A ausência de novas idéias

(14 de jul de 2015)



Uma das questões que mais perturbam o mundo da arte, e o ser humano como um todo, é até que ponto somos capazes de sermos inovadores. Quantas idéias novas podemos gerar? Quantas histórias podemos contar? Quantas músicas originais iremos compor? E assim vai....


O maior medo de qualquer artista ou escritor é olhar para uma página branca sem ter a mínima idéia de que idéia expressar ou até mesmo por onde começar. E mesmo quando ele acha sua inspiração e produz uma nova obra, sempre aparece alguém capaz de perceber se ele copiou de alguma obra anterior, mesmo que inconscientemente. Como diz o ditado clássico: na arte, nada se cria, e tudo se copia.


Recentemente, conferimos um vídeo de um editor que relacionou todos os filmes de Quentin Tarantino e suas referências a obras clássicas, mostrando cada tomada de cada filme e de que filme essa tomada foi inspirada. Podemos inclusive ver uma tomada de Psicose que inspirou uma das cenas clássicas de Pulp Fiction.


Realmente, criar do zero é uma tarefa dificílima. J.R.R. Tolkien passou a vida inteira criando o universo da Terra Média, que tornaria-se o playground de histórias como O Senhor dos Anéis e O Hobbit. Mesmo a procura de se diferenciar e permanecer original, não haveria outro rumo ser tomado por muitos que não fosse criar universos e histórias inspiradas na criação de Tolkien, ou até mesmo referenciá-las. Nada mais justo do que prestar homenagens aos pioneiros.


O que é inadmissível são aqueles que copiam obras originais descaradamente, sem ao menos admitir como sendo o caso. Quantas empresas existem que usam a marca "Urbano" desde o sucesso do Peixe Urbano? Em Hollywood, também existe a tendência de explorar modismos jovens o máximo possível. Assim que Jogos Vorazes foi um sucesso de público e bilheteria, outro estúdio teve de pegar carona na onda e no sucesso de imediato, adquirindo uma obra similar cuja trama mostrasse a mesma situação clássica da rebelde jovem que luta contra o sistema. Assim surgiu Divergente.



Quantas continuações de um mesmo filme podem ser feitas até que o público se canse daquela mesma situação com aqueles mesmos personagens? Quantas vezes a mesma história de origem de super-herói pode ser recontada quando um estúdio resolve jogar todo seu esforço fora a começar do zero? Quantas prequelas podem ser imaginadas? Quantos reboots ou remakes podem ser produzidos até que se diga basta?



De qualquer forma, levando em conta a quantidade e o ritmo de filmes que são lançados por ano, torna-se impossível ser 100% original. Sempre haverá aquela referência obscura ou aquela trama requentada.



Ironicamente, este mesmo sendo um dos primeiros posts do blog do Cinema Total já acaba lidando com essa questão que é pertinente também a blogs. Quantos assuntos podemos abordar até que fique tudo repetitivo e cansativo para os leitores?



E até lá, vamos em frente, seguindo de perto a contagem regressiva para Star Wars: Episódio 7.




Posted in Postado por Eduardo Jencarelli às 14:28  

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