Arrieta, Alejandro Awada, Abel Ayala, dentre outros.

Duração: 104 min.
Classificação: 10 anos.



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Logan - O Fim de uma Era

(8 de mar de 2017)




Difícil acreditar que já foram 17 anos desde a primeira aparição de Hugh Jackman no papel de Wolverine.


Ainda lembro de quando fui assistir ao primeiro filme dos X-Men, no inverno de 2000 no Cine Leblon. Tinha certas expectativas de como o filme se diferenciaria adaptando os quadrinhos criados por Stan Lee e Jack Kirby. Jackman conseguiu capturar a essência do personagem enquanto que criava algo completamente diferente.


10 filmes depois, chegamos ao final dessa jornada. Quando vi Dias de um Futuro Esquecido em 2014, tinha certeza de que nenhum dos filmes posteriores seria capaz de se igualar à montanha-russa emocional que foi a conclusão daquela aventura. Após séculos de dor e sofrimento, Logan finalmente encontrado a paz, estando junto aos X-Men que tanto amava e protegia. Era um final tão perfeito que eu temia qualquer obra que viesse em seguida*.


*X-Men Apocalipse não teve esse problema por lidar com a década de 1980 na trama, e Deadpool seguiu um caminho completamente diferente.


Todos sabiam que Logan seria a última jornada do mutante canadense nas telas de cinema com Jackman no papel. O que ninguém esperava era o que o filme fosse ser uma obra-prima. Não é apenas o melhor filme dos X-Men. É possívelmente o melhor filme de super-heróis já produzido no cinema.


O restante do post lidará com fortes spoilers.


Logan foi muito além da jornada-solo que se esperava. O filme não é apenas uma filme de ação com roteiro de viagens e perseguições. O maior vilão do filme não é Donald Pierce, os Reavers ou o Dr. Rice. A maior ameaça para esses heróis é a própria mortalidade.


Isso é terreno novo e repleto de potencial para filmes de super-heróis. Quando Christopher Nolan fez o último filme da trilogia Batman, ele flertou com essa questão ao apontar a debilitação física de Bruce Wayne, mas esse nunca foi o ponto central. Logan faz da velhice e da senilidade o motor central de toda a agonia e o drama enfrentado nessa narrativa. O filme não explica detalhadamente, mas fica subentendido que os X-Men morreram devido a um episódio de descontrole mental enfrentado por Charles Xavier. O fato do mutante com mais de 90 anos de idade ter um desequilíbrio mental associado com seus poderes faz de seu maior talento sua maior fraqueza.


E Logan enfrenta essa situação da forma mais pragmática possível. Ele esconde o professor de todos. Se os X-Men sempre foram uma analogia pras mudanças que ocorrem na adolescência, Logan lida diretamente com a perda das mais básicas funções motoras e fisiológicas. Xavier que já era paraplégico precisa ir ao banheiro com a ajuda de Logan ou Caliban. Ele precisa ser mantido medicado num horário rigoroso, caso contrário poderá deflagrar outra onda de mortes devido ao descontrole de seus poderes. Não é simplesmente um caso de isolar o idoso num asilo, e sim manter cuidado 24h por dia por ele representar uma ameaça para si mesmo e todos ao seu redor.


Psicologicamente, deve se levar em conta tudo que Logan passou em sua vida. Quantas pessoas que ele amou e perdeu. Quantas batalhas lutou. Quantos ferimentos sofreu. Seu fator de cura não pode ser visto como algo positivo se você terá de ver todos os que ama morrerem. Jackman transmite todo esse peso desde o primeiro frame de filme até finalmente abrir mão dele em seus suspiros finais.


E Xavier, a medida que compreende a magnitude do que houve, expressa profunda dor e arrependimento. Patrick Stewart merece um Oscar por essa performance. Tanto ele quanto Jackman exploram novas facetas de seus personagens.


Ao mesmo tempo, Logan lida com a perda do fator de cura que o protege cada vez menos. A presença do adamantium tornou-se um veneno, e ele já não é mais capaz de retalhar soldados sozinho. A violência explícita do filme demonstra essa fragilidade. E não é só a violência física, mas também verbal. Há 17 anos atrás, eu jamais imaginaria que teríamos um filme onde o Xavier de Stewart soltaria palavras de tão baixo calão. E todas dentro do contexto da frustração do personagem.


O tempo de Logan já passou. Isso abre espaço para a mais nova mutante deste universo. Laura representa uma nova esperança para uma nova geração. E James Mangold foi corajoso ao retratá-la da forma mais violenta, mostrando que ninguém é inocente neste mundo por mais jovem que seja. Dafne Keen abraçou o papel com convicção.


