Lembrando Anton Yelchin

(20 de jun de 2016)



Neste domingo o mundo perdeu Anton Yelchin, um dos melhores atores de sua geração, com apenas 27 anos de idade após um trágico acidente de carro.


Mesmo jovem, Yelchin já tinha 48 produções em seu currículo, em sua grande maioria produções independentes. Fãs de Jornada nas Estrelas lembrarão dele por ter encarnado a nova versão de Pavel Chekov. que na minha opinião aproveitou e deu vida ao personagem de forma bem melhor do que seu antecessor, Walter Koenig.


Seu primeiro papel foi aos 10 anos na série ER (Plantão Médico) interpretando um garoto que havia sobrevivido justamente a um acidente de carro, mas havia perdido os pais. Mesmo criança, Yelchin roubou por completo o episódio numa sequência de dois minutos nos quais ele demonstra domínio absoluto da cena, deixando os próprios protagonistas em segundo plano.


Dizem que um grande ator depende principalmente de seu olhar para transmitir emoções. Yelchin tinha essa capacidade. Mesmo depois que cresceu, ele manteve um ar de inocência e juventude semelhante a atores como Elijah Wood. Ao mesmo tempo, essa inocência se misturava a uma maturidade que poucas pessoas possuem nessa faixa etária, e acho que isso pode ser visto na própria escolha de papéis.


Além disso, de acordo com os demais atores que trabalharam com ele, Yelchin era considerado um gênio em todos os aspectos. Dizem que nos intervalos de gravação de Star Trek, Yelchin jogava xadrez contra atores mais velhos como Bruce Greenwood, e ganhava todas as partidas.



Yelchin ganhou atenção após seu papel na comédia Charlie - Um Grande Garoto, onde interpretava o protagonista Charlie Bartlett, um jovem rico que prescreve remédios para seus colegas de escola.


Loucamente Apaixonados, dirigido por Drake Doremus, foi também uma oportunidade para Yelchin mostrar diversidade e alcance numa história de amor, onde uma menina estudando nos EUA se apaixona por um garoto, mas é deportada quando expira seu período, e os dois são forçados a viverem em continentes separados. E tudo isso sem jamais mergulhar no melodrama, de forma que a performance contida do ator no papel de Jacob é mais do que suficiente para sustentar a história.



Ele também participou de três filmes de Jornada, fazendo uma imitação do sotaque de Chekov perfeita. O terceiro filme da série, Sem Fronteiras, está para estrear nos cinemas agora em julho. Logo abaixo, algumas cenas do personagem na franquia.






Posted in Postado por Eduardo Jencarelli às 12:09  

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