Ao contrário da melodramática morte de Superman no fatídico Batman vs. Superman (onde já sabemos que haverá ressurreição), a morte de Logan tem um impacto muito mais duradouro. O público viu a progressão de sua decadência física durante o filme inteiro. Além do que, a gente sabe que Jackman deu seu adeus ao papel.


Se existe qualquer resquício de justiça em hollywood, eles deveriam aposentar o personagem dos cinemas. Mantê-lo fora de cena durante uns 30 ou 40 anos. Até porque vai ser impossível replicar o impacto de Jackman no papel. É melhor deixar o mutante canadense para uma futura geração, e fazer algo diferente com ele. Não há porque trazê-lo de volta tão cedo. A Sony é prova viva de que fazer um reboot do Homem-Aranha menos de cinco anos após sua última aparição é uma manobra descaradamente mercantilista. Que a Fox e os produtores tenham a sensatez de ouvir seus escritores e roteiristas, e que eles continuem a desenvolver este universo sem depender de seu personagem mais popular.


Enquanto isso, Logan pode descansar em paz, porque ninguém vai conseguir superar este filme tão cedo. Confira abaixo o processo de Jackman regravando diálogos e sons do personagem na pós-produção do filme.





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A Gafe do Oscar

(3 de mar de 2017)




Aviso prévio: esse vai ser um post com duras críticas.


Afinal, o que foi aquela situação na madrugada de domingo pra segunda?


Sem dúvida que este Oscar será lembrado por anos e anos. Moonlight não será somente lembrado como o filme que derrotou La La Land na corrida pelo prêmio principal, mas também será lembrado por ter sido o pivô de uma controvérsia que ainda dará assunto.


Como muitos já devem saber, a culpa caiu sobre a empresa de auditoria Pricewaterhousecoopers (PwC), e principalmente sobre os dois membros responsáveis pelo manuseio dos envelopes que contém os nomes dos vencedores, Brian Cullinan e Martha Ruiz. A empresa assumiu essa culpa com honestidade e integridade, se responsabilizando, além de tomar as devidas providências ao lidar com os dois funcionários.


Porém, ainda assim, temos de lidar com a raíz do problema que causou toda essa controvérsia. Acho esse um assunto mais do que pertinente. O Wall Street Journal revelou que Cullinan passara a noite tirando selfies com atores e atrizes famosos e as postando em seu Instagram e Twitter. Resumindo, ele passar o envelope errado para Warren Beatty aconteceu simplesmente porque estava distraído com seu telefone.


Leva em conta a responsabilidade de um funcionário neste patamar. Se você tem de manter sigilo e guardar à sete chaves os nomes de pessoas que serão reveladas a milhões de espectadores naquela ocasião, não cai nem um pouco bem se distrair no meio do processo. Seria fácil perdoar uma falha dessas com uma frase clichê do tipo "acidentes acontecem". O fato de acidentes acontecerem não significa que devemos ignorar a causa deles. Por mais que a vida e o mundo sejam uma teia de variáveis imprevisíveis, cabe a cada um de nós prevenir tais erros ou aprender com eles.


Honestamente, distração por uso de telefone é um problema crônico que afeta a sociedade em que vivemos a cada dia que passa.


Contudo, isso não quer dizer que erros são inaceitáveis. Errar num esporte ou jogo é compreensível. Errar uma questão de prova em colégio acontece com qualquer um. Trombar numa pessoa no meio da rua porque estava olhando para o telefone ao invés de olhar para a frente já é uma falta de consideração com o bem-estar coletivo. O telefone individualiza a experiência de cada usuário e faz com que ele/ela se isole mentalmente do que ocorre ao seu redor.


Igualmente incompreensível é o fato de que muitos desses usuários compulsivos de telefone nem ao menos estão conscientes de que estão atrapalhando os demais. Foi a situação que enfrentei assistindo a uma sessão de Moonlight no cinema, onde uma moça desavisada passou cinco minutos conferindo posts de Facebook no meio do terceiro ato. Só digo uma coisa: se não consegue aguentar uma sessão de 105 minutos sem acessar o telefone, faça o favor e nem se dê o trabalho de ir ao cinema. Não há diferença dela para Brian Cullinan. Ambos deixaram ser guiados pela ânsia, deixando as demais obrigações de lado. O déficit de atenção fez o restante, causando as devidas consequências.


É a mesma situação no trânsito. Qualquer oportunidade de parar o automóvel é uma desculpa para ficar olhando para o maldito aparelho, desviando a atenção de onde deveria estar focado. Não é a toa que acidentes de trânsito ocorrem diariamente.


E não é uma questão de culpar empresas de telefonia ou as gigantes que trouxeram essa inovação tecnológica para o consumo do público. É uma questão de que a raça humana ainda não aprendeu a incorporar estes avanços em seu cotidiano. E não deverá aprender tão cedo.



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